Aos 16 anos de idade, em 1988, descobri que um simples show de rock poderia mudar a minha vida.
Em 1988 tive minha primeira experiência em um show de rock, do Guns n' Roses.
A partir daí me tornei Groupie, pensando que teria feito uma ótima escolha...
Minha vida sempre foi tão tranquila, até eu completar 16 anos, em 1988.
Quando fui ao meu primeiro show de rock na vida.
Era um show do Guns N' Roses, mas, na época, a banda não era tão conhecida.
Minha vida mudou completamente a partir daí. Fiz coisas que jamais poderia contar à minha família.
Não fazia a mínima ideia de quantos lugares eu iria frequentar e quem estaria por lá.
Apesar de tudo, eu podia JURAR que estava fazendo a escolha certa, na qual eu não iria me arrepender. Mas o que uma adolescente de 16 anos TINHA NA CABEÇA?
Surtei quando vi que a banda que eu sempre acompanhei desde o início iria fazer uma turnê de shows aqui em Los Angeles.
Pelo que me lembro, consegui ingresso para a primeira noite.
Lembro-me do quanto estava trêmula e daquele lugar lotado de pessoas.
Havia um pessoal gritando, sem sequer ter visto a banda.
Garotas com cabelos volumosos, usando mini saias e maquiagem pesada.
Eu não conseguia parar de admirar tudo aquilo. Achei diferente e vivo.
Fiquei admirando as garotas, até que as luzes se apagaram.
A plateia foi à loucura.
O som era dez vezes mais alto do que eu imaginava.
E eu tentando aproveitar o máximo possível daquele momento.
No mesmo instante em que ouvi saírem as primeiras notas da guitarra, meu coração disparou.
Agora eu comecei a entender por que as pessoas gostam tanto de músicos.
Não é por eles, mas sim pelo fascínio nas músicas.
É obsessão.
Finalmente estava vendo o Guns em carne e osso, sem ser através de uma tela de televisão. Era mil vezes mais interessante e atraente.
Em um exato momento, lembro que mantive os olhares apenas para Slash, o guitarrista.
Tentava prestar atenção em Axl e nas letras das músicas, porém Slash roubava totalmente minha atenção.
Ele tinha uma presença absurda.
Seus cabelos cacheados e bagunçados cobrindo sua face, deixando-o ainda mais misterioso.
Havia visto muitas entrevistas e fotografias dele, mas nenhuma sequer me preparou para vê-lo no palco.
Isso me fez pensar muito sobre ele durante o show.
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É aí que a loucura começa.
Eu e duas amigas ficamos esperando perto da saída dos fundos.
Não sabíamos exatamente o que esperar e o que estávamos fazendo ali.
O fim do show não parecia acabar nunca.
Músico entra, músico sai.
Os bastidores eram simplesmente corredores estreitos, onde havia milhares de portas, lotados de pessoas.
De repente, os 5 garotos que eu sempre assistia através de uma tela passaram por mim e minhas amigas.
Minha curiosidade bateu.
Curiosidade de saber quem eles realmente eram por trás das cortinas.
Isso me fez passar aquela e outras várias noites acordadas pensando nesse MALDITO guitarrista.
Que sufoco.
Comecei a frequentar mais shows depois disso.
Gostava da estética.
Gostava de conhecer pessoas com os mesmos gostos que eu.
Gostava da energia da plateia, do som alto, da melodia da guitarra.
Gostava de sair dali tarde da noite, com os ouvidos e a cabeça doendo, sem me importar com nada.
Das conversas até o sol nascer.
Das festas nos clubes.
Até que fui chamada de uma certa palavra que mudou completamente o sentido de tudo aquilo.
Groupie.
Não entendia muito o significado dessa palavra.
Para mim, era como se uma mulher não pudesse gostar de música e frequentar shows.
Ser chamada assim era uma ofensa muito grande para a minha pessoa.
Eu realmente era uma "Groupie".
Fiquei repetindo a palavra constantemente em minha cabeça por algumas semanas.
Porém, com o tempo, descobri o verdadeiro significado dessa palavra.
Groupie, na verdade, são garotas que acompanham os rockstars nas turnês e têm intimidade e relações sexuais com eles.
É meio que uma reputação para algumas garotas.
Para outras, um lado delas que poucos conheciam.
Eu fiquei meio em choque ao descobrir isso.
Não era tão extraordinário, só que ser chamada assim sem saber o verdadeiro significado era estranho.
Aos 16 anos, ser groupie de verdade parecia uma ótima ideia.
A curiosidade de experimentar a sensação foi mais forte.
Ser desejada por homens, é tipo um "poder" sobre eles.