We've updated our Content Guidelines.
Review the latest guidelines to keep sharing stories safely.

• Prologo •

1 0 0
                                        

F. F.

Mais uma mudança de emprego, outra mudança de casa. Sempre que o Senhor Heitor Fox que vai mudar de emprego, nos carrega pra outra casa.

Veja pelo lado bom Fox, você nunca teve que mudar de cidade. Todas suas casinhas foram praticamente uma ao lado da outra.

Me joguei na cama, criando coragem para começar a arrumar minhas malas. Abracei forte meu urso panda de pelúcia que Lívia havia me dado no meu aniversário de 16 anos, a mesma o nomeou de Luluca - até agora não sei o motivo.

Os meus cabelos bagunçados se derramaram pela cama, suspirei pesadamente olhando para o teto. Meu laptop fechado sobre a escrivaninha, a xícara de café vazia ao lado dele e de mais alguns livros.

- Fernanda Fox! - Helena grita, minha mãe as vezes é escandalosa - Você já fez suas malas criatura?

A porta se abre de uma vez assim que ela terminar de falar, levantei as sobrancelhas surpresa pelo som da porta.

- Não, mãe - suspirei enquanto me sentava na cama, as pernas cruzadas por cima da coberta - vou fazer já já.

- Seu pai mandou avisar pra levar os materiais da escola também.

- Materiais? - arqueei uma sobrancelha, meus olhos inconscientemente se direcionando para os livros em minha escrivaninha.

- Sim Querida, você vai mudar de escola - ela diz como se não fosse novidade - seu pai não avisou?

- Não - Me levantei de uma vez da cama, ainda abraçada em Luluca.

- Seu pai é um lesado mesmo - Mamãe suspira, passando a mão pelos cabelos curtos batidos na nuca.

Desde que mamãe cortou os cabelos naquele tamanho, senti como se estivesse faltando uma parte dela. Antes, seus cabelos ondulados batiam na cintura, ela os amava muito. Jurava pra si mesma que nunca os cortaría.

Quando perguntei sobre os cabelos, a única justificativa que ela me deu foi que ; cabelos guardam memorias.

Me ofendi, pensei que ela quisesse me esquecer.

- Eu sei disso -Murmurei, enquanto deixava o panda na cama e me aproximava das malas vazias no canto do quarto.

- Respeite seu pai, Fernanda - Helena me repreende, franzindo as sobrancelhas.

- Você quem falou primeiro, mãe.

-"Você" Fernanda? - ela apoia as mãos na cintura, a icônica pose de quem vai me dar um sermão.

- A senhora quem disse primeiro, Mãe. - revirei os olhos discretamente.

- Isso mesmo - mamãe se apoia no batente da porta, ameaçando sair - Respeite seu pai e arrume logo essas malas.

Helena saiu da sala, arrastando os chinelos. Sinal claro de quando está irritada.

Abri a mala vazia, ou melhor, que pensei estar vazia.

Havia um bilhete nela, franzi o cenho tentando lembrar de onde era, mas minha mente falhou miseravelmente - como sempre.

Abri o bilhete, era um desenho, um mapa desenhado a mão. Quanta criatividade Fox, um mapa?

Meninos e Meninas Stories to obsess over. Discover now