Capítulo 1

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Annabeth

DUAS SEMANAS ATRÁS

Meu último final de semana de férias em Porto Rico resultou nas trinta e seis horas mais inusitadas da minha vida.

Tudo começou no bar do resort onde eu estava hospedada, com um carro roubado e meia dúzia obrigatórias de Piñas Coladas.

Não havia acontecido nada na semana inteira até agora e acho que eu passaria as férias mais tranquilamente monotômas da minha vida se não tivesse parado no meio do caminho para o quarto para pedir um Sex on the Beach.

Minha melhor amiga e colega de quarto Avery, conheceu o amor da vida dela nas primeiras doze horas em San Juan, e a ideia da viagem era tentar respirar um ar puro fora das paredes da Yale, fora do laboratório e principalmente, fora da delegacia. Na verdade, resolvemos viajar porque passei o ano mais workaholic possível, estava completamente esgotada e precisava mesmo de uma distração. Para melhorar, foi coisa dela vir comigo e me apoiar.

Até que, chegamos no resort e Cameron Manchini apareceu com seu cabelo sedoso e escuro, um sorriso branco gigantesco e virou o mundo dela de ponta cabeça. Não querendo ser chata, mas eu não estava querendo ver todo esse céu cor-de-rosa e já começara a ficar irritada com os cochichos e os risinhos de amor à primeira vista deles.

Tudo bem, acho que foi um pouco maldoso pensar a última parte.

O negócio é que resolvi evitar eles o resto da viagem para não vomitar em cima e parecer amargurada.

O que me levou a sair desesperadamente atrás de uma bebida, levando meus pés arrastados atrás do bartender.

— Me vê um Sex on the Beach, por favor?

Quando ele vira para mim, está com uma expressão um pouco diferente do que eu esperaria de qualquer um, mas está fatalmente bonito. Ele passa os olhos por mim e ergue as sobrancelhas douradas, surpreso.

— O quê?

As pupilas dele são dilatadas por cima daquele maremoto de irís. O cabelo dele forma cachos loiros e está um pouco mais baixo nas laterais, a camisa branca com listras bordô está um pouco aberta em cima, quase como se fosse um pega-trouxa para fazer os clientes consumirem mais, só para ficar olhando para aquele tórax.

— Um Sex on the Beach — aponto para o cartaz atrás dele.
— Eu só estou cobrindo o bartender até ele voltar — ele responde, franzindo o cenho.
— Mas cobrir o bartender não significa que você precisa servir as bebidas? — ergo uma sobrancelha.
— É, bem, se você tivesse pedido algo um pouco mais simples. Não faço ideia do que é um Sex on the Beach.
— Tem a descrição dos itens no cardápio.

Ele revira os olhos disfarçadamente. Claramente estava esperando não ter que preparar um drink.

O canto da minha boca ameaça um sorriso.

— Que tal gin tônica igual pessoas normais?
— Pode ser um Porn Star Martini, então. — Provoco.
— Precisa ter uma incenuação sexual no nome para você querer beber? — ele torce o rosto, olhando para mim. Até que escutamos um ronco de motor e alguma coisa chama mais a atenção dele do lado de fora. — Ah, não.

Acompanho o olhar dele até a porta de vidro do resort.

— O quê? — pergunto, curiosa com o que ele está vendo. Tem alguns carros na parte de fora, e aparentemente um deles está saindo.

Código de Conduta - Percabeth AUStories to obsess over. Discover now