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Oneshot

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A balada do século XLI não era tão diferente da do século XXI.

Corpos dançavam espremidos sob luzes intensas. O grave da música fazia o chão vibrar, abafando conversas, risadas e discussões. Gente bêbada tropeçava entre desconhecidos. Casais surgiam e desapareciam na multidão com a mesma rapidez das luzes que cortavam a fumaça artificial.

Naquele caos cuidadosamente organizado, Kell-El, o Superman X, vivia uma experiência inédita.

— Então, bonitão... vem ou vai ficar só olhando?

O sorriso provocador da mulher despertou nele uma curiosidade difícil de explicar. Num impulso, aproximou-se para beijá-la.

Ela colocou um dedo sobre os lábios dele.

— Calma. Aqui não. Vamos para um lugar mais reservado.

Segurou-o pelo colarinho do uniforme antes de deslizar a mão até a manga, conduzindo-o pelos corredores do estabelecimento.

O uniforme chamou atenção.

Algumas pessoas o reconheceram imediatamente.

Os olhares variavam entre surpresa, desprezo e decepção.

"É esse o herdeiro do Superman?", pareciam pensar.

Outros, porém, apenas deram de ombros. No século XLI, escândalos duravam menos que uma música na pista de dança.

Depois de atravessarem vários corredores, chegaram a uma suíte silenciosa. O som da festa desapareceu como se alguém tivesse fechado uma porta para outro mundo.

Kell respirou fundo.

— É a sua primeira vez?

Ele hesitou por um instante.

— Com alguém como você... sim.

Ela sorriu, desta vez sem ironia.

— Relaxa. Não precisa provar nada.

A tensão deu lugar à intimidade. O nervosismo de Kell contrastava com a experiência dela, que percebia cada pequeno gesto de insegurança escondido por trás da postura de herói.

Por alguns minutos, não existiam Superman X, clientes ou prostitutas.

Existiam apenas duas pessoas dividindo o mesmo silêncio.

Por trás da força capaz de mover montanhas existia alguém carregando dúvidas, desejos e uma solidão difícil de esconder.

Kell-El a empurrou contra a parede, entre beijos e afagos, a garota engatou suas pernas ao redor da cintura dele. Sentiu seu volume, quente, latejante.

Ele se afastou para arrancar o uniforme, temia rasgar de tanto tesão.

Ela o guiou novamente mas, dessa vez, para uma banheira de hidromassagem. Já estava pronta e funcionando perfeitamente. Ele tirou as roupas dela, que se surpreendeu por ele não tê-las rasgado. Uma prostituta que atende Super Heróis já viu que muitos deles não tem esse cuidado.

Entram na banheira, voltam a se beijar, grandes mãos angustiadas passam por todo o corpo da mulher. Kell não ligou para o conselho de não beijar a meretriz na boca, então se dedicou aos beijos como se sua vida dependesse disso.

Ele parou de beijar na boca depois de um tempo, passou a descer os beijos até chegar na região íntima dela. Ele fez sucção, estava sedento, sedento como nunca, a sensação estava excelente, como não poderia estar... ele realmente estava se esforçando por ela? Alguém que deveria ser usada como apenas uma boneca inflável?

— Achei que super-heróis fossem diferentes.

— Diferentes como?

— Menos... humanos.

Kell soltou uma pequena risada.

— Talvez esse seja o maior mito de todos.

Ela o observou por alguns segundos.

A mulher sentia que estava quase tocando o céu quando ele parou e se posicionou na sua intimidade. Era agora. Kell-El mexeu os quadris e deu início as suas estocadas, com isso, os peitos duros para cima começam a balançar para valer.

— Amo seus peitos... posso mesmo apertar com toda força?

— Claro, querido, sou Super também.

Com as duas mãos e sem parar de estocar, Kell-El aperta as almofadas a sua frente, os peitos lhe lembra nuvens, nuvens tão macias, uma plantação de algodão, a lã de ovelha... ele para de estocar por alguns minutos para esfregar o rosto nos seios dela.

— Ohhh céus...

Ele gemeu e voltou a estocar, mais fundo e forte.

Ela gozou sem aviso e avisou assim que o formigamento prazeroso chegou ao fim.

Kell-El parou para chupar os peitos, dez minutos cada um. Volta a estocar, dessa vez lento e mordendo o lábio para não berrar, ele sabe que mulheres (nem todas!) não gostam de homem urrando de forma escandalosa...

— A-ah porra foda-se!

Começou a urrar, tinha que fazer isso ou iria destruir a pequena suíte com a sua super-força ou com sua visão de calor...

Gozou e sentiu um alívio tremendo, continuou a estocar, seu pau ainda duro como nunca, quinze minutos depois se aliviou novamente, altas cargas de esperma escorreram da moça que tenta recuperar o ar.

Quando tudo terminou, ela permaneceu em silêncio, se recuperando.

— Você é bem diferente dos outros heróis que passam por aqui.

— Isso foi um elogio?

— Ainda não decidi.

Ela sorriu.

Levantou-se com cuidado, escorregou por um instante e Kell a segurou antes mesmo que seu corpo começasse a cair.

Ela riu.

— Reflexos impressionantes.

— Faz parte do trabalho.

Enquanto ela tomava banho, Kell permaneceu sentado, olhando para a água da hidromassagem. Pela primeira vez naquela noite, parecia pensar em tudo o que acabara de fazer.

Quando entrou no banheiro, ouviu a voz dela:

— Desculpa, Kell. Meu horário acabou. Preciso descansar.

Ele apenas assentiu.

— Tudo bem.

Tomou um banho rápido.

Ao voltar para o quarto, encontrou apenas o silêncio.

Ela já havia partido. O quarto parecia maior do que antes, e a festa lá fora parecia pertencer a outra realidade. Mesmo cercado de milhares de pessoas, Kell-El voltou a sentir aquilo que nenhum de seus poderes era capaz de vencer: a solidão.

Uma Noite com Superman XStories to obsess over. Discover now