Ato I

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Interrompido

O aviso foi clássico:

"À meia-noite, visitarei o Museu de Arte Oriental. — Kaito Kid"

Conan já esperava.

O que ele não esperava era encontrar Kid antes mesmo do show começar — parado na sacada lateral, sem plateia, sem fumaça.

— Você sempre chega cedo? — Kid provocou.

— Só quando o ladrão é previsível.

Kid sorriu, mas não lançou bomba alguma. Apenas se aproximou.

A cidade brilhava abaixo deles. O vento levantava a capa branca.

— Eu queria cinco minutos — ele disse, baixo.

Conan sentiu o coração acelerar.

— Para quê?

Kid inclinou o rosto, perto demais.

— Para não sermos o que fingimos ser.

Um segundo.

Dois.

A respiração deles se misturando.

Conan quase — quase — fechou a distância.

Holofotes acenderam.

— KID! — a voz do inspetor ecoou.

Sirene.

Passos.

O momento se partiu.

Kid suspirou.

— Sempre interrompidos...

Ele recuou, já vestindo o sorriso teatral.

— Até a próxima, detetive.

E desapareceu na fumaça.

Conan ficou com o gosto do "quase".

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