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capítulo 1 - Entre Cafés e Ocorrências

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Três amigos trabalhavam em uma delegacia.

Os três se formaram juntos

Cujo seus nomes era
Arthur, 23 anos
Helena, 22 anos
Henrique, 22 anos

A delegacia estava bem parada naquele dia. Entediados, eles começaram a conversar.

- Vocês se lembram de quando a gente se conheceu? - perguntou Henrique.

- Claro -
respondeu Arthur, olhando para o relógio.

- Como eu iria esquecer? - completou, em tom debochado.

- E vocês se lembram de quando, lá no segundo ano do ensino médio, o Arthur caiu rolando da escada? -
disse Helena, chorando de rir.

- Sim -
disse Henrique, rindo junto com ela.
Arthur apenas ficou olhando para os dois.
Nesse momento, o delegado se aproximou.

- Pessoal, está acontecendo um assalto no shopping. Ao que tudo indica, começou na praça de alimentação, mas há especulações de que os suspeitos também estejam nas lojas do terceiro andar. E vocês são os únicos livres para ir - anunciou.

- Já tem uma viatura esperando por vocês - completou.
- Alguma pergunta?
Arthur hesitou por um instante.
- Desculpa, senhor... qual é o seu nome? -
perguntou, envergonhado.
O delegado estreitou os olhos.

- Você não precisa saber meu nome para obedecer.
O clima ficou pesado. Ninguém se mexeu. O delegado franziu a testa.
- O que vocês estão esperando?
- Nada - responderam os três quase ao mesmo tempo.

Eles correram até a viatura.
Dentro do carro, Helena olhou para Arthur.

- Por que diabos tu foi perguntar o nome dele?
Arthur respondeu sem graça:
- É que eu não prestei atenção quando ele falou.

- Entendi... na verdade, nem eu entendi o nome dele - comentou Helena.

Henrique olhou pelo retrovisor.
- Meu Deus... isso que dá não prestar atenção. O nome dele é Paulo.

Helena e Arthur se entreolharam.
- Paulo? - disse Helena. - Nossa, que nome sem graça. Pensei que fosse algo tipo Yuri ou coisa assim.

Arthur concordou, balançando a cabeça.

- Bom, a gente já chegou - avisou Henrique, analisando o local.

- Será que eles estão só no terceiro andar? - perguntou Arthur.

- Provavelmente não - respondeu Henrique.

Os três saíram do carro com cuidado para não chamar atenção.
Pegaram a escada de emergência e subiram até o primeiro andar.
De repente, um tiro ecoou. Logo depois, pessoas começaram a gritar.
Outro disparo foi ouvido, mas dessa vez ninguém gritou. Os três se entreolharam.

Quando Helena ia dizer algo, um novo tiro foi disparado  mais perto.

- Olha, chegaram os polícia - disse uma voz.
Arthur apontou a arma para a silhueta à frente.

- Quem é você?
- Eu não atiraria se fosse você - respondeu o indivíduo.

Helena olhou para cima e percebeu que eram muitos.

- Olha pra cima - sussurrou para Henrique.

Ele observou e engoliu em seco.
- A gente precisa de reforço.
O homem sorriu.

- Vocês realmente acham que vão conseguir chamar reforços? Vocês estão cercados.

Henrique olhou para Helena.
- E agora?

- Agora... a gente tá ferrado - respondeu ela.

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