Capítulo 0 - 🏴‍☠️

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"𝕾𝖊𝖏𝖆 𝖇𝖊𝖒-𝖛𝖎𝖓𝖉𝖔 𝖆𝖔 𝖔𝖚𝖙𝖗𝖔 𝖑𝖆𝖉𝖔, 𝕲𝖆𝖙𝖚𝖓𝖔"

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"𝕾𝖊𝖏𝖆 𝖇𝖊𝖒-𝖛𝖎𝖓𝖉𝖔 𝖆𝖔 𝖔𝖚𝖙𝖗𝖔 𝖑𝖆𝖉𝖔, 𝕲𝖆𝖙𝖚𝖓𝖔"

✦ Estava na beira da praia aproveitando a brisa enquanto ela seguia seu rumo até o fim do oceano. Me questiono o que há do outro lado desse mar imenso, mas isso é só besteira que penso para poder relaxar enquanto grãos de areia passavam entre meus dedos, minhas mãos, pernas e costas. A madrugada era realmente bonita, calma, tranquila e melancólica. Sou um nômade, ou como prefiro dizer, um aventureiro, por enquanto me chame de "Gatuno" o motivo é simples: a vida nunca foi boa pra mim, mas afinal fiz ela ser, vivendo entre becos e ruas durante a vida sob o manto da noite.


Nos confins do mundo conhecido, batalhas de espadas, guerras por tronos, injustiças e romances impossíveis ecoavam por todas eras. E nela eu apenas sobrevivia, não era um um herói, longe disso, me considero um pensador e isso fazia com que me sentisse vivo, diferente de outrora quando era garoto que roubava comida. Como já dito, era um mundo injusto onde reis e rainhas desfrutam do melhor vinho, enquanto nós estamos aqui, refletindo na beira da praia. Não sou bom com apresentação, porém considero adequado perguntar-lhe

Está pronto para navegar para o outro lado, caro leitor?

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Levantei-me e fui em direção ao farol que ficava ao extremo da praia, não havia nenhuma alma viva por perto. Meus sentidos estavam aguçados, ao me aproximar do local, o silêncio da noite foi quebrado, pude ouvir o tilintar de placas de metal: armaduras, certamente dos guardas. Meu objetivo era claro, fazendo jus ao nome, eu roubaria um navio e atravessaria o horizonte. Afinal o oceano não guarda segredos, ele apenas espera que homens se afoguem em suas próprias ambições.

✦ Por sorte, muitos temem a escuridão, mas eu a chamo de lar, pois ela está sempre comigo. Dessa forma, deslizei para dentro sem deixar vestígios. Pude ouvir um guarda resmungar...

- Ei... ouvir alguma coisa - resmungou um dos guardas com a voz sonolenta.
- Não tem nada aqui, deve ser o sono.

Era típico, armaduras reluzentes e intimidadoras, só que se pararmos para observar, são apenas idiotas. Rapidamente estava ao lado do barco, era pequeno, frágil e a madeira quase caindo aos pedaços, não estava disposto a navegar nessas condições. Para meu azar, ao lado havia um navio gigante, provavelmente de piratas renomados ou da própria realeza. Isso aos olhos de um ladino era como se fosse um sonho acordado, a ganância sussurrou mais alto que o bom senso, irônico já que roubar não é bom.

A escolha era certa, eu não pretendia levar o navio inteiro, pois chamaria atenção demais, no mínimo eu olharia por dentro, meu dedos coçavam com a promessa de ouro

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A escolha era certa, eu não pretendia levar o navio inteiro, pois chamaria atenção demais, no mínimo eu olharia por dentro, meu dedos coçavam com a promessa de ouro. Fui em direção a ele, o toque foi o bastante para notar que a madeira era firme e sólida, o completo oposto do barco podre. Pude ouvir o som lento do ranger do casco contra o cais, como se o barco estivesse adormecido, era o momento perfeito. Despertei do meu transe ao pisar no convés.

Havia longas manchas de sangue na madeira, marcas de quem tentou esfregar o convés rápido demais antes que o sol nascesse, paredes estavam perfuradas e um cheiro de raiva e angústia pairava no ar.  Neste momento, meu corpo inteiro recuou por instinto, no instante segundo em que vacilei, senti o frio do aço em minha garganta, era uma espada.

- Olha só o que temos aqui! - Uma voz rouca cortou o silêncio

✦ Era um tom carregado e forte o suficiente para ecoar na minha cabeça durante dias, nem um pouco amigável, parecia um conjunto de sarcasmo com hostilidade. O cheiro de cerveja barata se misturava com o sangue do convés, me dando uma leve vontade de vomitar.

Eu nem mesmo precisei olhar o rosto do dono daquela espada para saber que meu bom senso, finalmente, tinha perdido a discussão.

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⏰ Last updated: Feb 04 ⏰

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O gatunoWhere stories live. Discover now