Raízes

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Em uma sala pobre, suja e mal iluminada. Com a pintura descascando, o chão de madeira esta infestado de garrafas vazias de cerveja e restos de comida espalhados.

Maria, uma mulher-coelho com olhos de cor roxo e longas orelhas de coelho caídas e cabelos castanhos, balança um bebê enrolado em um cobertor fino e surrado. Seus olhos pareciam estar bem avermelhados e inchados. Ela canta uma canção de ninar com a voz trêmula.

Ela segurava um bebê está em seus braços,mas estranhamente ele não chora. Ele está parece estar em alerta, seus olhos observam o rosto da mãe com uma estranha serenidade suas
orelhinhas de coelho eram minúsculas e delicadas.

A porta da frente se abre violentamente, batendo contra a parede com um estrondo que faz Maria estremecer.

Era Ricardo,que entrou cambaleando, Um demônio de porte grande e de presença imponente, ele tinha olhos amarelos e cabelos azuis e longos, e um cheiro forte de álcool preenche o ambiente. Ele larga sua jaqueta suja no chão.

Ricardo: MARIA! Onde está minha janta, mulher? Tive um dia de merda.

Maria se ergue rapidamente,assustada enquanto segura o bebê,o protegendo-o com o corpo

Maria: E-Está na panela... Eu já estou indo aquecer, só me de um minuto!

Ricardo ignora ela e se aproxima, seus olhos fixos no bebê.

Ricardo: Ainda segurando essa coisa,Inútil? Patetico..

Maria vira o próprio corpo para proteger o bebê

Maria: Querido,por favor...

Ricardo desviou o olhar do bebê e encarou Maria. sua expressão se fecha ao perceber que a comida estava fria,e sem qualquer aviso, ele ergueu a mão e desferiu um tapa em seu rosto.

Maria cambaleia para trás,levando institivamente uma das mãos à face enquanto mantinha o bebê em um dos seus beaços,seu corpo inteiro tremia,mas sua única preocupação era impedir que a criança fosse atingida junta,Ricardo respirava pesadamente, tomado pela raiva.

Ricardo: NEM PARA ESQUENTAR A PORCARIA DA COMIDA VOCÊ PRESTA!

Ainda tomado pela raiva,ela aponta com desprezo para o bebê

Ricardo: Eu não trouxe aqui para você ser incubadora dessa coisa repugnante! Você caiu nas minhas mãos e te dei um lugar para ficar.

Maria: E-Eu estava cuidando do nosso filho..e-eu ia esquentar agor-

Ricardo desfere outro tapa no rosto de Maria,quase fazendo ela derrubar o bebê,mas por pouco,ela consegue o segurar antes que ele caísse no chão

Ricardo: Cala a Boca! Você é a minha escrava! E você existe pra me servir, entendeu?

Maria abaixou a cabeça,contendo as lágrimas, seus braços apertaram o bebê junto ao peito em um gesto de proteção

Ricardo: Você tem muita sorte de eu não acabado com você ainda..eu devia ter escolhido outra vadia burra para cuidar da casa,pelo menos ela faria Oque eu mando!

Ele cospe no chão, bem perto dos pés descalços e sujos de Maria, o cospe atinge o tornozelo dela, mas ela não se mexe, Ricardo se vira e caminha em direção à cozinha.

Ricardo: Ponha essa criatura no berço. Estou cansado de ver essa coisa patética.

Ele desaparece na cozinha, Maria permanece parada por um longo momento, seu corpo está tremendo. Ela espera até ouvir o som da geladeira se abrindo antes de levar o rosto até o bebê, dando um beijo na sua testa,com as lágrimas escorrendo de seus olhos, enquanto acaricia o rosto de seu precioso filho

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⏰ Terakhir diperbarui: Jul 16 ⏰

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