Convite

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Derek acordou após ter mais um sonho maravilhoso que não tardou a se tornar pesadelo. Nele, Stiles e Derek estavam tendo uma noite agradável. Não faziam nada demais, apenas estavam deitados na cama, abraçados, acariciando um ao outro, enquanto trocavam juras de amor. Derek estava tão feliz, e o sorriso em Stiles dizia que ele sentia o mesmo. Mas a felicidade se fora quando tudo pega fogo e quando Derek se levanta e olha para o lado, não é mais Stiles ali. Era o Nogitsune. O homem que flutuava apontou a mão para si e disparou um circulo de cristal em Derek o jogando contra uma viga de ferro que lhe perfurou o peito o matando.

Derek acordou nesse momento, suado e arfante. Todas as noites: ele sonhava com o seu menino, um sonho lindo, mas que sempre se tornava pesadelo quando o pai do garoto aparecia. Houve até um, em que eles estavam em uma casa que lhes pertencia, com uma criança, mas, em um momento, o local fora invadido por vários clones, juntamente com o loiro de luvas negra e vermelha e aquele androide que matara o seu clone no terraço do prédio onde ele enfrentara o Doutor Daehler.

O moreno de olhos verdes e barba por fazer olhou ao redor, constatando estar no alojamento da base dos S.T.A.R.S.. Derek suspirou pesado, antes de se jogar no beliche, com um braço sobre a testa, enquanto encarava o teto do quarto. O homem suspirou novamente, se perguntando o que Stiles estaria fazendo agora. Estaria ele pensando em si? Derek gostava de achar que sim. Porra. Ele amava o castanho de olhos mais belos que ele já vira em toda sua vida. Nada mais do que normal ele ficar pensando nisso. Derek enfiou sua mão embaixo do travesseiro, antes de puxar a mesma, com um envelope entre os dedos.

O moreno de olhos verdes encarou aquele envelope pequeno e retangular, lacrado por um carimbo vermelho redondo e antigo, com a letra S alí desenhada. Derek suspirou, receoso em abrir aquele envelope. Ele sabia que era um convite para um torneio, sabia que era um torneio com Stiles como organizador. Mas ele tinha esperanças, sabe? Esperanças de que isso tudo não passasse de um pesadelo, de que seu amor ainda estivesse em seus braços e não ao lado de um irmão gêmeo psicótico, Deus sabe onde.

O Hale mordeu o lábio inferior, voltando a encarar o teto, deixando sua mão com o envelope cair sobre o seu peito. Sua mente viajou para sua sogra: Cláudia. Derek nunca pensou que a encontraria, quem dirá então que fosse numa base militar, após lutarem contra o irmão gêmeo de Stiles, para tentarem resgatar o castanho, mesmo que Derek não soubesse que Stiles estava vivo. Ah, quando Cláudia disse a todos que Stiles estava vivo novamente...

Claro que foi um choque total. Quer dizer, todos viram o corpo dos três desaparecer. Eles viram Isaac matar Erica e se matar logo em seguida. Mas agora os três estavam vivos. Derek ficou tão feliz. Ele chorou tanto naquele dia. Mas então o medo lhe dominou. E se Stiles estivesse cruel? Isso explicaria o porque de seus clones serem tão violentos. Mas Cláudia logo lhe acalmou, dizendo que Stiles era um doce de pessoa. Derek sorriu. De fato esse era o seu garoto. E então veio outra duvida: “Se Stiles ainda era a mesma pessoa, por que permitiu que o Doutor Matthew Daehler fizesse aquelas experiências consigo?”

E novamente Cláudia lhes explicou o ocorrido. Ela havia voltado para casa, na Alemanha, um dia, e não encontrou o filho. Stiles passou dias desaparecido e foi quando Cláudia passou a se desesperar. A mulher procurou pelo filho pelo qual tanto teve de lutar. Não demorou para que ela soubesse do Doutor Daehler e os clones. Ela passou meses procurando pelo homem e seu filho. Quando finalmente o encontrou, a força policial dos S.T.A.R.S o atacou na mesma noite. Ela matou clones de seu filho e de Erica e Isaac, antes de ser interceptada por Laura, Kira e Malia.

Ela lutou com Laura, a elogiou muitas vezes, enquanto relatava o ocorrido. A Hale mais velha dos três irmãos confirmou a parte em que lutava com a castanha. Ela esclareceu grande parte da incógnita que era o reaparecimento de Stiles Stilinski através de seus clones. O Doutor Daehler fora contratado por Void para clonar os três, mas não se sabia ao certo o motivo. Tudo o que eles sabiam era o que ocorreu antes do sumiço de Stiles de sua casa com a mãe e o irmão na Alemanha.

Eles libertaram Cláudia quando a mesma se ofereceu para ajudar no resgate do castanho de olhos claros. Claro, depois de dias em observação. Talia, Melissa, Cassandra e Noshiko diziam se identificar com a mulher e enxergar uma boa mãe, ali. Todos cometemos erros. Com Cláudia não foi diferente. Mas, diferente de grande parte, a mulher se arrependia e demonstrava isso.

Derek voltou o olhar para o envelope em sua mão. Antes de suspirar mais uma vez, começando a abrir o mesmo. Mas ele parou. Derek ainda tinha esperanças. Ele sabia que não deveria alimentá-las, mas ele o fazia. Ninguém poderia o culpar por desejar um caminho alternativo, poderia? Quem nunca desejou que algo em sua vida fosse diferente? Que algo de ruim nunca tivesse acontecido? O Hale abriu o envelope, rasgando um pedaço no processo. Ele respirou fundo antes de puxar a pequena carta que havia ali. Mas antes que pudesse abrir a mesma, a porta do alojamento se abriu e o moreno de olhos verdes fechou o envelope rapidamente. Ao encarar a porta, Derek pôde ver Scott McCall adentrando o alojamento e subindo no beliche ao lado.

- ainda estou com sono – falou o moreno de queixo torto, deitando a cabeça no travesseiro e olhando para o moreno de olhos verdes.

- então por que acordou cedo? – perguntou Derek, ainda encarando o teto, enquanto apertava o envelope firmemente contra si.

- a gente foi ver o teste do carinha que trouxemos – disse Corey logo abaixo, deitado com o rosto afundado no travesseiro, enquanto se embrulhava nos lençóis.

- que carinha? – perguntou confuso


- o que nos contou que foi o irmão gêmeo do Stiles que ordenou o doutor Daehler a clonar os integrantes do grupo musical favorito da Cora – respondeu Corey, ainda embrulhado nos lençóis.

- o cara já fez o teste? – perguntou surpreso.

- já. Ainda estou besta com aquelas mãos dele – disse Scott, erguendo a própria mão para analisar a mesma, se lembrando das mãos do loiro.

- sabia que ele é meio androide? – perguntou Scott, encarando Derek lhe fitar confuso.

- o Doutor Daehler também era meio androide, se não me engano – falou o moreno de olhos verdes e Scott se moveu, apoiando-se nos cotovelos.

- ele me parece legal – soltou Scott, encarando Corey se remexer na cama abaixo da de Derek, antes de lhe encarar.

- ele me parece um pouco... perturbado. Viu como ele ficava olhando pela janela? Era como se nunca tivesse visto o céu pessoalmente, antes – disse Corey encarando o moreno de queixo torto no beliche ao lado.

- eu vi. As vezes eu acho que ele é um clone – ditou o McCall se deitando de lado.

- será? – perguntou Corey encarando o moreno de queixo torto dar se ombros.

- ué? Se o doutor Daehler conseguiu clonar o Stiles, a Erica e o Isaac, fazer o de mais alguém é tiro e queda – ditou Scott vendo o amigo se remexer na cama, um pouco desconfortável.

- e você, Derek? O que acha do carinha? – perguntou Corey, encarando a cama acima de si.

- eu acho que estamos a pouco tempo com ele para começarmos a julgar o seu jeito – disse o moreno de olhos verdes e Scott lhe fitou confuso, antes de direcionar o olhar para Corey.

“Ele ainda está meio sensível”

Sibilou o rapaz de cabelos castanhos, antes de Scott menear positivamente. O moreno de queixo torto voltou o olhar para o homem de olhos verdes deitado na cama ao lado. O McCall pôde notar um envelope branco sobre o peito do homem, entre os dedos do mesmo. Ele reconheceu o envelope de imediato assim que o selo negro entrou em seu campo de vista. Aquele era o convite do torneio.

- você ainda não abriu isso? – perguntou vendo o moreno de olhos verdes erguer o envelope para encarar o mesmo.

- não – respondeu em um tom de voz baixo.

- por que não? – perguntou Scott e Corey se levantou da cama e passou a encarar o moreno de olhos verdes.

- eu sei o que tem aqui, mas gosto de imaginar que pode ser algo diferente. Gosto de imaginar que não é só mais um convite – ditou encarando o retângulo branco e frágil em suas mãos.

- é possível enviar um convite especial? – perguntou Corey confuso, encarando Scott, que por sinal era um dos herdeiros do Maximum Impact.

- é claro que pode. Desde que se seja um dos organizadores. Bom, pelo menos no Maximum Impact pode. Mamãe e o seu time é quem escrevem os convites a mão – respondeu o moreno de queixo torto e Derek sentiu o seu peito se aquecer com a ideia de seu convite ser diferente.

- ah... Abre ele! – exclamou o castanho encarando o moreno de olhos verdes morder o lábio inferior.

- eu não sei. Eu tenho medo de ele ter mudado, sabe? Depois de passar dois anos no inferno – falou o Hale encarando o retângulo branco com um selo negro com duas letras S desenhadas ali.

- aí a gente bate forte na cabeça dele que ele volta ao normal – respondeu Corey, subindo na cama do moreno de olhos verdes. Derek sorriu minimamente para com a brincadeira do cunhado.

- é, cara. Se ele mudou, a gente traz ele de volta. Sem falar que ele sentiria vergonha de você não ter coragem de abrir uma carta enviada por ele – o McCall incentivou a brincadeira vendo o sorriso do mais velho aumentar minimamente.

- tudo bem, eu vou abrir – falou retirando a pequena carta que havia no interior do envelope. O moreno de olhos claros passou a ler silenciosamente o convite em suas mãos quando a porta se abriu bruscamente. Os três homens olharam na direção da mesma e puderam ver Peter ali parado.

- Deaton está convocando todos para uma reunião – falou o loiro vendo os três se fitarem, antes de encararem o mais velho.

- Agora! – exclamou o Tate em um tom autoritário e no mesmo instante Corey correu para a porta e Scott saltou do beliche, causando risadas em Derek.

- Você realmente assusta eles – ditou o moreno de olhos verdes, descendo da cama e pegando sua jaqueta negra, guardando o envelope no bolso da mesma.

- depois de minha genética demoníaca ter sido exposta em rede nacional, isso tem acontecido e não posso negar que estou adorando – disse o loiro encarando o sobrinho sorrir um pouco forçado, enquanto vestia a jaqueta de couro encarando o chão gélido do quarto climatizado.

Peter encarou o modo tristonho que o sobrinho se comportou e olhou ao redor antes de se aproximar do mesmo, fechando a porta do quarto, chamando a atenção de Derek. O loiro segurou os ombros do moreno de olhos verdes, o fazendo lhe encarar. O Tate suspirou, antes de puxar o mais novo para um abraço apertado, o que surpreendeu Derek. Peter Tate abraçando alguém? Isso era coisa rara Mas muito rara esmo! Ele somente fazia com Malia, Cassandra, Talia e Alexander. Para aumentar o espanto de Derek, o homem colocou uma das mãos atrás de sua cabeça e a inclinou para a frente, colando os lábios em sua testa.

- nós vamos acabar com essa palhaçada e trazer o seu namorado de volta – falou, apertando os ombros do sobrinho e sorrindo sem jeito para o mesmo, para em seguida se virar e sair do quarto, deixando um Derek chocado para trás.

Demorou um pouco, mas Derek logo acordou do choque daquela cena. Ele se perguntou, enquanto abria a porta, se estava tão visível que ele estava uma merda. Porque para Peter... PETER... vir lhe dar um abraço e lhe beijar a testa, como um tio carinhoso faria, Derek deveria estar muito na merda. Mas muito na merda MESMO. O Hale caminhou pelos corredores da instalação dos S.T.A.R.S., seguindo a multidão de pessoas que corriam e conversavam sobre o que Deaton poderia estar querendo.

Quando finalmente adentrou a sala, Derek sentiu uma mão envolver o seu ombro e logo ele fora arrastado por uma pequena distância, até estar ao lado de Kira, que se encontrava sentada com uma das mãos em seu ombro. A asiática sorriu para si, antes de voltar a encarar Cora, que falava sobre algo. Derek encarou a irmã mais nova, enquanto Corey se sentava ao seu lado, passando o braço por sobre os ombros da namorada, assim como Malia fazia com Kira.

- olha, eu até entendo onde você quer chegar, mas tipo... as vezes as pessoas são influenciadas pelo meio, sabe? – argumentou a mulher que era abraçada por Corey, dando uma pausa ao ver que seu irmão estava na mesa. Derek suspirou desanimado.

- não precisa fingir que não estão falando dele – disse o moreno de olhos verdes vendo o grupo inteiro desviar o olhar.

- por que a gente simplesmente não vai até lá, invade e prende todo mundo? Tecnicamente somos do exército, não somos? – perguntou Scott encarando o grupo inteiro lhe fitar.

- não é tão simples, Scott. Não podemos sair invadindo qualquer lugar, sem contar que não sabemos onde eles estão – respondeu Laura, encarando o McCall ficar em silêncio. A conversa morreu por alguns segundos, deixando todos sob o comando de um silêncio um tanto incômodo.

- Atenção todos! – a voz de Deaton ecoou por aquela enorme sala repleta de mesas e televisores, chamando a atenção para si.

- o vídeo oficial do torneio organizado por Stiles Stilinski finalmente foi lançado – ditou o negro com seriedade e logo alguns murmúrios surgiram. Derek engoliu em seco levando uma de suas mãos ao bolso o casaco, onde se encontrava o seu convite.

- No vídeo, foram exibidas algumas imagens dos locais onde ocorrerão as lutas. Reunimos todos vocês para exibir o vídeo uma vez para que possam nos ajudar a identificar os locais exibidos. Nós temos uma equipe dedicada apenas a isso, mas a ajuda de todos será muito bem-vinda nesse trabalho – falou Melissa ao lado do negro, encarando a todos ali reunidos.

- Marin – Allan estalou os dedos e a Morrell apertou um botão e logo todos os aparelhos televisores foram ligados. Um fundo vermelho escuro tomou conta da imagem e logo letras brancas começaram a surgir no centro da tela.

“Caro(a) Senhora ou Senhor”

Logo a imagem do envelope branco com selo negro surgiu atrás das letras. O envelope se encontrava em pé sobre uma das pontas, girando a medida que uma batida eletrônica de suspense tocava ao fundo.

“Estamos em 2019, e, é com muito prazer e satisfação, que nós gostaríamos de anunciar o nosso primeiro e único torneio de luta, o Kings of Fight”

As letras brancas e bonitas surgiram e assim que a frase se completou, no fundo, a imagem de Isaac socando o ar, de costas, e olhando por baixo do braço para a câmera, surgiu. O loiro sustentava um sorriso sádico nos lábios, enquanto uma outra batida surgia juntamente com a sua imagem, se sobrepondo a primeira.  A imagem de Isaac deu lugar a de um outo loiro, com luvas coloridas, que Derek reconheceu como Cato, o loiro com o qual lutou no terraço do prédio do Doutor Daehler, naquela noite. O loiro olhava a câmera com seriedade, enquanto exibia os punhos cerrados.

A imagem de Cato deu lugar a de uma garota de cabelos castanhos, que fitava a câmera com determinação, erguendo um punho cerrado ao lado de seu queixo. A imagem da castanha deu lugar a imagem de uma ruiva de cabelos curtos, que usava óculos escuros e uma expressão fria na face. Logo a imagem de Erica, exibindo suas unhas letais, encarando a câmera com determinação surgiu assim que a da ruiva desapareceu. Logo as letras brancas voltaram a surgir.

“Todo e qualquer participante que recebeu esse convite, deverá formar times de três participantes, que se enfrentarão mutuamente no campo de batalha determinado, para decidir qual deles será o grupo formado pelos Reis da luta”


As letras sumiram, deixando apenas a imagem de um Stiles sorridente, que fazia sinal de vitória com os dedos. Logo a imagem do castanho sumiu, dando lugar para outra imagem sua, a qual Derek jugou ser do irmão gêmeo do castanho, que encarava a câmera com um sorriso ladino moldando os lábios. Logo o som de uma guitarra se fez audível e a silhueta de duas pessoas se confrontando surgiu rapidamente, antes de dar lugar imagem de Stiles abaixado, vestindo o seu típico casaco vermelho e calça branca. Ele encarava o nada com uma expressão de divertimento na face. A imagem do castanho desapareceu para dar lugar as letras brancas.

“Estamos ansiosos por sua participação!”

Assim que as letras sumiram, a guitarra passou a acompanhar o ritmo de uma bateria, enquanto a silhueta de duas pessoas se confrontando surgiram, dando lugar a mais duas silhuetas que se golpearam também, antes de darem lugar a imagem de Stiles, que se inclinou para a frente, se erguendo.

“Sinceriades,”

“SS.”

As letras sumiram e deram lugar a imagem de Stiles, já de pé, a beira da queda do terraço de um estádio iluminado por vários holofotes. O castanho olhou para a câmera e sorriu minimamente, enquanto a câmera se afastava rapidamente. Sobre o fundo vermelho, a imagem de Isaac em uma pose desafiadora, sorrindo vitorioso, surgiu, antes de a câmera girar para a direita, focando na ruiva de óculos escuros, que apontava para a esquerda, com a boca aberta sensualmente. A câmera girou novamente, mostrando uma castanha com um leque ao lado do rosto, sorrindo para a câmera.

A câmera girou para a esquerda novamente, mostrando Erica, abraçando o próprio torso, inclinada para a frente, sorrindo sexy para a câmera, exibindo o seu decote. A câmera passou por Erica, focando no loiro com luvas preta e vermelha, que apontava com a vermelha para trás. A câmera passou por ele também, exibindo a imagem de Stiles, de costas, com o torso virado para a câmera, a encarando com um olhar curioso que o deixava com um ar sexy, que só aumentava com os seus lábios entreabertos e o pirulito que quase caia de sua boca. A câmera girou para a direção das costas de Stiles, exibindo Void, que vestia uma roupa contraria a Stiles nas cores. Seu casaco era branco e sua calça era vermelha. O rapaz encarava a câmera com tédio, enquanto segurava um convite, que era queimado por chamas azuis.

Logo imagens de vários lugares surgiram bem rápido, antes de uma chama vermelha queimar a imagem e dar lugar a imagem de Isaac e Erica, que encaravam o nada com sorrisos vitoriosos nos lábios, enquanto esbanjavam suas poses de luta. Tudo ao redor dos dois loiros era queimado por chamas vermelhas. Logo uma chama negra surgiu de baixo, engolindo os dois e dando lugar a imagem de Isaac, que jogava os braços para trás e tentava golpear o chão com os mesmos, mas antes de seu golpe se concretizar uma chama negra surgiu no canto da tela em que ele se encontrava, o engolindo e o levando junto consigo, para que Cato surgisse no outro canto da tela. O loiro de luvas cerrava o punho, com o torso virado para o lado. Quando o loiro girou para socar o nada, a chama negra surgiu engolindo sua imagem. A cada vez que a chama negra surgia, a guitarra repetia a mesma nota.

A castanha surgiu, inclinando o torso, com o leque aberto, sobre o joelho, sorrindo para a câmera, antes de a chama negra surgir e levar a sua imagem embora. A ruiva surgiu, girando e golpeando o ar com o braço, ao mesmo tempo em que a imagem de Erica surgia. A ruiva foi consumida pela chama negra e Erica girou, golpeando o ar com suas unhas azuis brilhantes, em um golpe muito conhecido por Cora, antes de ser consumida pela chama negra também. A imagem de Stiles surgiu, abaixado. O castanho saltou, girando o corpo para trás, em um golpe muito conhecido por Peter. A imagem de Stiles desapareceu na chama negra e a de Void surgiu.

O homem abraçou o próprio torso, antes de abrir os braços e deslizar para a frente, antes de a chama negra surgir e engolir toda a tela, antes de ser reduzida a um pilar no centro da tela. A imagem de Stiles, Erica e Isaac surgiu. Isaac e Erica estavam de frente para a câmera, enquanto Stiles estava de costas, enquanto o nome N.S.IES surgia e desaparecia na tela de diversas maneiras, escrito com chamas negras. As Imagens de Erica e Isaac foram consumidas por uma chama negra e Stiles girou, sorrindo sádico para a câmera, antes de a imagem de Void se sobrepor a sua, sorrindo da mesma maneira. Logo a câmera focou nos pés de Stiles, que estava parado, enquanto o fundo da imagem se tornava branco.

O castanho estava com a mão esquerda na cintura e a direita jogada ao lado do corpo. O rapaz abriu os olhos e sorriu minimamente, retirando a mão esquerda da cintura e jogando a direita para o lado esquerdo do corpo. Stiles se inclinou para a frente e, em sua mão direita, um fogo negro surgiu. O castanho sorriu largo e golpeou a tela com o fogo, a deixando negra novamente. O fogo se desfez, deixando três letras negras enormes no centro do fundo branco.

“K.O.F.”

Assim que o vídeo terminou, Derek suspirou cansado. Ver a imagem de Stiles, ali, sorrindo. Uma imagem recente. Sorrindo sem estar consigo. Aquilo lhe apertava o peito. O moreno de olhos verdes, suspirou mais uma vez, negando com a cabeça, antes de se levantar e sair da sala, ignorando os chamados de seus amigos. Ele não estava com cabeça para ninguém, naquele momento. Ele queria apenas ficar sozinho, ouvindo a voz de seu amado em seus fones de ouvido. O Hale retirou o celular do bolso, juntamente com os fones de ouvido e encaixou os fones em si, antes de dar o play na playlist mais ouvida em seu aparelho. O Hale de olhos verdes passou ao lado de uma lixeira, foi quando ele aproveitou para retirar o convite do bolso da jaqueta, amaçando o mesmo antes de jogar o envelope amaçado no lixo.













- Sinceridades, SS – disse Lydia, finalizando de ler o convite em suas mãos, enquanto Jackson estava jogado no sofá a sua frente, enquanto a ruiva estava sentada sobre a cabeça de uma estátua daquela igreja abandonada.

- SS? – perguntou Jackson, vendo a ruiva dar de ombros.

- Faz alguma ideia de quem seja? – perguntou o loiro encarando o castanho, que contava o dinheiro que haviam acabado de roubar.

- SS é de Stiles Stilinski – respondeu Matthew movendo os dedos com velocidade pelas cédulas roubadas.

- Já ouvi esse nome – disse Jackson encarando o telhado da igreja.

- é o nome do cara que sequestramos. Aquele que estava sendo clonado. O baixinho – falou a ruiva vendo o loiro abaixar o rosto rapidamente lhe fitando surpreso.

- AQUELE CARA QUE QUASE QUEIMA A CIDADE INTEIRA QUANDO LUTAMOS CONTRA ELE PARA O CAPTURAR?! – questionou aos gritos, vendo a ruiva sorrir, negando com a cabeça.

- nem me lembre disso. Ele queimou um pouco do meu cabelo naquele dia – disse a ruiva passando a mão pelos cabelos ruivos, os quais já foram um pouco maiores, mas ela teve de cortar pelo motivo já dito.

- ele acha que a gente vai participar disso? Ele só pode achar que sou louco de aparecer na frente dele de novo – ditou abrindo sua mão coberta por um metal vermelho e logo uma chama vermelha surgiu dali.

- eu bem que gostaria de uma revanche pelo meu cabelo – murmurou a ruiva, abrindo sua mão coberta por um metal azulado, vendo uma névoa se formar a partir dela e alguns flocos de neve caírem em sua mão. Aqueles implantes feitos por Matt, embora não fossem discretos, lhes ajudavam e muito a controlar os seus poderes. Coisa que eles nunca conseguiram fazer sozinhos.

- não estão interessados no dinheiro? – perguntou o castanho largando as notas de dinheiro em uma maleta, organizadamente, antes de a fechar e a colocar ao lado do banco em que se encontrava. No mesmo instante, os olhos dos outros dois brilharam em sua direção.

- dinheiro? Que dinheiro? – questionou a ruiva, curiosa. Ela não viu nada sobre dinheiro nos convites que os três receberam.

- é. Segundo o site do torneio, o time vencedor leva uma boa quantia em dinheiro. Um milhão para cada membro – respondeu vendo a ruiva saltar da grande estátua e cair em pé sem nenhuma dificuldade.

- UM MILHÃO PARA CADA?! – Jackson gritou, deixando os seus óculos escuros caírem em seu colo.

- É UMA CHUVA DE DINHEIRO! – exclamou a ruiva, rodopiando sobre um pé, jogando as mãos para o alto, fazendo uma pequena chuva de neve cair ao seu redor.

- então vão ser o meu trio? – questionou sorridente, encarando o casal a sua frente lhe fitar surpreso.

- você quer participar do torneio? – questionou Jackson surpreso pela atitude do Daehler. Matt nunca foi muito de participar de lutas sem ser por legítima defesa.

- é claro! Ninguém topa com a oportunidade de ganhar um milhão de dólares todo dia! – exclamou o castanho se erguendo se aproximando da ruiva para pegar o convite que fora enviado para si.

- eu não sei, não. Aqueles caras me parecem bem fortes – falou o loiro cruzando os braços e encarando a ruiva ao seu lado lhe fitar com compreensão.

- vão ter lutadores muito bons lá, sim, isso é um fato. Mas ainda temos alguns meses. Podemos treinar até lá. Se sem treino nós quase derrotamos os membros dos S.T.A.R.S., com treino será moleza – ditou o castanho se aproximando do loiro e envolvendo a cintura do mesmo com os braços e sorrindo sedutor para o Whittemore.

- acha que podemos chegar a um nível tão alto em pouco tempo? – perguntou o loiro acariciando os ombros desnudos do Daehler.

- se eu não tivesse certeza, não estaria tão empolgado para isso, muito menos seríamos convidados para esse torneio – falou Matt, aproximando o rosto do rosto do mais alto, mordendo suavemente o queixo de Jackson. O loiro sorriu, antes de puxar o baixinho mais para si, colando os seus corpos no mesmo momento em que o Daehler lhe rasgou as vestes.

- eu amo você, sabia? – perguntou o loiro, vendo o castanho sorrir safado e deslizar uma de suas mãos macias e um tanto gélidas para dentro de sua calça.

- eu também te amo. Agora pegue esse seu amor e o coloque dentro de mim – o castanho sussurrou sensualmente, fazendo o membro de Jackson pulsar uma vez mais.

Jackson Mordeu o lábio inferior com a ordem do mais baixo. Os dois começaram a arrancar as próprias roupas, enquanto Lydia caminhava para o lado de fora da igreja abandonada. A ruiva desfilava elegantemente até parar na entrada do prédio abandonado. A rua estava um pouco deserta, portanto ninguém acabou ligando para a ruiva com roupa de inverno que saía de uma igreja abandonada. Mas Lydia sentia algo estranho. A ruiva sentia alguém lhe observando. Ela estava incomodada com isso.

A última pessoa que a estava observando, era Void, o seu contratante para ser guarda costas de Matthew e sequestradora do irmão gêmeo do seu contratante e os outros membros do N.S.IES. A Martin olhou, discretamente, ao redor, antes de vestir o seu capuz de inverno e voltar a desfilar, agora por entre as pessoas. Para infortúnio da garota, a sensação de estar sendo observada por alguém não a abandonava, o que a irritava mais ainda. A ruiva passou a entrar em algumas lojas, na tentativa de fazer aquela sensação ir embora, mas até mesmo no interior das lojas, Lydia sentia aquela sensação.

- como você está aguentando ficar com esse casaco num calor desses? – perguntou a vendedora, enquanto entregava as sacolas com cosméticos para a ruiva, que sorriu gentilmente. Ela poderia muito bem dar a resposta que Jackson, grosseiramente, sempre dava: “Eu não sinto calor ou frio”. Mas a ruiva apenas ajeitou uma mecha do cabelo, a colocando atrás da orelha, antes de sorrir sedutora.

- nós temos que fazer alguns sacrifícios pela moda – ditou antes de girar sobre suas botas vermelhas de salto plataforma, antes de desfilar para a saída da loja. A atendente olhou para os pés de Lydia e se espantou ao ver que a ruiva deixava uma camada fina de gelo como a marca de seus pés sempre que erguia as botas do chão para caminhar.

Lydia sabia que seus poderes estavam um pouco fora de controle. Por isso ignorava alguns olhares que eram direcionados aos seus pés e alguns sussurros. Ela estava nervosa com essa sensação que não a abandonava. Cansada dessa situação, a Martin resolveu passar por um beco, no caminho de volta para a igreja. No meio do beco, a ruiva parou de caminhar e logo o som de algo caindo no chão fora ouvido. Lydia largou as sacolas no chão e retirou o capuz, revelando os seus fios brancos como a neve para quem quer que estivesse lhe seguindo.

A pele que cobria suas mãos se retraiu para o seu pulso, revelando duas luvas douradas feitas de metal. A ruiva virou a palma de uma para cima e uma esfera de gelo grosso se formou ali. Ela pretendia ser direta e letal. Seja lá quem estivesse lhe seguindo morreria hoje, dependendo da vontade da ruiva. Quando Lydia se virou com velocidade, já preparada para acertar uma pedrada na cabeça de seja lá quem fosse, ela parou quando uma mão pequena segurou em suas mãos. Era uma criança vestida com um vestido amarelo com listras pretas e pelugem branca no final.

- quem é você? – questionou Lydia, vendo a garotinha ajustar o óculos de lente laranja ao rosto com a mão livre.

- sou uma representante – ditou largando a mão da ruiva, que não queria saber do resto e tentou atacar novamente.

Com a mão livre, Lydia estivou o braço para alcançar a garota, mas esta estava longe do alcance e sorriu, mas parou ao ver espinhos de gelo surgirem da mão de Lydia. Com velocidade, a garota passou a dar uma série de cambalhotas para trás, saindo do alcance dos espinhos de Lydia.

- não quero nada com você – disse se virando, pegando as sacolas e começando a caminhar para a saída.

No entanto, a garotinha parecia determinada em conversar consigo. A garota de vestido amarelo jogou algo prateado para cima e apenas esperou o vento e a gravidade fazerem a sua parte. Lydia parou de caminhar assim que uma estrela ninja caiu a sua frente, quase acertando o seu pé.

- eu vim em nome de um contratante que irá lhe pagar bem caro por um serviço simples – disse a garota erguendo um maço de dinheiro em uma mão e balançando o mesmo. Lydia ficou tentada a dizer não, logo de cara, mas se havia algo que a deixava tentada era dinheiro.

- quanto? – perguntou ainda de costas, não podendo ver o sorriso vitorioso que surgiu nos lábios da garota.

- um milhão – respondeu a garota e Lydia se virou para encarar a garota de lado.

- não existe um serviço simples que valha tudo isso. O que está escondendo? – perguntou a ruiva vendo a garota dar de ombros fazendo beicinho.

- conversaremos sobre os detalhes quando chegarmos a igreja – disse começando a caminhar na direção da ruiva.

- o que te faz pensar que vamos aceitar? – questionou Lydia vendo a garota sorrir inocente.

- porque vocês vão para o torneio de luta organizado por Stiles Stilinski de todo jeito – respondeu antes de dar as costas para Lydia, que só então notou espadas nas costas da garota. Nas duas espadas, havia um pássaro desenhado no fim da empunhadura.











Derek caminhava pela cidade, desanimado, com um pacote de salgadinhos na mão. O Hale estava meio depressivo desde que vira o vídeo que anunciava o torneio ser exibido por Deaton na base dos S.T.A.R.S. Ele precisava comer alguma porcaria. Isso sempre lhe ajudava a melhor um pouco do seu humor quando ele se lembrava de Stiles. O lutador caminhava por entre as pessoas, ouvindo o espanto de algumas ao lhe ver na rua. Mas ele já estava acostumado com todo esse espanto, mas ele não podia negar que ele crescera desde o incidente no Maximum Impact em que Stiles, Isaac e Erica participaram. Depois daquele torneio, Derek se recusava a sair de casa. Ele saía apenas para trabalhar e apenas isso. Quando passou a sair com Jennifer, ele até passou a sair mais de casa, mas também não era nada como fazia antes de conhecer o jovem cantor de quinze anos.

Antigamente, Derek era um jovem qualquer, tirando a sua licantropia e o fato de ser lutador em um torneio mundialmente conhecido. O Hale ia a bares, boates, saia como uma pessoa normal. Mas depois do renascimento do Nogitsune e a morte de Stiles, Derek nunca mais adentrou uma boate, mas bares ele sempre frequentou. Não para se divertir ou coisa do tipo, mas sim para tentar esquecer da morte da pessoa que ele mais amou na vida. Caminhar estava fazendo bem ao seu peito. A dor de rever seu amado vivo e longe de si diminuía aos poucos, mas logo voltou de vez quando Derek passou ao lado de uma loja de eletrônicos. Na vitrine da loja haviam vários televisores, nos quais o vídeo de anuncio do torneio Kings Of Fight era exibido. Derek parou ao fundo da multidão de crianças e adolescentes, que pararam para ver o vídeo, apenas para ver o sorriso de Stiles mais uma vez.

- Eles não estavam mortos? – questionou um garoto de mais ou menos dez anos, vendo a imagem de Stiles na televisão chutar o ar, dando um giro no mesmo, antes de a imagem de Void surgir.

- eles devem ter feito uma montagem, como uma homenagem para eles – respondeu um adolescente ao lado do garoto.

- por que mostraram ele duas vezes? Mas a Erica apenas uma? – questionou uma adolescente, um pouco indignada por Erica, o seu ídolo feminino, aparecer menos do que o castanho.

Derek mordeu o lábio inferior com força, antes de enfiar mais salgadinhos na boca, rapidamente, começando a caminhar para longe da loja. O moreno de olhos verdes desviou um pouco da área movimentada e acabou parando próximo ao subúrbio. Ele caminhava na escuridão da noite sem lua, sendo iluminado pelas luzes dos postes das calçadas. Ele nem se importava com o mundo a sua volta, no momento. Ele estava entretido demais com a voz de seu garoto cantando uma música lenta em seu celular para se preocupar com algo além de Stiles.

O moreno de olhos verdes encarava única e exclusivamente o chão, enquanto ouvia Stiles cantarolar calmamente, seguindo o ritmo lento da música, a deixando mais bonita ainda. O Hale não conseguia tirar o jovem castanho dos olhos mais belos que ele havia visto da mente. Isso o matava aos poucos. Sempre que Derek ficava algum tempo sem pensar em nada, sua mente sempre lhe trazia aquele rosto perfeito, sorrindo para si. A imagem do outro sorrindo para si depois de uma noite fria, na qual eles se aqueceram da forma mais quente possível, onde eles demonstraram todo o amor e paixão que sentiam um pelo outro. Ou pelo menos Derek demonstrou.

- HÁ! – um grito ecoou tão alto que fora impossível Derek não ter a sua atenção chamada.

O moreno de olhos verdes olhou para o lado e pôde ver um rapaz baixo de cabelos loiros, que estava a enfrentar um moreno mais alto do que ele. O loiro tentou socar o moreno, que desviou com certa dificuldade. Derek parou de caminhar, tendo a sua atenção voltada para os dois rapazes que se enfrentavam em uma quadra de basquete. O loiro aproveitou o movimento de esquiva do moreno, para atacar novamente com o outro punho, repetindo o ataque do primeiro, apenas mudando a direção. Mas o mais alto novamente se esquivou.

- MAS QUE MERDA! – gritou o loiro girando o torso, ficando de costas para o moreno, antes de girar o torso para o lado contrário, enquanto saltava girando.

O cotovelo do loiro quase atingiu o queixo do moreno, que por pouco não fora atingido pelo golpe do outro, que girou no ar algumas vezes, socando e chutando o nada. Derek ficou um pouco chocado ao ver aquilo. Ele reconheceria aquele golpe em qualquer lugar. Aquele golpe era seu. Ele que havia inventado aquele golpe o patenteado em seu primeiro Maximum Impact. O moreno de olhos verdes se aproximou mais da quadra de basquete, se recostando a grade, para encarar aqueles dois rapazes que aparentavam ter a sua idade.

O moreno passou a deslizar os pés pelo chão, enquanto se aproximava do outro sorrateiramente, como uma cobra se aproxima da presa. Derek fitou surpreso o moreno golpear a testa do loiro com a palma da mão e segurar nos cabelos do mesmo, que tentou se soltar, mas o outro fora mais rápido e lhe puxou para perto, chutando a boca do seu estômago. O loiro ficou estático com a dor em seu torso, o que deu tempo para o mais alto de erguer o braço aos céus e descer o mesmo com velocidade, lhe acertando o cotovelo nas costas, jogando o menor no chão.

- é assim que pretende ir ao torneio, Dean? – questionou um homem, encostado na grade ao lado da saía da quadra.

- não enche, tio Bobb. O Sammy só teve sorte de ter conseguido se esquivar do meu golpe! – exclamou o loiro, se levantando enquanto o mais alto sorria nasalado esse afastava, voltando a entrar em posição de batalha.

- não vem com essa, Dean. Você sabe muito bem que está mais fraco do que eu, agora – disse o moreno de cabelos um tanto longos, exibindo uma sequencia de socos, antes de sorrir orgulhoso.

- quero ver falar isso com a boca colada no chão! – disse o loiro avançando contra o moreno.

Dean acertou um soco no rosto do mais alto, que lhe golpeou o ombro. Sam se recuperou e tentou socar o mais baixo, mas Dean se abaixou e se ergueu rapidamente, socando a lateral das costelas do maior com um soco, antes de desferir um soco no outro lado das caixa torácica, para em seguida se abaixar, desviando de um soco aleatório, como o esperado, e saltando usando um ganho de esquerda que jogou o mais alto para cima, enquanto ele mesmo subia girando no ar.

Derek estava para lá de surpreso. Ter uma técnica copiada por outros lutadores era algo comum para lutadores profissionais. Mas algumas técnicas eram restritas por apenas os criadores saberem a sequência exata de movimentos e o jeito correto de fazê-la. E ambas as técnicas utilizadas por aquele tal de Dean eram técnicas restritas da família Hale, as quais nunca foram vazadas para outros. Mas mesmo assim aquele rapaz de cabelos loiros as copiara perfeitamente.

O moreno alto caiu no chão e rolou no mesmo, se afastando. Dean avançou novamente contra o mais alto. Eles trocaram uma boa sequencia de golpes velozes. Para alguém que não soubesse lutar num nível próximo a aquele, essa sequencia de golpes teria sido surpreendente, como se fosse tudo coreografado para a cena de um filme. Dean tentou um soco no nariz do mais alto, mas o outro segurou firmemente em seu pulso, girando o mesmo com velocidade e força, lhe lançando no chão.

- você não pode se deixar levar no meio da luta, irmão – disse o moreno largando o pulso do loiro e se afastando.

- Sam está certo. Você se anima demais quando começa a ganhar e acaba perdendo o controle da situação – falou Bob, se desencostando da grade da quadra para se aproximar dos dois mais novos.

- desse jeito não vai chegar nem perto das finais – argumentou Sam vendo o irmão mais velho, irritado, limpar a roupa e se virar para os dois com uma expressão de poucos amigos.

O velho estava com um cigarro numa mão e uma garrafa de cerveja na outra. O homem afastou o cigarro da boca apenas para tomar um gole de sua bebida. Dean se ergueu, irritado, cruzando os braços. O loiro iria argumentar com um protesto, mas parou ao ver olhares surpresos para as suas costas. Derek viu o loiro s virar para si e um brilho tomou o olhar do outro.

-AH, CARAMBA! VOCÊ É DEREK HALE, NÃO É? – questionou Dean aos berros. Derek sorriu um pouco sem graça, antes de menear positivamente e dar a volta na grade, alcançando a entrada sem porta da mesma.

- o que um lutador profissional faz aqui? – questionou Bob, vendo o rapaz de jaqueta parecida com a de Dean se aproximar.

- eu estava dando uma volta para espairecer quando me deparei com a luta de vocês dois, espero que não tenha sido um incômodo me ter como expectador – disse o moreno de olhos verdes vendo os três lhe encararem surpresos.

Sam encarava o moreno de olhos verdes sorrir gentil e estreitava os olhos. Bob estava tão sério quanto o rapaz ao seu lado. Já Dean... Dean sorria largo, como uma criança que acabara de ganhar o tão esperado presente de seus sonhos no aniversário. O loiro tinha um brilho tão grande nos olhos que por pouco não emitia luz. Suas pernas estavam inquietas, assim como as suas mãos, que soavam.

- imagina! É uma honra saber que você assistiu a gente lutando – exclamou o loiro baixinho em resposta, vendo o mais alto sorrir para a sua animação.

Um sorriso um pouco tristonho. Depois da transmissão do anuncio do Kings of Fighters, Derek se via incapaz de sorrir sem um ar tristonho para qualquer ser na face da terra. Dean estava para lá de elétrico. Porra! Aquele moreno parado a sua frente era, nada mais, nada menos, do que o seu ídolo. O seu maior ídolo, sua maior inspiração.

- seria muita grosseria da minha parte perguntar onde você aprendeu esses movimentos? – perguntou o moreno de olhos verdes, vendo o loiro sorrir mais animado ainda, se é que era possível.

- Cara, eu sou o seu maior fã. Eu assisti, e ainda assisto, a todas as suas lutas, desde o seu primeiro Maximum Impact. Tudo o que eu sei de lutas vem de você e dos torneios que você participou – revelou o loiro surpreendendo o moreno de olhos verdes, que lhe fitou assustado.

- você sabe lutar, por que me vê lutando? – questionou Derek, surpreso e duvidando das palavras do mais baixo.

- parece mentira, mas não é. Esse rapaz copiou tudo o que podia de suas lutas – ditou Bobby terminando a sua cerveja de vez, passando apenas a fumar o seu cigarro.

- ele tem todos os torneios em video no computador – falou Sam enquanto via o menor menear positivamente, tentando, e falhando miseravelmente, em conter a animação dentro de si.

- isso sem contar nos pôsteres – ditou Bobby e foi nesse momento que Dean pareceu conter a animação, passando a encarar o mis velho com reprovação.

- tá, está bem. Já chega – falou o loiro abanando com a mão para o tio e o irmão, vendo os dois sorrirem ladinos.

- nossa, você gosta mesmo do torneio! – exclamou Derek, colocando as mãos no bolso da jaqueta que vestia.

- está brincando? Vocês são as pessoas mais fodas da terra! – exclamou o loiro em resposta, fitando o mais alto com brilho nos olhos.

- sem querer ser chato, mas já sendo. Vamos ter que voltar. Está na hora de tirar a carne do forno – ditou Bobby olhando para o celular, vendo um alarme tocar no mesmo com o nome Jantar no forno”

- ah, sério? – questionou Dean encarando os dois com um olhar tristonho.

- é, e, pelo que eu me lembro, hoje é o seu dia de lavar os pratos, que por sinal está tudo empilhado a pia – apontou Sam vendo o irmão choramingar olhando para o teto, enquanto se esperneava.

- não quer vir conosco? Se fizermos esse cara perder a chance de conversar mais com você, ele vai lembrar disso enquanto dança sapateado em nossas sepulturas – questionou Sam vendo o loiro lhe fitar com um sorriso largo.

- boa. Não quer dar uma passada lá em casa? A gente pode falar mais sobre luta? – questionou o loiro vendo o moreno rir baixinho de toda a sua animação.

- se não for incomodar – ditou o moreno de olhos verdes vendo o loiro socar o ar animado.



















- desculpe a bagunça, mas hoje era o dia do Dean de fazer a arrumação – disse Sam se dirigindo para o sofá e jogando alguns lençóis e um travesseiro no chão, antes de se sentar no mesmo.

- vocês três vivem aqui sozinhos? – questionou o Hale analisando o apartamento simples do subúrbio.

Ele não era exatamente grande, mas dava para três pessoas viverem ali sem problemas. Havia uma sala em formato de L, três quartos e um banheiro, além da cozinha que era ligada a área de serviço. O apartamento não era nada luxuoso Era uma residência comum para uma família de classe média.

- eu disse que ia arrumar quando voltasse – reclamou o loiro pegando os lençóis e os travesseiros que usara para dormir a tarde toda no sofá e os levando para o quarto.

- é, o nosso pai nos abandonou com o tio Bobby e não sabemos de nada da nossa mãe – respondeu Sam om naturalidade, surpreendendo o Hale.

- nossa, sinto muito por isso – disse Derek e um aperto em seu ombro fora sentido.

- não se preocupe com isso. Esses garotos não se afetam por isso – disse Bobby antes de seguir para a cozinha, pegando luvas grossas para tirar a travessa do forno.

- e então, o que quer fazer? – perguntou Dean vendo o seu tio seguir para a mesa com a travessa quente.

- porque não assiste ao torneio fazendo toda a sua critica construtiva sobre todos como sempre faz aqui em casa? – questionou Sam sorrindo ladino.

- eu adoraria ver isso – falou Derek vendo o loiro fuzilar o moreno estirado no sofá.

- tudo bem, eu vou pegar o notebook – ditou Dean se virando e adentrando um dos quartos.

- LEMBRE DE GUARDAR OS PÔSTERES CONSTRANGEDORES SOBRE OS PARTICIPANTES DO TORNEIO! – gritou Sam, ouvindo um “vai se foder” logo em seguida.

- pôsteres constrangedores? – questionou Derek, rindo da interação entre os dois irmãos.

- é, sabe? Aqueles pôsteres que tem vocês fazendo pose e tem as suas fichas técnicas – respondeu Sam vendo o moreno menear positivamente, se recordando que o Maximum Impact de fato disponibilizava essas coisas.

- mas eles não são constrangedores, que eu me lembre – disse Derek vendo o moreno ao seu lado erguer o indicador para o corredor.

- ele tem todos, inclusive os da versão para maiores em que vocês tem poucas roupas – pontuou Sam e logo Dean retornou para a sala com um notebook em mãos. O loiro pegou o cabo HDMI da tv a cabo e conectou ao computador.

- posso escolher qual torneio podemos ver? – questionou Dean encarando o seu ídolo com os olhos pedintes.

- é claro. Por que não? – respondeu Derek vendo o loiro morder os lábios animados.

Derek de fato não via problema em deixar o loiro escolher qual das versões do Maximum Impact eles iriam assistir. Ele até estava se sentindo um pouco melhor em passar um tempo com o loiro e o irmão. Eles estavam lhe animando aos poucos desde que via o anuncio do KOF na televisão.

Desde que vira o seu Stiles vivo e sorrindo estando longe de si.

Mas o que Derek não esperava era que o torneio que Dean escolheria fosse o que ele menos queria rever, pois ele sempre o via no início de sua merda emocional. Ele sempre assistia ao torneio em que ele encontrou Stiles e também o torneio em que ele o perdeu.

- esse é o meu favorito, cara. Aquela luta no final onde teve todo mundo se pegando no final foi épica! – exclamou o loiro animado.

O video de introdução do torneio rolava enquanto Derek preparava o psicológico para rever Stiles lutando naquele torneio. O moreno de olhos verdes teve que respirar fundo para não desabar ao ver a primeira luta de Stiles. Dean se encontrava tão animado que o homem não queria desapontar o rapaz se mostrando incomodado com a situação.

- olha, eu não vou muito com a cara dele, não. Sério, ele, de todos, é o que eu mais odeio – falou Dean comendo um pouco da pipoca que ele havia feito enquanto o video rolava.

- você só não gosta dele porque metade das garotas que assistiram a essa versão eram fãs dele – disse Sam e, enquanto o video mostrava a visão de cima, era possível ver algumas placas com corações e o nome do castanho.

- não, é sério. Olha isso aqui, a ficha dele diz que ele é humano, mas ele consegue jogar Peter Tate para cima com um chute como se fosse uma lata de refrigerante vazia. É sério. O Cara é um humano e bate num lobisomem como se ele fosse um boneco de pano. Algo de muito errado não está nada certo com esse guri – argumentou Dean e logo, no vídeo, Stiles saltou, girando para trás, acertando o peito do pé no queixo de Peter, o jogando para cima, antes de desaparecer e aparecer na frente do loiro, golpeando o mesmo com as duas mãos unidas, lançando o loiro no chão.

- viu? É disso que eu estou falando – ditou o loiro apontando para a tv.

- e daí? Nós dois temos mais resistência do que humanos normais e nem por isso temos segredos ou algo de errado conosco – rebateu Sam dando de ombros.

- Derek, diz aí? Você que participou e viu de perto. Ele tem alguma coisa, não tem? Ele não é humano, não é? – questionou Dean, animado, vendo o moreno de olhos verdes lhe fitar perdido.

- eu... eu não lutei contra ele para poder lhe responder – disse Derek vendo o loiro murmurar chateado.

- eu realmente acho que ele tem alguma coisa. Ele não é do bem – disse Dean se acomodando contra o sofá, voltando a ver a luta em silêncio. Bom, uma parte dela em silêncio.

Assim como dito por Sam, Dean realmente gostava de fazer críticas sobre as lutas. E, por incrível que pareça o loiro era bom nisso. Ele fazia críticas realmente construtivas sobre tudo no torneio: a organização, os estilos de luta dos participantes, os campos escolhidos. Tudo. O loiro simplesmente era bom em analisar lutas.

Derek já começava a achar que Dean tinha um talento nato para lutas. Não só lutar como também analisar as mesmas. O loiro julgava tudo com sabedoria e atenção. E é claro que nas lutas do time de Derek, o loiro só faltava ter um troço, como em todas as cenas em que os participantes usavam do total de suas habilidades, como Laura, que usava o fogo que herdara da mãe enquanto enfrentava o time originário do Canadá.

Mas parecia que o destino não queria que Derek tirasse Stiles de sua cabeça, pois, assim que ele começava a se recuperar do baque de ver o seu menino, o Hale ouvia Dean voltar a criticar o rapaz. Aquilo era torturante. Ele queria esquecer do adolescente por um tempo, esquecer que ele ainda vivia mas agora como um fugitivo que organizava torneios milionários.

- é sério. Olha o jeito que ele luta, as vezes parece uma garota mesquinha. Isso me irrita! – falou Dean vendo Stiles passar por Liam.

O castanho chutou a lateral do corpo do loiro, para em seguida se esquivar de uma investida de Theo, antes de saltar, agarrando os fios loiros do Raeken e girar, caindo atrás do mesmo, depois de chutar as costas do loiro, o derrubando no chão. Derek viu Theo se levantar irritado e socar o ar na direção do castanho, vendo uma esfera de raios se projetar na frente do punho do loiro, mas Stiles conseguiu se esquivar sem levar nenhum dano da esfera elétrica.

- é sério, olha para esse cara. A tal da Erica nem precisa fazer nada. Só ele e o loiro ali conseguem enfrentar um trio sozinhos – ditou o loiro apontando para a tela.

- devo dizer que, olhando agora, ele me parece bem apelão – disse Sam vendo o castanho aparecer entre Liam e Theo e distribuir uma sequencia de golpes igualmente, intercalando entre os dois rapazes, antes de socar Liam, ao mesmo tempo em que chutava o rosto de Theo, forçando ambos a girarem, tontos.

- você acha que isso é apelação? Espere até esse garoto começar a usar o fogo – ditou Dean, revoltado.

- só ele é forte o suficiente para enfrentar três trios – disse Derek fazendo ambos olharem para si surpresos.

- é o quê? ! – questionou Dean surpreso. Derek suspirou cansado.

- Stiles é filho de um demônio, chamado Nogitsune. Ele, Isaac e Erica são meio irmãos por parte do pai. Eles foram criados de forma a acreditar que se revivessem o pai. Por isso que eles estavam nesse torneio – disse Derek vendo os dois irmãos lhe fitarem surpresos.

- então os três são Hakkeshu’s? – questionou Bobby da porta da cozinha.

- o que são Hakkeshu’s? – questionou Derek vendo o homem suspirar e se aproximar. Ele iria chamar os três para jantarem, quando ouviu toda a conversa.

- Hakkeshu é o nome dado a um filho de demônio que é deixado no mundo humano com a missão de reviver o seu pai. Quanto mais filhos um demônio tem numa mesma geração, mais poderoso ele é – disse Bobby descruzando os braços e se aproximando.

- então é, ele deve ser um Hakkeshu – disse Derek vendo o homem encarar a tela com uma certa seriedade.

- você deve conhecer ele bem, para saber o nome do pai – ditou Bobby encarando o Hale fitar a tela com uma certa nostalgia.

- eu ia pedir ele em namoro quando ele colocou os planos de reviver o pai em ação. Ele ofereceu o próprio corpo como receptáculo para o pai – disse Derek se aproximando do notebook e pulando para a parte em que Stiles se transforma no nogitsune.

- espera. EU estava falando mal do seu namorado a meia hora e você nem me fala nada? – questionou Dean vendo o moreno de olhos verdes negar com a cabeça.

- eu não me importei com o que você disse – mentiu o moreno vendo o loiro respirar aliviado.

- por que usariam ele como símbolo do torneio novo? Acham que pode ser outro Hakkeshu? – questionou Sam vendo o tio dar de ombros.

- não sei o motivo de usar a imagem de Hakkeshu’s mortos. Só se for uma mensagem para outros Hakkeshu’s que os conheciam – respondeu Bobby.

- eles não estão mortos – falou Derek chamando a atenção dos três.

- em um outro torneio, um outro Hakkeshu, o irmão gêmeo do Stiles, Void, o reviveu, assim como os outros dois. Não sabemos o motivo, mas ele começou a fazer clones deles, clones violentos. Os S.T.A.R.S conseguiram acabar com a fábrica de clones, mas o doutor que os fazia está solto, enquanto que os corpos originais de Stiles, Erica e Isaac estão com Void. As imagens do anuncio do KOF são novas. Stiles realmente está organizando esse torneio – disse Derek vendo os três lhe fitarem surpresos.

- como sabe de tudo isso? – questionou Sam vendo os olhos úmidos do moreno sentado ao seu lado.

- eu liderei um dos grupos dos S.T.A.R.S que invadiram a fábrica de clones. Matei alguns deles com minhas próprias mãos – disse Derek se lembrando do dia em que fora atacado por sua noiva e um clone de Stiles.

- então acha que é uma má ideia ir ao KOF? – questionou Dean vendo o moreno de olhos verdes lhe fitar com seriedade.

- acho que é perigoso para pessoas despreparadas – disse Derek vendo o loiro morder o lábio inferior.

- então acho melhor não irmos, Sam – disse o loiro vendo o irmão lhe fitar com questionamento.

- está de brincadeira, não é? Demoramos anos para chamarmos a atenção da organização de algum torneio, e agora você quer desistir de tudo? – questionou Sam indignado e não reconhecendo o próprio irmão. Dean sempre fora quem mais persistia em seu sonho de ser lutador.

- eles são mais experientes do que a gente e levaram uma surra do cara. Imagina se ele tenta tudo de novo? Vocês mesmos disseram que eu não estava pronto para participar de um torneio desses – argumentou o loiro olhando para as próprias mãos.

- não dê ouvidos para as nossas provocações, Dean. Às vezes eu e Sam apenas queríamos que você se esforçasse mais – ditou Bobby tentando passar um pouco de confiança para o sobrinho.

Ver Dean desistir do sonho dele tão rápido acabou lhe apertando o peito. Derek encarou o loiro que era o seu fã número um desanimado, sentindo um aperto no peito. O loiro parecia tão animado na quadra. Ele se sentia revoltado consigo por ter destruído a animação do loiro tão rápido. Pelo que ele percebia, Dean batalhou muito para copiar os seus movimentos e chegar aonde estava no quesito luta. Ele se sentia responsável e na obrigação de fazer alguma coisa.

- qual é o estilo de luta de vocês? – questionou Derek vendo os dois rapazes lhe encararem.

- eu luto um estilo particular que um mestre me ensina aqui perto. Ele é de uma família que tinha um estilo próprio, mas como não tem filhos para passar adiante, ele decidiu me ensinar quando me viu lutando contra uns idiotas na rua – respondeu Sam vendo o moreno de olhos verdes passar a focar em seu irmão.

- eu não tenho mestre algum. O meu estilo não é próprio. Eu só fiz copiar os seus movimentos que vi no Maximum Impact – respondeu Dean, coçando o braço um pouco incomodado.

- não tem nenhum mestre nem nada do tipo? – questionou Derek vendo o loiro negar com a cabeça, um tanto desconfortável. Bobby sorriu, ao imaginar aonde Derek queria chegar com aquelas perguntas.

- não, nada. Eu pratico na garagem quando o tio Bobby sai para trabalhar – respondeu o loiro apontando para o andar de baixo.

- então o que me diz de ser o meu discípulo? – questionou Derek vendo o loiro lhe fitar surpreso.

- você está falando sério? – questionou o loiro vendo o moreno de olhos verdes menear positivamente.

- o estilo Hale da minha mãe é algo de família. Mas como eu também não tenho filhos, eu quero passar ele para você – respondeu Derek vendo o loiro sorrir de orelha a orelha.

- e aí? O que me diz? – questionou Derek vendo Dean se erguer animado.

- MAS É CLARO QUE EU ACEITO! – gritou o loiro animado.

- nesse caso eu vou lhe esperar todas as manhãs em minha casa. Me passa o seu número para eu te dar o endereço – falou o moreno entregando o celular já desbloqueado para o loiro.

- você está de brincadeira que eu vou entrar na mansão Hale – ditou o loiro surpreso, pegando o aparelho com cuidado.

- é claro que você vai entrar. Eu vou deixar a sua descrição com o porteiro. Quando você aparecer lá, diga que é o meu discípulo que ele vai te levar para onde eu estou – disse Derek vendo o loiro começar a chorar mudo, enquanto digitava o próprio número no celular do Hale.

- pronto – disse o loiro entregando o aparelho para o Hale, vendo o mesmo editar o nome e guardar o aparelho.

Eles jantaram e ainda assistiram outro torneio, por insistência dos dois irmãos, já que a imagem do castanho deixava Derek desconfortável. Quando foi embora, o Hale se despediu dos três humanos, antes de adentrar o carro da família, já que pedira para o motorista da família ir lhe buscar. Ele encarou o número de Dean, enquanto o veículo seguia para a mansão Hale. Ele se via pensando se era realmente uma boa ideia confiar algo tão importante e difícil para um novato.

Fighting for MeWhere stories live. Discover now