Park Chaeyoung
— Merda – murmurei assim que vi o desgraçado do Cha Eun-woo jogar uma bomba de fumaça, imediatamente tudo ficou branco.
Esse filho da puta.
Quando eu pegar esse desgraçado ele vai ver.
— Chaeyoung, eu não estou enxergando nada! – Lisa gritou ao meu lado.
Olhei pra ela e fiz a minha melhor cara de espanto.
— Olha, se você não tivesse me avisado eu não teria percebido – eu disse, o sarcasmo visível em minhas palavras.
— Olha sua filha da pu- – ela ia dizendo mas eu a interrompi.
— Agora não é hora pra conversar, Lisa. Vamos logo atrás daquele desgraçado – eu disse indo em direção para a porta que estava entre aberta.
— Pelo que eu me lembre, não fui eu que comecei com as gracinhas – ela disse me seguindo para a porta.
Eu nem respondi, só segui caminhando até a porta. Terminei de abri-lá com a ponta da minha arma, tão rápido que o barulho da maçaneta batendo na parede ecoou pelo local.
Eu fui na frente, usando uma lanterna para iluminar o lugar que estava completamente escuro. Estava um cheiro horrível de mofo e o piso fazia barulho toda vez que pisamos com muita força.
Oque estamos fazendo em um depósito abandonado? Bem, é simples. Eu e Lisa somos políciais, não daqueles que só fica dormindo na viatura e se aproveitando pra comer nos lugares de graça. Nós íamos pra cima, éramos as melhores, obviamente eu era melhor que Lisa, não querendo me gabar é claro. Cha Eun-woo estava foragido há mais de 3 meses, quando foi descoberto que ele era o responsável de um dos mercados negros mais famosos da Dark Web, onde tinha a venda ilegal de drogas, tráfico de órgãos e outras coisas nojentas que eu nem sabia que um ser humano seria capaz de fazer.
Foram meses tentando localizar esse cara, toda vez que estávamos perto de conseguir pegá-lo, ele simplesmente sumia do mapa. Até que achamos um depósito velho e aqui estamos nós.
Escutei passos rápidos pro lado esquerdo e segui o barulho, Lisa estava atrás de mim. Escutei Eun-woo falando alguma coisa, provavelmente estava chamando seus capangas por algum meio de escuta pra dar o pé como o grande fujão que ele é.
Mas dessa vez ele não vai fugir.
O local que estávamos tinha várias caixas de papelão, algumas prateleiras velhas caindo aos pedaços e um carro velho todo quebrado, provavelmente antes era uma garagem. Não era muito grande mas o monte de caixas era até que alto, então nos abaixamos e ficamos ali. Ele estava muito distraído e parecia nervoso, estava com uma pistola na mão esquerda enquanto com a mão direita ele pressionava a orelha direito.
— Inferno, eu já disse que não consigo falar agora. Os caras que eu paguei já estão vindo? – ouvimos ele dizer enquanto olhava ao redor para verificar se não tinha ninguém.
Lisa viu uma brecha e se levantou, foi tão rápido que eu vi quando Eun-woo já estava no chão. A tailandesa tinha atirado bem em sua perna, um tiro perfeito.
— Boa, Lisa – eu disse enquanto batia a mãe em seu ombro.
Fomos até ele, era deplorável como ele tremia. Não passava de um medroso brincando de ser criminoso.
De longe escutamos o barulho da viatura chegando, eu coloquei minhas mãos embaixo do portão e usei toda a minha força para ergê-lo. Felizmente, ele se abriu completamente e logo vimos três outros oficiais descendo da viatura.
— Tudo certo por aqui? – perguntou o oficial Bang Chan.
— Perfeitamente bem – eu disse, não era mentira. Eu e Lisa estávamos em perfeito estado, sem nenhum arranhão.
Lisa, Somi e Kai seguraram Eun-woo, ele estava se debatendo mas era inútil, parecia uma criança mimada por ter um pedido negado.
Colocaram ele na viatura e em seguida Somi, Kai e Bang Chan entraram.
— Precisam de carona? – Somi perguntou.
— Estamos com outro carro, podem ir – Lisa disse e Somi assentiu. Logo o carro manobrou e começou a sumir de nossas vistas.
— Missão concluída? – eu disse estendendo meu braço com a minha mão em forma de soco.
— Missão concluída – ela repetiu, fazendo o mesmo gesto e batemos o soquinho.
Sorrimos uma pra outra e andamos em direção para a outra viatura que estava estacionada estrategicamente.
Eu fui em direção ao banco do motorista, abri a porta e logo me sentei, coloquei o sinto e esperei Lisa fazer o mesmo, então liguei o carro e segui em direção para nosso prédio. Lisa e eu morávamos no mesmo prédio, em apartamentos diferentes lógicos, eu não suportaria conviver todos os dias com a bagunça dela. Sério, o apartamento dela parece um chiqueiro.
— Caralho, eu preciso muito de um banho – Lisa disse ao meu lado e meu concordei balançando a cabeça.
— Um banho e da minha cama – eu disse, acrescentado a minha parte favorita do meu apartamento, minha cama. Lisa concordou com a cabeça.
30 minutos e finalmente chegamos no prédio, estacionei o carro na esquina, não estava afim de ir levar a viatura de volta e pegar meu carro agora, eram 2 horas da manhã e eu estava morrendo de sono e cansaço.
Lisa e eu nos despedimos, ela morava no 6° andar e eu no 8°. Vi ela sair do elevador e destrancar seu apartamento, até que a porta do elevador se fechou novamente e começou a subir. Fiquei em silêncio olhando os números subindo, até que finalmente chegou no meu andar. Sai do elevador, peguei minhas chaves no meu bolso traseiro e encaixei na fechadura, virei a chave e logo a porta estava aberta. Entrei e fui direto pro meu quarto, estava com fome mas o cansaço era maior.
Comecei a tirar minha farda e coloquei no cesto de roupas sujas, tirei meu sutiã esportivo e minha cueca preta, logo entrei no chuveiro. Soltei um suspiro e fechei os olhos ao sentir a água gelada caindo no meu corpo e nos meus cabelos loiros que batiam na cintura. Comecei a me ensaboar, foi um banho bem rápido, 5 minutos no máximo.
Desliguei o chuveiro e abri o box para pegar minha toalha, me sequei e fui em direção ao meu closet, vesti outro top esportivo e uma cueca, estava muito calor e eu preferia dormir assim. Desliguei as luzes e fui em direção pra minha cama, tirei meus chinelos e me sentei na cama, deitando logo em seguida. Sentir o macio do travesseiro e do colchão depois de um dia cansativo era muito bom, coloquei meu celular pra carregar do lado da cama e programei o horário que teria que acordar no outra dia. Nem olhei nada além do aplicativo do relógio, afinal, eu não tinha ninguém além de Lisa na lista de contatos.
Me aconcheguei mais na cama e em poucos minutos eu dormi. Foi um dia muito difícil mas eu gostava do meu trabalho.
CAPÍTULO ENCERRADO
Oi galera, minha primeira bebê, espero muito que gostem da fic. Qualquer pergunta pode mandar pra mim que eu respondo.
Os capítulos não vão ter dias pra ser lançados, depende da minha criatividade.
Se você gostou deixe sua estrelinha ou um comentário!!🎀🤍
1186 palavras!!
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Rejeitadas
FanfictionPark Chaeyoung é a "ovelha negra" de uma linhagem de advogados prestigiados, ela foi expulsa de casa ao escolher a farda em vez dos tribunais e por não aceitar o casamento arranjado pela família. Do outro lado da cidade, Kim Jisoo vive nas sombras...
