O sol ainda mal se insinuava pelas frestas da cortina quando Lucy sentiu o toque morno de dedos deslizando pela sua cintura. O quarto estava silencioso, exceto pelo som baixo da respiração de Tim, ali atrás dela, se encaixando com naturalidade no espaço que parecia feito pra ele.
— Já tá acordado? — ela murmurou, voz rouca de sono.
— Tô. — Ele respondeu num tom arrastado, a boca encostando na curva do pescoço dela. — Você estava me dando cotovelada no sonho.
— Estava sonhando que te prendia? — Lucy riu, sem abrir os olhos
— Estava sonhando que você fugia. — Ele beijou o ombro dela, devagar. — Eu tentava te segurar.
Ela se virou para encará-lo. O cabelo bagunçado, o olhar ainda meio sonolento, e aquele sorriso de canto que ela fingia não notar, mas sempre a desmontava.
— Não começa, Tiim. — A voz dela tinha o aviso e o riso misturados.
— Só tô dizendo que você devia ficar de castigo... — Ele se inclinou mais perto, o nariz roçando o dela. — ...aqui, comigo.
O beijo veio natural, lento no começo, mas logo mais fundo, mais urgente. Tim puxou ela pra perto, o lençol se perdendo entre os dois. Ela riu no meio do beijo, tentando empurrar o peito dele.
— Tim... a gente vai se atrasar.
— Cinco minutos. — Ele mordeu de leve o lábio dela. — Prometo.
Ela suspirou, mas cedeu. Cinco minutos viraram dez, viraram quinze, e quando finalmente se separaram, Lucy encostou a testa na dele, rindo ofegante.
— Você é terrível.
— Eu chamo de eficiente. — Ele olhou o relógio no criado-mudo e bufou. — Mas a gente ainda tem tempo. Dá pra tomar banho... juntos. Economiza água quente, ajuda o planeta.
Lucy ergueu uma sobrancelha, cética. — Você e seu compromisso ambiental?
— Tô tentando ser um cidadão melhor.
— Aham. — Ela sorriu, se levantando. — Então anda logo, cidadão, antes que a Tamara acorde e pergunte por que a gente demora tanto.
— Aí eu digo que a gente tava... planejando a patrulha.
— Aham. Patrulha no chuveiro. — Ela balançou a cabeça, mas pegou a toalha. — Anda logo, antes que eu mude de ideia.
O riso de Tim encheu o quarto, abafado pelo barulho da água ligando.
Quando saíram do banho, a casa já cheirava a sabão, o tipo de manhã que sempre parecia prometer um dia comum. Lucy, de toalha enrolada, sentou-se na frente do espelho, passando a base e penteando o cabelo ainda úmido. Tim vestia uma camiseta simples e jeans, procurando a carteira entre as gavetas.
— Você viu minhas chaves? — ele perguntou.
— Última vez que a vi, estava na bancada da cozinha.
— Ótimo. — Ele se inclinou para beijar o topo da cabeça dela. — Vou preparar o café.
Antes que ele pudesse sair, um leve toque na porta soou.
— Entra, Tami — Lucy disse.
A porta se abriu e Tamara apareceu, os cabelos presos num rabo meio torto, o pijama cheio de desenhos. O sorriso dela iluminava o corredor.
— Bom dia!
— Bom dia, campeã. — Tim se abaixou para abraçá-la, mas ela passou direto e foi se sentar na ponta da cama, animada.
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Laços invisíveis - CHENFORD
FanfictionTim e Lucy estão a 3 semanas de se casarem, e a vida não poderia estar mais feliz, sua filha Tamara de 10 anos havia sido adotada oficialmente e já ganhará o sobrenome de seu pai, ela agora era Tamara Bradford ( e logo Lucy também seria Lucy Bradfor...
