A chegada

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O sol surgia timidamente no horizonte, tingindo de dourado as ruas silenciosas de Cisilia. O vento frio da manhã balançava suavemente as folhas das árvores, trazendo consigo um perfume leve de terra molhada e flores.

Para Lílian Evans, tudo parecia bonito demais, como se o cenário conspirasse contra a ansiedade que crescia em seu peito. Aos 16 anos, ela estava prestes a entrar em um mundo completamente novo: deixar sua antiga vida para trás e se mudar para a casa do pai e de sua nova namorada, que, para complicar ainda mais, tinha um filho quase da sua idade.

Sentada no banco de trás do carro, com as malas ao lado e o coração acelerado,Lily observava cada detalhe da cidade, tentando se preparar para o que a aguardava. Quando finalmente o carro parou diante de um condomínio de portões altos e brancos, rodeado de árvores balançando ao vento, a realidade a atingiu com força. A casa era enorme, majestosa, quase perfeita demais para ela se sentir à vontade. Um frio subiu pela espinha, e o coração disparou: ela sabia que não se tratava apenas de um novo endereço, mas de um novo começo — e talvez de novos conflitos.

Ao abrir a porta do carro, a brisa gelada da manhã a fez arrepiar. Cada passo em direção à entrada parecia pesar mais que o anterior, e, enquanto Lily paralisava por um instante diante da imensidão da casa, uma pergunta silenciosa ecoava em sua mente: será que eu vou conseguir me encaixar aqui.
Lily respirou fundo e deu o primeiro passo em direção à porta da casa. Cada movimento parecia amplificado pelo silêncio da manhã, interrompido apenas pelo som suave das folhas ao vento. Seu pai abriu o porta-malas, e o som do metal e das malas se arrastando fez seu coração disparar ainda mais. Ela hesitou por um instante, observando a grande porta de madeira clara e o jardim impecável, antes de finalmente se aproximar.

Quando a porta se abriu, uma mulher de cabelos loiros e pele levemente bronzeada apareceu, com um sorriso radiante e tatuagens discretas que surgiam sob as mangas da blusa. Lily ficou paralisada, sentindo uma pontada de desconforto ao ver a proximidade e a intimidade da mulher com seu pai.

— Meu amor, que bom que chegaram! — a mulher disse, entusiasmada, abraçando-o.
— Oi, meu bem. — respondeu seu pai, beijando a testa dela.

Lily permaneceu ali parada, silenciosa, observando cada gesto. Finalmente, a mulher se voltou para ela:

— Que bom, essa é sua filha?

— Sim, esta é Lílian, minha filha — disse seu pai, colocando um braço em volta das costas de lily, trazendo-a para mais perto.

— Oi, prazer, senhora Catarina Ricci — Lily estendeu a mão, mas a mulher ignorou, abraçando-a em seguida.
— Olá, querida! Seja bem-vinda! Pode me chamar só de Rina — disse, sorrindo.

Lily conseguiu dar um pequeno sorriso, sem perder o nervosismo que a dominava. Rina a conduziu até a sala, prometendo apresentar seu filho, Paxton. Lily mal teve tempo de se acostumar com o tamanho e o luxo da casa, e então um garoto desceu as escadas.

Ele tinha pele clara, cabelo castanho levemente bagunçado e olhos claros que pareciam observar tudo com uma calma quase misteriosa. Vestia uma camiseta preta simples e, ao perceber Lily, falou desanimado:

— Ah, você deve ser a Lílian.

— Sim, sou — respondeu Lily, com a voz mais firme do que se sentia.

— Você viu minha mãe por aí? — perguntou Paxton, sem sequer olhar para ela.
— Ela está na sala com meu pai — respondeu timidamente.

Moon o seguiu até a sala, onde viu seu pai e Rina compartilhando um beijo. Um calor de constrangimento subiu pelo seu rosto, enquanto ela tentava desviar o olhar. Paxton limpou a garganta, em reprovação silenciosa, e Lily sentiu o peso do primeiro encontro.

-Vamos deixar eles vem vou lhe mostras onde fica seu quarto-fala e sai da sala e eu o sigo até o segundo andar da casa-

— Aqui é seu quarto — disse ele, sem emoção, indicando o caminho no segundo andar. — O meu fica logo do lado.

— Obrigada — disse Lily, meio sem graça, mas aliviada por finalmente ter um espaço só seu.

Paxton apenas revirou os olhos e se afastou, deixando Lily sozinha em seu novo quarto.

Um quarto de atmosfera romântica e acolhedora. A cama king size é acompanhada por uma chaise curvada em tom claro, que contrasta delicadamente com o tapete felpudo. O teto espelhado e iluminado é adornado por imponentes lustres de cristal em camadas, que acrescentam um toque de luxo. O painel da parede, com detalhes geométricos e iluminação embutida, reforça a sofisticação do ambiente.

Com Um amplo closet iluminado por lustres clássicos em cristal. As paredes são revestidas por armários com portas espelhadas, que ampliam o espaço e refletem a luz suave que entra pelas longas cortinas. Um toucador com espelho oval, acompanhado por uma poltrona acolchoada, convida a momentos de cuidado pessoal. Cada detalhe remete ao glamour e à organização impecável.

Um banheiro espaçoso e requintado, totalmente revestido em mármore claro. O destaque fica para a banheira de hidromassagem, instalada em um patamar elevado com degraus suaves que conduzem até ela, ao lado de um amplo box de vidro. O espaço conta ainda com pias duplas e luminárias clássicas, criando um equilíbrio entre modernidade e romantismo.
que era um refúgio de luxo e conforto.

Lily ao deitar na cama macia, logo suspirou, tentando acalmar a mistura de ansiedade e curiosidade que fervilhava dentro dela. Seria Cisilia apenas uma nova casa… ou o início de uma vida que ela ainda não sabia como enfrentar?

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Oiii meus lindos(as) bom essa é a primeira história minha que eu tiro do papel espero que gostem vou tar postando direto aqui pra vcs,não esqueçam de dar uma Estrelinha e seguir aqui para acompanhar novos capítulos beijos tenham uma boa leitura.
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