Prólogo

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Prólogo:

Pov Lena Luthor

Será que hoje é um bom dia?

Eu me pergunto isso todas as manhãs quando acordo. Olho para o relógio e ele marca 6:00 horas da manhã. Bom, dormir um pouco mais de 3 horas seguidas, meu recorde do mês se quer saber. Fico deitada na cama em busca de energia para começar mais um dia, ou menos um, nunca se sabe não é mesmo?! Enquanto fico deitada afogando em meus pensamentos, escuto o breve barulho da chuva caindo lá fora, o barulho da chuva sempre me foi algo tranquilizador, as gotas caindo, acompanhadas de uma breve brisa fria.
Aos poucos as palavras vão surgindo em minha mente, então estico meu braço brevemente e pego meu caderno que sempre deixo sobre a mesinha, ao lado da cama. Me acomodo na cama e pego a caneta presa ao lado do acerbo, abro em uma página qualquer e deixo que a caneta me guie, aos poucos as palavras vão surgindo e se unindo ao papel:

" Hoje chove de novo.
Não é uma daquelas tempestades de filme, que quebram tudo e passam rápido.
É aquela chuva mansa, insistente... a que parece sussurrar coisas que a gente tenta esquecer.
A que faz o tempo parar.
Ela escorre lenta pelas janelas,
como se lavasse memórias presas no vidro,
memórias que não se apagam, só embaçam um pouco com o tempo.
Lá fora, tudo é cinza e molhado, mas aqui dentro o silêncio pesa mais.
Tem uma saudade que a chuva traz, não sei de quem, não sei de quando -
mas sei dói manso como ela.
Fico ouvindo o gotejar no telhado, é como se cada pingo dissesse meu nome em voz baixa, como quem pede pra lembrar mesmo quando a gente jura que esqueceu..."

Quando termino de escrever sou finalmente puxada de volta pra realidade, graças ao som do alarme que eu havia programado para tocar as 7:00 horas. Coloco o caderno de volta sobre a mesinha e em seguida me levanto da cama, olho ao redor e meu apartamento estar um caos, papel espalhado pelo chão, post-it colado pela parede e quando olho mais ao canto, uma pilha de livros do qual eu havia investido minhas ultimas economias, e não obtive sucesso algum, sim, é isso mesmo que você pensou, sou uma escritora fracassada, tenho dois livros oficialmente publicados e seu vendi mais que 5 cópias de cada, foi muito, sendo que dois foram minha melhor amiga Samantha que comprou. Eu já deveria ter desistido de tentar virar uma escritora renomada e reconhecida, mas isso é a única coisa que eu sei fazer, desde pequena sempre tive apreço pela literatura, a forma que as pessoas transformam seus sentimentos em palavras, meu pai sempre me incentivou a ler e a escrever.
Em datas especiais ele sempre me presenteava com livros e no meu aniversário ele sempre me dava algum livro de sua coleção secreta, exemplares únicos que ele adquiriu ao decorrer da vida. Mas tudo acabou quando o papai morreu, eu era jovem, tinha apenas 18 anos, e desde então nunca mais ganhei livros, não comemoro mais os meus aniversários, pois sempre me lembro dele.

Me isolei completamente da minha família, minha mãe Lillian nunca foi afetuosa comigo, sempre preferiu meu irmão mais velho, Lex. Lex virou alguém bem sucedido, ele é CEO de uma empresa que produz e fabrica armas, uma empresa que ele fundou junto com Lillian logo depois da morte do papai. Eu e Lionel sempre fomos contra isso, mas depois que ele morreu, Lex e Lilian levaram isso adiante, e eu me afastei completamente deles.
Hoje em dia saio viajando pelos estados unidos com o pouco de dinheiro que consigo fazendo bicos por onde passo, atualmente estou em Atlanta, mas como minhas economias estão acabando, resolvo retornar para Hanover, em New Hampshire, a pequena cidade da qual eu cresci, tem pouco mais de 15 mil habitantes, é tranquila, tudo o que eu preciso, estou cansada do barulho de carros e pessoas gritando o tempo todo, andando rápido como se a vida delas dependessem disso.

Aos poucos termino de arrumar minhas coisas, conseguir colocar tudo em uma mochila e duas malas pequenas, sendo que uma delas estar todos os livros que meu pai me deu. Quando termino de organizar tudo, tomo um breve banho e visto uma roupa confortável, calça de alfaiataria bege, uma blusa preta e coloco um sobretudo preto, pra finalizar calço um sapato confortável. Termino de pegar minhas coisas e sigo até a recepção do hotel pra acertar a diária, achei um absurdo ter que pagar 100 dólares por 3 dias de hospedagem em um apartamento barato que só tinha dois cômodos, quarto/ sala e um banheiro minúsculo que nem água quente tinha. Em seguida, sigo em direção ao pequeno estacionamento e caminho em direção ao meu carro, um Ford escort Gl 1.6/ 1995, única coisa do meu pai que fiz questão de ficar. Coloco minhas coisas no banco de trás e em seguida entro dentro do carro dando partida, mas antes cair na estrada paro no posto pra abastecer, a gasolina estar na reserva e não quero correr o risco de ficar parada no meio da estrada, compro alguns lanches baratos, a viagem vai durar quase dois dias, são quase 2 mil km a serem percorridos. Quando chegar lá, ficarei hospedada na casa da minha amiga sam, pelo menos até eu me estabilizar mais e conseguir meu próprio lugar...

Boa noite meus queridos leitores, trazendo aqui uma história pra vocês que promete fortes emoções e grandes reviravoltas. Espero que gostem, não se esqueçam de comentar e curtir, é muito importante a opinião de vocês. 


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