O tempo... não corre. Ele apodrece.
Os ponteiros giram, mas não avançam. Eles se contorcem, repetem os mesmos segundos, como uma serpente mordendo o próprio rabo.
O vento carrega cinzas que se desfazem ao toque, restos de algo que nunca chegou a viver. O chão parece úmido, mas não de água. É um lodo frio, escuro, que engole as pegadas como se quisesse apagá-las do mundo.
De um lado é uma terra seca, sem cores. Mesmo a mais brilhante luz não representaria nada mais do que uma solitária fagulha neste local. Mais adiante, ouve-se o choque de ondas como ecos distorcidos, reflexos do oceano sombrio e espesso que carrega todos os inícios e finais.
Não há futuro, não há passado.
Nessa imensidão sombria, existe apenas coisa reconhecível.
Há apenas a espiral.
Ela apenas gira, solitária, indiferente. Clama pelo sono eterno daqueles que tiveram a dádiva de respirar mesmo que só por um breve instante.
Porém, este é realmente o fim?
A espiral carrega segredos que nunca irá revelar.
Existe algo nela que parece gritar para que seja notado.
Um sinal. Um grito.
Uma mensagem que poucos tem coragem de escutar.
A verdadeira pergunta é:
O que a Espiral tem a dizer?
ORDO REALITAS
O refeitório da base da Ordem comemorou assim que Luigi entrou. Uns estavam felizes com pelo seu retorno, outros porque sabiam para onde ele estava indo: a cozinha. Marcela, a médica chefe, recomendou que ele permanecesse na ala médica para recuperar da última missão. Mesmo que ele a respeitasse, não seria o suficiente para manter Luigi fora do seu posto tradicional por muito tempo.
A Ordem passou por mudanças. Mais agentes ingressaram nos últimos tempos, o que fez com que a base passasse por reformas. O refeitório foi uma delas, bem como a adição de mais alojamentos internos, salas de armas e o aumento do número de celas da prisão.
Após enrolar suas faixas novamente, Luigi adentrou a cozinha como se estivera longe por anos. Percebeu, logo, algumas pessoas trabalhando. Ou melhor, tentando. A situação era crítica. Os responsáveis do dia corriam de um lado para o outro sem motivo. Os pedidos atrasavam, e um cheiro de carne queimada invadiu as narinas do chef. Rayssa, a jovem moça de cabelos escuros e piercings permitiu que Luigi assumisse a cozinha assim que o viu. Para ele, soou como um pedido de socorro. Isso, porém, mostraria resultado. Panelas tilintavam, os pratos chegavam alinhados, e até o cheiro no ar parecia mais confiante. Carne, salada, legumes e outras opções variadas. Era sempre uma vantagem tremenda quando ele ou outro agente que soubesse cozinhar fossem selecionados para gerir a cozinha durante um dia ou mais dias ao longo da semana.
Enquanto Luigi se preocupava com o preparo dos pratos, os demais presentes assumiram a limpeza do local. Cada utensílio, panela, pote, ingrediente deveria estar limpo. A presença do cozinheiro parecia inspirá-los a se esforçar mais.
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Ordem Paranormal: Mensagem do Abismo
ParanormalMeses após os acontecimentos em Redwood Valley e na Itália, a Patrulha de Caça embarca em uma jornada para capturar o Totem de Morte. O que deveria ser apenas uma missão se transforma em uma investigação sombria envolvendo desaparecimentos, distorçõ...
