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Han Jisung gostava de dias tranquilos. Acordar cedo, fazer seu café, organizar a estante de livros por cor, e alimentar seu gato, o Mingki. Tudo no lugar, tudo sob controle.
Até que naquela manhã… o caos veio com quatro patas e um rabo agitado.
Mingki fugiu.
A janela da sala tinha ficado entreaberta por dois minutos. Dois minutos! O suficiente para o pequeno felino saltar para a varanda e desaparecer pelas ruas.
Han correu desesperado pelo bairro, de pijama e pantufas, gritando o nome do gato.
— Mingki! Volta aqui! Eu te dou sachê! Eu te deixo dormir na minha cama! — Ele gritava, já quase sem fôlego.
Depois de vinte minutos correndo feito um louco, Han virou a esquina de um beco e… parou.
Ali, no chão, estava Mingki… nos braços de um completo desconhecido.
Cabelo bagunçado, camiseta desbotada, calça rasgada nos joelhos… e um sorriso de quem já tinha aprontado muita coisa na vida.
— Esse é seu? — perguntou o garoto, com o tom preguiçoso de quem não tinha pressa pra nada.
— Sim! Meu Deus… muito obrigado! — Han correu, pegando o gato com cuidado. — Ele nunca faz isso… ele… — parou, reparando melhor no desconhecido. — Quem… quem é você?
— Só um cara que gosta de gatos… e de salvar donzelos em perigo. — Lee Know piscou, apoiando-se casualmente na parede.
Han abriu a boca, depois fechou. Donzelos? Perigo? Que cara abusado.
— Não sou um donzelo. — Ele respondeu, abraçando Mingki contra o peito.
— Tá bom… Dama então? — Lee Know deu um meio sorriso.
Han revirou os olhos, mas não conseguiu evitar o leve rubor nas bochechas.
— Só… obrigado. — murmurou, já virando pra ir embora.
Mas antes que pudesse dar dois passos, ouviu a voz atrás dele:
— Ei… se quiser… posso te ajudar a achar uma coleira mais segura pra ele. — Lee Know chamou, com um olhar brincalhão. — Ou… sei lá… te levar pra um café que conheço. Mingki já tem o meu respeito… agora só falta você.
Han parou, respirou fundo… e olhou por cima do ombro.
— Talvez… — respondeu, mordendo o canto do lábio. — Mas só porque o Mingki gostou de você.
Lee Know sorriu satisfeito, ajeitando o cabelo.
— Sabia que você tinha um lado rebelde escondido aí.
E assim… entre um gato fujão, provocações e sorrisos inesperados… começava a história dos dois.
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