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Capítulo 1 - Prólogo

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A luz da manhã escorria pelas cortinas de veludo cinza, traçando sombras suaves no chão de mármore negro do quarto de Lucius Draganov. Ele abriu os olhos sem pressa, como se o mundo fosse apenas um servo à sua espera. Seus olhos azuis, cortantes como lâminas de gelo, captaram o brilho dos lustres de cristal pendurados no teto abobadado.

O aroma de café colombiano, preparado por mãos invisíveis na cozinha, misturava-se ao perfume salgado do mar que entrava pela varanda entreaberta — um lembrete da proximidade do oceano em Balneário Camboriú. Lá fora, as ondas quebravam na praia, seu murmúrio se fundindo ao burburinho da Avenida Atlântica. Mas ali, no topo de um arranha-céu espelhado, o silêncio reinava soberano.

Para qualquer um, aquela seria uma manhã de sonhos. Para Lucius, era só mais um dia no trono.

Ele virou a cabeça, o travesseiro de plumas moldando-se ao movimento. Ao seu lado, uma mulher de cabelos negros como a noite, a pele impecável reluzindo sob a luz filtrada, dormia profundamente. A camisa de linho branca que ele usara na noite anterior — agora amassada e desabotoada até a cintura — cobria seu corpo de forma provocante, deixando entrever curvas que haviam sido o centro de sua atenção horas antes. Os lençóis de seda, embolados como testemunhas de uma noite de excessos, contavam uma história de prazer sem limites.

Lucius não se deu ao trabalho de lembrar o nome dela. Talvez Natasha, talvez Bianca. Não importava. Ela era apenas mais uma peça no tabuleiro de sua vida — uma diversão que ele descartaria com a mesma facilidade com que trocava de charuto. Mas hoje, sua mente estava em outro jogo. Algo maior o chamava.

Ele se espreguiçou, os músculos definidos sob a pele clara flexionando com precisão. A sensação de poder que pulsava em suas veias era tão natural quanto respirar. O quarto ao seu redor era um espelho de sua alma: elegante, mas intimidador — cada detalhe gritando riqueza sem cair na vulgaridade.

As paredes exibiam telas de Basquiat e Banksy, compradas em leilões onde ele nem piscava ao oferecer milhões. A cama king-size, com dossel de ébano entalhado, parecia um trono. No canto, uma escultura de bronze de um dragão rugindo — presente de seu pai — lembrava-o de seu sangue. Ele era Lucius Draganov, herdeiro de um império do submundo, moldado pela violência, astúcia e uma fortuna que fazia reis parecerem plebeus.

Com um sorriso torto, ele se levantou, os pés descalços tocando o tapete persa que valia mais que um apartamento à beira-mar. Caminhou até o banheiro, o espelho de moldura dourada refletindo sua figura como uma pintura viva.

Aos 19 anos, Lucius era uma obra-prima esculpida por genética e disciplina. Os cabelos brancos com mechas azuis, desarrumados de um jeito que parecia calculado, emolduravam um rosto de traços afiados. Seus olhos, de um azul quase sobrenatural, pareciam perfurar a alma de quem ousasse encará-lo por tempo demais. A tatuagem de um dragão, com escamas intricadas, serpenteava do braço direito até o ombro, movendo-se com cada contração de seus músculos.

Ele passou a mão pelo queixo, examinando-se com a satisfação de quem sabe que é intocável.

"Hora de dominar", murmurou, a voz grave carregada de uma confiança que beirava a insolência.

O banho foi rápido, a água quente escorrendo pelo seu corpo como uma carícia submissa. Ele saiu do chuveiro, a toalha pendurada na cintura, e escolheu o figurino com a precisão de um mestre enxadrista.

Um terno Armani preto, cortado sob medida para abraçar sua silhueta, com detalhes de costura que pareciam bordados à mão. No pulso, um Patek Philippe Nautilus, o mostrador azul reluzindo como seus olhos. Nos dedos, dois anéis de ouro com rubis incrustados — um toque de ostentação calculada. O perfume Creed Aventus envolveu-o como uma aura, deixando um rastro de poder por onde passava.

Nascido para Roubar Deuses (Fairy Tail)Stories to obsess over. Discover now