Prólogo

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Dizem que a guerra destrói tudo.
Cidades. Vidas. Lares.
Corações.

Mas ninguém me contou... que, às vezes, ela também constrói.
Constrói promessas.
Constrói amor.
Constrói aquilo que, mesmo quando tudo some... permanece.

O cheiro de fumaça era quase uma lembrança.
Quase.
Porque, se eu fechasse os olhos, eu ainda podia sentir.
O gosto da poeira na boca.
O som dos tiros cortando o ar.
O peso do medo no peito.

E... as mãos dele.
Deus. As mãos dele.
Quentes. Firmes. Segurando meu rosto, minha cintura, minha alma.

"Se eu sobreviver... eu te encontro."
Foi isso que ele disse.
Foi isso que ele jurou, com os olhos rasgados de dor, com a voz trincada, com o peito aberto, com o mundo caindo ao redor.

Mas a guerra não espera promessas.
Ela não pergunta se você quer continuar.
Ela simplesmente vem.
Rasga. Leva. Quebra.

E ele...
Ele ficou.

Ficou no meio dos destroços.
Ficou no cheiro de pólvora.
Ficou... no gosto amargo do que nunca dissemos.

E agora... agora eu aprendi.
Aprendi que a dor também sabe ter endereço.
E o meu...
O meu sempre vai ser ele.

Ele.
O amor que eu encontrei no meio da guerra.
O amor que talvez... tenha ficado lá pra sempre.

Entre Ruínas e Promessas • JKStories to obsess over. Discover now