Notas iniciais
Percebi que fanfics mais densas não funcionam tão bem nesta conta. Sempre tenho melhor receptividade com fanfics bobinhas. Então, decidi continuar apenas nessa pegada. Vou deixar as minhas ideias mais "sombrias", como À Sombra do Purple Moon, para a minha conta de kpop.
Boa leitura!
A chuva fina caía sobre o esconderijo da akatsuki, o som constante das gotas tamborilando nos telhados sendo a única música que preenchia os corredores silenciosos. O silêncio, aliás, era estranho. Incômodo. Como se algo vital estivesse faltando.
Na cozinha seis figuras estavam reunidas. Sasori, sentado com a rigidez de sempre, mexia lentamente uma xícara de chá, mais por hábito do que por necessidade. Ao seu lado, Konan encarava a porta como se esperasse que alguém a cruzasse a qualquer momento. Hidan girava uma colher entre os dedos com tédio mal contido, e Kakuzu fazia contas mentalmente, os olhos cintilando com uma irritação velada. Kisame recostava-se no batente, os braços cruzados, enquanto Itachi estava sentado em silêncio, observando todos com atenção quase clínica.
— Três dias. — Resmungou Hidan, quebrando o silêncio. — Três dias sem ouvir o idiota do Deidara explodir alguma coisa porque o Uchiha bonitinho fez gracinha no corredor.
— Isso devia ser uma bênção. — Retrucou Kakuzu, sem levantar o olhar.
— Devia. Mas não é. — Konan respondeu, os braços cruzados sobre o peito. — Está tudo errado.
Sasori assentiu devagar.
— O ateliê está um caos. Ele não mexe em nada desde que voltaram da missão em Kiri. Só entra lá pra sentar e encarar a parede.
Hidan fez uma careta.
— E o Obito está ainda pior! Hoje de manhã ele passou direto por mim. Nem me xingou. Nem um "cala a boca, Hidan". Nada.
— Isso é preocupante mesmo, nee. — Kisame murmurou com um meio sorriso. — Mas o mais assustador é o clima no corredor sul. Passei por Deidara e ele simplesmente desviou o olhar. Parecia um gato molhado e mal-humorado.
— Ele é um gato molhado e mal-humorado. — Corrigiu Itachi, sua voz baixa, mas firme. — Mas agora está diferente. Sem o brilho arrogante. Sem os comentários sarcásticos. Ele está... abatido.
Konan suspirou.
— Vocês lembram da última missão? Eles voltaram no mesmo dia, mas em silêncio total. Nada de risinhos, nada de piadas. Obito trancado no quarto dele. Deidara trancado no ateliê. Nenhum destruiu nada, o que, convenhamos, é bem alarmante.
Hidan bateu com a colher na mesa, impaciente.
— Isso não pode continuar, caralho! Eles eram o casal que distraía a gente de toda essa merda. Era fofo. Era divertido. Às vezes até nojento, tá, mas melhor que esse silêncio de velório.
— Temos que fazer algo. — Konan disse com firmeza. — Antes que essa tensão destrua mais do que só a moral da equipe.
Kakuzu ergueu uma sobrancelha.
— E o que sugere? Uma terapia de casal em pleno covil criminoso?
— Não seria uma má ideia. — Murmurou Itachi. — Mas acho que podemos ser mais criativos.
— Criativos como? — Quis saber Kisame, agora visivelmente mais interessado.
Sasori sorriu de leve, o tipo de sorriso que não prometia nada inocente.
— Uma armadilha emocional. Algo que force os dois a se confrontarem. Mas em um espaço seguro, sem chance de fugirem.
Hidan levantou a mão como uma criança ansiosa.
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Missão Casal 20
FanfictionObito e Deidara brigaram. O esconderijo da Akatsuki virou um velório. Sem beijos no corredor, sem apelidos bregas, sem explosões apaixonadas, só silêncio, tensão e olhares tortos. Sem saber o que fazer, os membros decidem agir. A missão agora é junt...
