Os olhos de Harry vagavam pelo céu estrelado, seus olhos congelados naquele lugar fazia um tempo.
Seu corpo permanecia imóvel no mesmo lugar, seu corpo fraco já não aguentando o peso de seus órgãos.
O barulhos de gritos das crianças de seus amigos correndo do lado de fora da casa – Que era consideravelmente grande – chegavam até seus ouvido, mesmo sendo um som abafado. E naquela casa inteira, existia apenas um lugar para ele ficar – Que ele decidiu ficar. A biblioteca. Foi o jeito que ele encontrou para ter um pouco de paz e ver as estrelas.
Ele vivia lá dentro, e seu quarto ficava ao lado, mas só se movia quando era de extrema necessidade – Quando necessitava ir ao banheiro para se limpar, ou tentar dormir... uma coisa que ele falhava horrivelmente – o único problema em si era que tudo agora estava barulhento demais. O som de gritos, carros, Molly gritando quando vinha, o jeito que ela chegava gritando para abraçar ele, Ginny que tentava falar com ele. Muito barulho.
Seus olhos pousaram em uma criança com os olhos da cor do seus, era a única coisa que resemblava ele, os outros detalhes do corpo não vinham mais de si. O cabelo era sedoso, e caía longamente sobre os ombros, o nariz era meio adunco talvez, se olhasse mais de perto, os olhos tinham algumas manchas mais azulada e avermelhada.
A criança tinha um livro em sua mãos, Harry não conseguia ler de onde estava, os dedos finos e pálidos da criança passavam lentamente pelo o papel fino das páginas, parando abruptamente e olhando para Potter. Esse que tentava parecer menos doente, um sorriso fraco dado em direção ao pequeno, que sorriu maior ainda, aquela criança era a única pessoa que poderia encostar nele, falar com ele, e ficar ao lado dele. Ele não era barulhento como os outros, por outro lado, ele era quieto de mais, mas Harry não se importava.
Logo o rapaz levantou junto ao seu livro, correndo para dentro da casa. Não demorou muito quando passos lentos chegaram perto de Harry, a criança sentou ao seu lado por um tempo, antes de cutucar Potter para olhar para ele, o que ele fez devagar, levantando os braços e colocando a mão sob a cabeça da criança, fazendo um carinho lento.
Não demorou muito para a criança levantar o livro e começando a sinalizar em libras:
"Papa, queria que algum dia o senhor lesse esse livro para mim" ele sinalizava com dificuldade.
Algumas pessoas próximas de Harry decidiram aprender libras para falar com ele, fazia um tempo que Harry não aguentava barulhos altos, ou falas ao todo, sem contar em como abafado ficava pior ainda. Ele havia começado a ensinar a criança a sua frente como sinalizar desde que teve ele, e não conseguiu ensinar mais para ele quando já estava difícil de mover qualquer parte de seu corpo. Ele por enquanto havia apenas libras para se comunicar.
Ainda dava para ouvir o sussurro lento da criança que tentava se lembrar das sinalizações certas, os olhos confusos fazendo Harry sorrir fraco, gerando uma tosse ruim.
"Quando o senhor ficar melhor" o garoto, agora assustado, acabando de sinalizar, os olhos se arregalando enquanto pulava do sofá e segurava a mão de Harry enquanto esfregava as costas de seu pai.
Lágrimas apareceram em seus olhos e o pânico tomava conta do garoto que não sabia o que fazer, Harry apontou para uma bolsa que ele sempre carregava, e o rapaz começou a procurar o que quer que fosse. Havia apenas poções na bolsa, as mesmas, iguais. Ele entregou para o homem, que tomou com dificuldade, a respiração de Harry regulou e a tosse parou, um pensamento de preocupação enquanto olhava as lágrimas nos olhos de seu filho, que abraçou o livro quando Potter foi tomar a poção. O homem esticou o braço e fez um carinho no cabelo do garotinho, puxando ele para um abraço. Ele tinha que fazer algo.
— Eu leio sim, meu amor, eu irei ler para você – A voz de Harry saiu em um sussurro, falho e rouco por conta das tosses. Ele piscou algumas vezes antes de se afastar e limpar as lágrimas dos olhos de seu filho – Que parecia mais aliviado.
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Em outro lugar, afastado demais de onde o gatoto e o rapaz estavam, dois homens quebravam a cabeça, olhando papéis, notícias, relatórios, mas nada útil para encontrar ele. A dor no peito deles pareciam afundar mais a cada dia.
As mãos no cabelo enquanto tentavam entender quando foi que perderam o rapaz, e a criança junto. Aquilo fez o homem de cabelos longos se retirar do local, batendo a porta do escritório do outro homem com força — Homem esse que ficaria uma panela de pressão de tão irritadiço, mas ele apenas não tinha força para isso. — Seus passos o levando para a masmorra daquele casarão, onde ele trabalhava em uma forma de encontrar o pai do garoto e o garoto – O que tornava ainda mais difícil dele encontrar resultados, principalmente sem nem ao menos saber por onde começar.
Enquanto o outro parecia se estressar mais, seus olhos vermelhos mostrando uma raiva e um cansaço. Sua magia foi se soltando, quebrando alguns vaso e os vidros dos quadros que rodeavam o escritório.
— Cadê vocês? – Ele perguntou para ele mesmo, fechando os olhos, dando um suspiro e deitando sobre seus braços, deixando a raiva tomar conta de sua magia que destruía mais o local. Não seria a primeira vez.
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O cabelo de Orion cobria as pernas de Harry, os olhos ainda com lágrimas, e o livros em mãos, abraçando ainda mais forte. Potter passava lentamente as mãos pelo os fios, um cântico saindo baixinho de seus lábios, era o que aqueles fios negros o lembrava – Só não lembrava de quem ou para quem era a canção.
— Minha lua, por quê brilha tão baixo?
Abrace-me dê tal forma, e faça-me sentir que encaixo
Todo esse brilho, vidrado sob o mar, tocando a pele líquida que faz tudo se acalmar. – Harry fazia constantes caretas, tentando lembrar a letra. Sua voz saia tão baixa que parecia não querer sair em alguns momentos. O cântico parecendo um encantamento de alguma forma.
— Lua, por quê se esconder?
Nuvens não te merecem, apagar seu brilho elas querem, sobre a névoa que entra em meu ser que me apertam, me faz querer morrer, tua luz espantar. A fraqueza que faz meu corpo pesar, tire para eu poder lhe amar. — Harry olhava para seu filho, que parecia estar caindo no sono, o mesmo limpou lágrimas que caíram quando o garotinho fechou os olhos. Ele odiava ver seu filho o vendo naquele forma tão frágil.
— Deveria eu ligar? Deveria eu lhe chamar? Se ai de me salvar, em suas entranhas me abraça, leveza é o que me deve. Lembre -me do porque existo, brilhe para mim. Apazigue meus gritos, a dor em minha alma, apareça e me guarde– — Harry fez uma careta,uma tosse seca roubando suas palavras, afinal, era assim mesmo a música? Ele no entanto não lembrava mais como continuar, apenas cantarolou a canção baixinho, acalmando seu filho que parecia relaxar mais.
Seus olhos foram para a Lua, que brilhava mais que o normal, os gritos das crianças cessaram, e alguns minutos depois uma porta branca e prata, com um detalhe dourado nela, apareceu diante dele. O mesmo estendeu a mão, falhando miseravelmente em pegar na maçaneta, que estava um pouco longe demais, ele também não conseguia levantar do lugar que estava. Parecendo saber que Harry não conseguiria levantar, a porta se moveu para mais perto, fazendo o rapaz conseguir por a mão na maçaneta, e abrindo a porta com tudo. Um brilho branco fez Harry fazer uma careta. Não demorou muito para ser sugado para dentro, junto a seu filho, a única coisa ficando para trás sendo os sapatos de ambos. Que se moveram um pouco, como se olhassem um para o outro. A biblioteca então ficou em um silêncio, sem luz, o brilho da lua não parecia mais tão forte.
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Quando a noite cai - Shipp indeciso [Tomarry? Snarry? Sevomrry?]
Hayran Kurgu〔Refazendo os dois cap publicado〕 O brilho da lua brilhava sob a pele pálida do rapaz, o suor por seu corpo, e os olhos fechados enquanto sentia o toque sob sua pele. Harry já se sentia sem chão faz algum tempo, todo seu corpo parecia pesado, e todo...
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