Dalila e Jean se conheceram enquanto ainda eram cadetes. O romance veio de forma espontânea, natural. Quando foram ver, já estavam namorando.
Os outros anos seguiram da mesma maneira: com eles se amando de forma leve, como se tivessem sido feitos um para o outro. Se entendiam melhor do que ninguém, e se completavam de uma forma única.
Depois de todo o caos do estrondo e da volta da divisão de reconhecimento à Paradis, tudo o que ambos precisavam era de um pouco de descanso finalmente juntos, em paz. Por isso que, em uma noite fresca de primavera, Jean se ajoelhou diante de Dalila e prometeu a amar para sempre, com um anel dourado repleto de pedras de Rubi, as favoritas dela. Nessa noite, eles se amaram como nunca antes.
Tudo começou com os beijos. Beijos que, no começo, eram leves, calmos, sem pressa, repletos de amor. Pois era isso que ambos sentiam no momento: amor. Amor um pelo outro, da forma mais pura e genuína possível. Então, esses beijos foram esquentando, se tornando cada vez mais necessitados, apressados, sedentos.
Jean, em um passo rápido e como se ela não pesasse nada, a pegou entre os braços e a deitou lentamente na cama. A partir daí, nenhum dos dois tinha mais controle de si mesmo. Jean a provou que ela merece ser tratada como uma deusa, afinal, ela era a deusa dele. Deusa essa que precisava ser adorada com o máximo de devoção possível. E foi isso que ele fez: adorou cada pedaço dela e aproveitou cada segundo entre suas pernas, a provando como se essa fosse sua última refeição, a coisa mais deliciosa que já sentiu. Poderia gozar apenas sabendo que estava a proporcionando prazer.
Depois de tê-la completamente rendida para si, Jean acariciou seu lindo rosto, rosto esse que ele acreditava ser o mais perfeito de todos e agradecia sempre pela oportunidade e a sorte de tê-lo apenas para ele, e se inseriu lentamente, respeitando a dor dela e esperando ela se acostumar, se deliciando com a maravilhosa sensação de finalmente estar dentro dela e sentir suas paredes o pressionando. Sempre se sentia assim, maravilhado, como se toda vez fosse a primeira.
As estocadas começaram lentas, do jeito que ambos gostavam. Não precisavam dizer nada: cada gemido, cada troca de olhares, cada estocada falava por si só. Uma linda poesia de amor que apenas eles entendiam, e eram felizes assim. Se olhavam profundamente, como se conversassem por telepatia. Não tardou para que elas aumentassem, tomando um ritmo mais bruto, porém ainda repleto de amor. De suas bocas, agora só saiam seus nomes e diversos "eu te amo".
Estavam perdidos em seu próprio mundo, como se os problemas não existissem, como se as pessoas não importassem. Apenas eles eram importantes naquele momento. Chegaram ao ápice juntos, com Jean despejando tudo que sentiu nesses minutos de total devoção dentro dela, a marcando e finalmente provando que agora ambos pertenciam um ao outro, e somente isso.
Fizeram então o que mais gostavam: deitaram um ao lado do outro, se abraçaram e conversaram sobre tudo. Sobre o dia dos dois, sobre a felicidade de finalmente poderem concretizar seu amor, sobre a saudade daqueles que se foram, sobre seus futuros, sobre como se amavam a tanto tempo e sobreviveram a tantas coisas juntos.
E assim, nessa noite estrelada de primaveira, Dalila e Jean foram dormir satisfeitos, felizes, apaixonados. E torceram muito para que todas as outras noites de suas vidas viessem a ser desse jeito, pois nada no mundo era melhor do que a companhia e a onda de paz que eles se proporcionavam.
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One Shots - Jean Kirstein (SNK)
FanfictionOnde eu escrevo one shots do meu personagem favorito. 🤍
