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PRÓLOGO

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Prólogo – O Começo do Fim

A vida é estranha. Um dia você está entediado na aula, olhando pela janela e se perguntando por que o céu azul parece tão vazio... no outro, você está caindo em um abismo feito de luz, ouvindo uma voz dizer que seu destino foi selado.

Meu nome? Bom... sinceramente, isso não importa mais. No mundo onde nasci, eu era só mais um rosto na multidão. Alguém normal. Alguém esquecível. Mas o destino adora brincar com os insignificantes.

Tudo começou naquele dia chuvoso, quando encontrei aquele velho livro empoeirado na biblioteca da escola...

Era estranho aquele livro estar ali. A prateleira onde o encontrei estava vazia há meses, esquecida por todos, até pelos funcionários da biblioteca. Mas naquele dia, ele estava lá. Uma capa de couro escurecida pelo tempo, sem título. Apenas um símbolo marcado em relevo: um círculo com três olhos entrelaçados por fios de luz.

Curioso? Com certeza. Estúpido por abri-lo? Talvez.

Assim que toquei a capa, uma dor insuportável atravessou minha mente, como se minha alma estivesse sendo arrancada à força. Eu ouvi vozes. Muitas. Sussurros de idiomas que nunca estudei, mas que, de alguma forma... eu compreendia.

"Acorde, Filho do Vazio."

"A ruína e o renascimento caminham lado a lado."

"O ciclo se reinicia. O escolhido despertará..."

E então, tudo ficou branco. Um branco puro, infinito... que aos poucos se tingiu de roxo. Não sei quanto tempo fiquei ali, flutuando entre o nada e o tudo. Quando abri os olhos de novo, não estava mais na Terra.

E eu... também não era mais o mesmo.

Meus sentidos voltaram devagar. Primeiro, o som — vento soprando entre as folhas, um rio correndo ao longe, o farfalhar de animais pequenos se movendo pela mata.

Depois, o toque — grama macia sob minhas mãos, a sensação do ar puro e gelado no rosto. E então, a visão.

Um céu roxo.

Não, você não leu errado. O céu era de um tom roxo profundo, com nuvens que pareciam feitas de névoa dourada, flutuando em espirais elegantes. Três luas pairavam acima do horizonte. Três. Aquilo definitivamente não era o meu mundo.

Olhei para minhas mãos... e congelei.

Elas não eram as mesmas. Os dedos estavam mais finos, mais longos. A pele, pálida como neve recém-caída. Meus cabelos... quando os fios escorriam pela minha frente, vi que eram brancos como a luz da lua. E meus olhos... eu os vi refletidos na água próxima. Brilhavam como ametistas acesas por dentro.

Um poder dormia dentro de mim. Eu não sabia explicar como... mas podia senti-lo. Como se eu fosse uma represa prestes a se romper. Como se o mundo tivesse medo de mim antes mesmo de eu saber quem sou.

E então, ela apareceu.

Uma mulher... ou talvez uma deusa... envolta por vestes negras, flutuando como uma sombra viva.

— Você despertou, Filho do Caos. Bem-vindo a Elseria, o mundo onde tudo começou... e onde tudo terminará.

KUROGANE AKATSUKI O REI DO VAZIOStories to obsess over. Discover now