Prólogo

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Eu lembro do cheiro da manhã naquele dia.
A brisa fria. O som da água batendo nas pedras. O sol nascendo por trás das árvores.

Lembro da risada dele.

E lembro do silêncio que veio depois.

Na minha cabeça, tudo se repete como um disco arranhado.
O mesmo céu.
A mesma estrada.
O mesmo erro.

Mas há algo errado agora.
Há algo que não estava lá antes.

Às vezes, quando fecho os olhos, vejo aquele momento... só que ele não termina como deveria.
Ele não termina nunca.

É como se eu ainda estivesse lá.

Preso.
Entre mundos.

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