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Capitulo Um: Jogo de máscaras

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Miami nunca dorme. Sob as luzes quentes de neon e as ondas que quebram suavemente nas praias, o caos susurra em segredo. É o lugar perfeito para aqueles que precisam desaparecer. E foi exatamente isso que Joe goldberg tinha em mente ao chegar com uma mala, e o mesmo vazio inquietante em seu peito.

Na calada da noite ele caminhava pelas ruas estreitas, cheias de restaurante e vozes que pareciam não o notar. Joe gostava disso. Invisível, mas sempre alerta. As pessoas, afinal, revelam mais de si mesmas quando acreditam que ninguém está olhando. Ele achou um pequeno café em Coral Gables, onde podia observar as interações humanas e, talvez, encontrar a inspiração para seu próximo objetivo.

Enquanto isso do outro lado da cidade, Dexter morgan fazia oque fazia de de melhor: equilibrava sua fachada impecável de pai solteiro e cientista forense com o Passageiro das Trevas que, como sempre, sussurrava no fundo da sua mente. Sua última vítima merecia tudo oque ele havia planejado. Mas havia algo diferente naquela noite...
Algo no ar.

O som das ondas ecoava ao longe, abafado pelo burburinho constante das ruas de Miami. Joe goldberg sentava- se em uma mesa de canto na pequena livraria-café onde havia conseguido um emprego. Era um espaço aconchegante, com estantes altas e um aroma de café recém-moído que ele considerava quase terapêutico. Lá, ele era apenas um, jovem quieto, amante de livros, com um sorriso discreto e histórias cuidadosamente fabricadas.

Ele não podia arriscar. Não de novo.
Uma nova cidade significava novas regras, novos rosto e, acima de tudo, uma nova obsessão. Mas ele ainda estava em busca dela, dela, a mulher que merecia ser amada.

Foi quando ele viu.

Um homem com um porte tranquilo e um olhar calculista entrou no café, carregando um copo de viagem vazio e uma expressão imperturbável. Dexter Morgan. Ele se aproximou do balcão com passos leves, quase silenciosos, como se sua presença não quisesse ser notada.

Joe observou. Era oque fazia de melhor.

— café preto, sem açúcar — pediu
Dexter, a voz baixa, quase monótona.

Joe inclinou-se levemente para frente, fingindo folhear um livro. Algo no jeito daquele homem o intrigava. Ele não era como as outras pessoas, tão previsíveis, tão distraídas. Havia uma frieza ali, uma maneira metódica de se mover, como se cada ação fosse cuidadosamente calculada.

Dexter pegou o café e por um momento seus olhos se encontraram.
Foi breve, mas suficiente para que ambos percebessem algo. Uma fagulha de reconhecimento, não de rosto, mas de essência.

Joe desviou o olhar, fingindo desinteresse. Ele conhecia aquele tipo de homem. O tipo que esconde algo. E isso o fascinava.

Mais tarde naquela noite, Dexter estava no laboratório do departamento de polícia de Miami. Ele tinha passado horas analisando respingos de sangue de uma nova cena de crime, mas sua mente continuava voltando àquele estranho do café.

Ele sentiu algo que não sentia com frequência: curiosidade. Algo no jeito daquele homem o incomodava. Ele era...
Perigoso. Talvez não de forma explícita, mas Dexter sabia identificar uma ameaça em potencial quando via uma .

— Tudo bem aí, Dexter? — perguntou
Masuka, interrompendo seus pensamentos.

— Sim. Só cansado — Responde Dexter com seu
Sorriso habitual.

Mas, na verdade, ele já tinha tomado sua decisão. Ele precisava saber mais sobre aquele homem. E quando Dexter morgan decidia algo, era apenas uma questão de tempo até que o mistério fosse resolvido.

Na manhã seguinte, Joe abriu a livraria sozinho. O silêncio do lugar o deixava confortável, mas ele não estava sozinho.
Sentiu aquele olhar antes de ver quem era.

Dexter estava parado na entrada observando calmamente.

— Bom dia — disse ele, o tom educado.
— você é o ... Joe, certo?

Joe sentiu um frio na espinha.

— sim, sou eu. E você é...?

— Dexter Morgan. Acho que nos cruzamos ontem no café. Só queria dar um alô.

Joe sorriu, mas o sorriso não chegou aos olhos.

— prazer, Dexter.

E ali, naquele instante, um jogo perigoso começava.

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⏰ Last updated: Jan 21, 2025 ⏰

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