Diondai Studios comics
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Frankenstein & Sansão
by
Mateus Relhson
A primeira lembrança que me vem de Dalila em minha mente e Seu sorriso, doce como mel, e os olhos que me prometiam um amor eterno. Ela apareceu na minha vida como uma brisa suave, uma presença que se parecia, gentil e acolhedora, mas que, ao fim, trouxe consigo uma tempestade que devastou tudo o que eu acreditava saber sobre amor e confiança.
Era uma época bem simples, talvez. Eu, um homem incomum, vivendo uma vida comum, até que ela surgiu e mudou tudo. No começo, as palavras de Dalila eram sempre carinhosas, os gestos, delicados. Eu era um tolo, acreditando que ela era minha alma gêmea, a mulher que finalmente me completaria Eu não sabia, que ela tinha outros planos, mais profundos e sombrios, escondidos sob sua fachada de ternura delicada.
Ela queria poder, status, riqueza. E eu, cegamente, ofereci tudo o que eu tinha, não percebendo que estava sendo manipulado. O que ela fez foi um jogo, uma dança de palavras e ações calculadas, como um mestre jogando xadrez. Eu era a peça mais fácil de derrubar.
Lembro-me de como ela se aproximou de mim, dizendo que queria ajudar na minha ascensão, que juntos poderíamos conquistar o que o mundo tinha de melhor. Era mentira, claro. Mas eu estava apaixonado.
O que eu não percebia é que ela não queria o meu amor; ela queria apenas o meu coração, meu orgulho, e o poder que eu poderia oferecer.
E então, veio a traição Eu fui ingênuo o suficiente para acreditar nas suas promessas, e ela foi fria o suficiente para me enganar. Eu a descobri, tarde demais. A dor foi como um punhal afiado, cravando a fundo em meu peito. A mulher que dizia ama até o fim da eternidade me traío com outro, e eu fui deixado para trás, vazio, devastado.
Eu não sou um homem de palavras suaves ou delicadas. Nunca fui. Sou um homem de ação. E o que Dalila não previu foi que, ao me trair, ela não apenas destruiu o que existia entre nós, mas também despertou algo que eu havia ignorado: minha força interior, minha capacidade de resistir. O amor que ela usou contra mim foi transformado em raiva, a força de mais de cem homens fluía em mim então com meu Poder que sempre Usei para o bem Usei para destruir os planos dela, para destruir o império de mentiras que ela havia construído.
O que aconteceu depois foi inevitável. Eu destruí tudo. O casamento que ela havia forjado com aquele homem, a reputação que ela se esforçara tanto para construir, as mentiras que ela espalhou pelo mundo – eu as arranquei, uma a uma, como se fossem pedaços de um tecido rasgado. O castigo que ela merecia não veio de mãos alheias. Fui eu, com minhas próprias mãos, que levei o peso da destruição.
Mas, enquanto fazia isso, eu não sentia prazer. Não mais. O que eu sentia era vazio. Um vazio profundo que tomou o lugar da raiva e da dor. Eu havia vingado a mim mesmo, mas, ao fazê-lo, havia perdido qualquer fragmento de esperança que ainda restava em meu coração.
Com o tempo, aprendi algo crucial. O amor, aquele sentimento que eu acreditava ser a força mais poderosa do mundo, na verdade, é uma faca de dois gumes. Pode curar, mas também pode ferir de maneiras que não podemos nem imaginar. Dalila, com suas mentiras, destruiu minha visão do que era o amor. Mas também me fez mais forte. Mais consciente. Eu soube, então, que a vingança não era a solução, porque ela só perpetuava o ciclo de dor.
Agora, ao olhar para trás, posso ver que não era o amor que eu realmente desejava, mas a paz. A tranquilidade de um coração quebrado, a serenidade que só pode ser alcançada quando você aprende a deixar o passado para trás. Dalila me ensinou isso, mesmo sem querer. Ela me ensinou que, ao final, o único inimigo que realmente importa é o que está dentro de nós mesmos.
A dor que ela me causou não se apaga facilmente. Mas com o tempo, ela se torna apenas uma cicatriz, algo que já não machuca, mas que me lembra de quem eu me tornei. Um homem mais sábio, mais forte, e, quem sabe, mais capaz de amar de uma maneira diferente – sem ser cego, sem ser enganado. O passado não pode ser mudado, mas eu aprendi a não deixar que ele defina o meu futuro.
Agora, enquanto caminho ao lado de Frankenstein, em nossa jornada, sei que o que vivemos no passado é uma lição. Cada batalha, cada momento de dor e perda, é uma chance de recomeçar. O que aconteceu com Dalila e comigo ficou para trás, e o que me aguarda à frente é um caminho de redenção, aprendizado e, quem sabe, um novo tipo de amor – não o de Dalila, mas o que nasce da verdadeira amizade, da lealdade, da confiança.
E isso, em certo sentido, é mais forte do que qualquer traição que já sofri.
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Agradecimentos
A todos os leitores que acompanharam o primeiro capítulo e se uniram a mim nesta jornada, muito obrigado! Cada um de vocês foi essencial para tornar essa história ainda mais vibrante e emocionante. O apoio de vocês me impulsiona a continuar escrevendo e a sempre buscar mais, sabendo que há quem se conecte com as palavras e com a luta do nosso protagonista.
Não é o fim, é apenas o começo! Continuem comigo nessa caminhada, pois muitas novas histórias e desafios ainda nos esperam. Até a próxima!
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Frankenstein e sansão
FantasySinopse Em um mundo onde o sobrenatural e o destino se entrelaçam, Frankenstein, a criação de Victor Frankenstein, luta para encontrar seu lugar entre os humanos. Criado para um propósito científico, Frankenstein vive atormentado pelo passado e pela...
