Capítulo 1 - Attrahere

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Attrahere, significa atração. Atração que em doces explicação, é o fogo que ao invés de queimar, aquece, o sentimento tênue entre o desejo e a admiração.

Victória estava encarando Lena do lugar onde estava sentada. Optaram por uma van, assim, todos podiam ir confortáveis, Helena estava atrás, conversava com Gisele e a namorada calmamente, ambas compartilhavam o que esperavam do jantar.

Helena disse estar ansiosa, o que foi algo que, aparentemente, sempre acontecia. O trajeto não foi muito demorado, o trânsito estava ameno, principalmente na área do evento e não demoraram a chegar na frente do local.

– Vamos descer todos juntos? – Cecília questionou.

– Vamos sim, bom que já entramos logo. – Gael respondeu.

Todos apenas concordaram com a cabeça. O homem foi o primeiro a descer, oferecendo a mão como apoio para a namorada, o burburinho de flashes já começa a surgir, com brilhos de luz branca que embaçava um pouco sua visão.

Logo mais, Gisele fez o mesmo com sua namorada, os flashes se tornaram mais intensos, figuras poderosas com socialites sempre saia em manchetes de veículos de fofoca.

Por último, Victória saiu, com Helena bem atrás, por a mais nova estar de saltos, a ajudou a descer com um sorriso amigável. Oferecendo sua mão, talvez apenas para tocá-la, sua palma direita estava fria, com uma fina camada de suor que a deixava um pouco escorregadia.

– Obrigada. – Agradeceu em um sussurro.

Assim que desceu, arrumou seu vestido e o cabelo, Victória permaneceu ao seu lado, esperando para que pudessem começar a andar. O brilho das câmeras era intensos, com gritos e chamados para que olhassem para determinada câmera. Logo depois, questionamentos, estavam namorando? Onde se conheceram? Quando? Como?

– Princesa! Olha pra cá!

– Princesa! Uma palavra!

Victória estava confusa com os chamados, não sabia que esse era o apelido de Helena, " A princesinha de São Paulo", não por ter nascido em berço de ouro ou algo assim, muito pelo contrário, nasceu e cresceu no bairro mais perigoso da cidade, cuidou e ajudou muita gente, não demorou muito para ganhar a simpatia de diversas classes.

Nunca teve um carro roubado ou blitz policial que durasse mais de cinco minutos, tinha a segurança de sair em qualquer horário do dia sem se preocupar com ataques ou roubos, daí o nome, princesinha de São Paulo.

Victória se afastou dela para as fotos, mesmo a contragosto, cada uma estava em uma metade do tapete disposto no chão. Lena não se demorava muito nas fotografias e logo continuou andando.

– Vamos entrar? – Questionou com um sorriso a Victória.

Era um sorriso lindo, de dentes clarinhos e alinhados, tão brilhoso que a deixou desconcertada por uma fração de segundos, tanto, que nem se quer viu-a se aproximando, apenas voltou a si quando suas digitais tocaram sutilmente sua cintura, a fazendo virar em direção a porta.

Lena dava leves tchauzinhos com a outra mão enquanto a guiava com a outra, a passos apressados até que estivessem na segurança do lado de dentro do evento.

Não demoraram a chegar na mesa que lhes foi direcionada, Lena se sentou com uma careta fofa, com Victória ocupando o único lugar vago ao seu lado.

– Uhm... eu não posso nem aparecer com uma amiga que já falam que estou namorando, sinceramente. – Resmungou bebericando o copo de água que estava na mesa. – Desculpa por isso, Victória.

A mais velha amou a forma como seu nome fora docemente pronunciado, apesar do sentimentalismo, foi delicioso como penetrou seus ouvidos. Era suave, de uma voz angelical e calma, mesmo que pudesse ver pela forma como sua jugular pulsava, que estava nervosa.

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⏰ Laatst bijgewerkt: Mar 11, 2025 ⏰

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