Caixa postal

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A: Amor, eu te amo e vou te amar até a última batida do meu coração. Casa comigo?

B: Eu também te amo meu amor! É claro que eu caso!

Há alguns meses eu venho conversando com uma mulher. Ela é incrivelmente forte, sua inteligência me fascina, ela domina qualquer tipo de assunto que possa imaginar. Estuda como ninguém, sempre sabe se portar na frente de diferentes pessoas. Seu sorriso é mágico, lindo e perfeito, eu diria que estou apaixonada por ela, mas talvez eu nunca seja totalmente suficiente ou o que ela espera que eu seja. Talvez seja por eu ser mulher também. Temos medo de nos machucar, ter nossas vidas roubadas de nós pela homofobia. Mas por ela, eu passaria por tudo isso sem me importar em ser chamada de sapatão a cada esquina, ou levar socos no rosto por amar alguém incondicionalmente. Não me importo em morrer degolada, esmagada, estrangulada, queimada, esfaqueada, esquartejada ou ser sequestrada por isso. Meu medo, meu maior medo é não poder amar alguém do mesmo jeito que eu a amo.

Meu nome é Alessandra. Tenho vinte e quatro anos, trabalho em uma agência de modelos. Mais precisamente eu trabalho com documentos, divulgação e marketing de cada modelo que vem se candidatar. Sou uma mulher branca, mas não me considero lésbicas ou bissexual, eu simplesmente me apaixonei por uma mulher, mas eu não sinto atração por mulheres. Foi onde eu ouvi a mesma coisa da Beatriz. Encontrei a Bia em um bar lgbt no Méier. Ela estava sentada no bar com o rosto inchado de choro. Seu ex namorado tinha traído ela com uma mulher que trabalha em um prostíbulo, mas por essa mulher ser novata, engravidou do seu ex e Beatriz descobriu aquela noite. Alessandra por sua vez, não queria deixar Bia sozinha. Pagou uma bebida light pra ela e ficou com ela a madrugada toda.

Beatriz quando viu a mulher que estava do seu lado, a tratando com o devido carinho e valor, ficou intrigada. Alessandra usava uma jaqueta de couro, uma gargantilha com um pingente de morango, que a deixava sexy, uma regata preta, uma calça jeans preta com detalhes dourados, suas unhas estavam pintadas de dourado pra combinar com sua calça, uma bota tratorada de salto, era simplesmente perfeita. Seu sorriso era branco, dentes certinhos, seus lábios carnudos pintados de um vermelho cereja mate. Uma maquiagem que exaltava os seus olhos e o seu sorriso. Bia ficou a admirar por alguns segundos.

Alessandra um pouco desconfortável por estar sendo vista por um tempo muito longo por aquela mulher que também era bonita, mas estava em um momento vulnerável, Alessandra não queria parecer indelicada, então decidiu mudar de assunto.

A: Qual o seu nome?

B: Beatriz... E o seu?

A: Alessandra. Você tá sozinha?

Beatriz hesita em responder, deixando as lágrimas correrem.

B: Faz três horas que tô sozinha... Eu tinha um namorado. Quase noivo...

A: Poxa, sinto muito

B: Tomara que ele pague pelo que fez comigo e seja feliz com aquela rameira!

Beatriz chora, mas não é mais um choro de lamentação mas sim um choro de raiva.

A: É doloroso quando isso acontece mesmo...

B: Você é muito linda, cadê sua namorada? Não precisa perder sua noite ouvindo alguém que levou um pé na bunda!

A: Eu não tenho namorada!

Beatriz assoa o nariz em um guardanapo e o joga dentro de sua bolsa

B: O que faz tão arrumada em uma boate gay?

A: Te faço a mesma pergunta...

Alessandra a responde com uma pitada de interesse. Sua voz é tranquila, calma e sedutora, enquanto a de Beatriz é uma voz chorosa.

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⏰ Terakhir diperbarui: Nov 06, 2024 ⏰

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