Na Noite de Halloween 🎃

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    "Para você que gosta de "doces" na língua e "travessuras" nos dedos, essa one-shot é para você. Apague as luzes, fique no conforto, prepare a caixa de lenços, porque essa vai ser quente"

                           

                              

                                  SIENA STULTIN.

   
     Halloween, a época do ano em que muitas pessoas amam, e outras odeiam. Eu sou a que ama por um motivo, mas prefiro o conforto de minha casa.

    Sim. Sou daquelas pessoas que não gostam de sair muito, que não gostam de baladas, eu bebo, sim não irei mentir, mas, isso acontece raramente.

    Olhei pela janela de minha casa, e vi que já havia muitas pessoas nas ruas, e ainda não era nem seis horas da noite. Olhei para uma das abóboras no chão, uma que continha um sorriso bastante macabro, é a abóbora que eu havia feito. Eu e minhas amigas tínhamos decorado a casa para esse dia. Havia fantasmas presos nas duas árvores que ficavam dos lados da minha casa, abóboras por todo o caminho de entrada, e diversas teias de aranha pelo telhado.

    Um sorriso brincou em meus lábios, orgulhosa de mim mesmo. Eu não sei porque sou assim, mas sempre gostei do sombrio, de algo mais obscuro.  Minhas amigas dizem que devo procurar um psicólogo, mas, não dei muito ouvidos para elas, eu sei do que eu sinto, e ninguém irá querer saber oque é.

    Fechei a cortina novamente, e caminhei para o sofá da sala, onde estava assistindo um filme de terror. Peguei o balde de pipocas que deixei em cima da mesinha de centro, peguei o controle também, e me joguei no sofá dando play no filme.

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    Acho que já era umas seis e vinte quando senti meu celular tocando. Subi os degraus que davam para o quarto correndo, onde havia deixado o celular. Cheguei no mesmo que estava com a porta aberta, e avistei meu celular em cima da cama.

    Um suspiro deixou meus lábios ao notar quem era. Bene, esse era o nome que brilhava na tela do celular. Bene era meu melhor amigo desde meus dezesseis anos de idade. A gente se conheceu no ensino médio, quando precisamos fazer duplas para um trabalho colegial. Desde então, viramos amigos, já que ele parecia não querer sair do meu pé, e depois, melhores amigos. Hoje tenho vinte e um anos, ou seja, cinco anos de amizade, e ele ainda pega no meu pé.

    Atendi o celular, já sabendo oque ele iria propor, porque segundo ele, não posso ficar sozinha em noites como essa.

    — Siena, não me diga que você está enfurnada em casa, assistindo filmes de terror, e comendo pipoca? — perguntou. Ele me conhece tão bem. Chato!

    — Nem um oi primeiro, Be? Já vai logo me dando sermão? — revirei os olhos.

    Sabia que a partir do momento em que ele ou a Hiley me liga, não tenho como escapar do que estar por vim.

    — Oi, Sie, agora me diga, você está, não está?

    — Comecei agora, e não, eu não vou sair hoje! — Exclamei, já sabendo que ele iria falar.

Na Noite De Halloween 🎃Stories to obsess over. Discover now