Cap 1 - Lizzy's POV

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•Avisos•

- Essa fanfic é inspirada em "Crayons" de @lululuwe (mas não é igual)

- Nessa fanfic todo mundo é humano e é bem diferente da série justamente por ser uma AU

Acordei para mais um dia escolar, como qualquer outro. Hoje, vou arrasar com o tutorial de maquiagem que vi no Insta. Não que eu precise de maquiagem para arrasar, claro, esses losers me adoram de qualquer jeito. Depois de me arrumar e tomar meu café, saí em direção à escola.

"Oi, Lizzy! Tá arrasando hoje, hein?" - Rebecca elogiou assim que me viu.

"Eu tô sempre arrasando", respondi, com aquele sorriso de superioridade.

"Fiquei sabendo que hoje vai ter aluna nova."

"Sério? Mais uma pra ser humilhada", comentei, já imaginando as possibilidades.

O sinal tocou, e fomos para a sala. Quando todos os alunos já estavam acomodados, o professor entrou (aquele flop de sempre) seguido de uma garota nova. Ela era bonita, com cabelo roxo comprido e olhos vermelhos. Algo na sua aparência chamava atenção. Talvez eu a convide para o grupo, se ela não for um total desastre.

Ela usava um cordão com girassóis com um crachá pendurado. Estranho. Que modinha bizarra será essa? Definitivamente não estava em alta.

"Gente, temos uma aluna nova. O nome dela é Doll. Ela é... diferente, então respeitem. Ou não, sinceramente, estou pouco me lixando", disse o professor, enquanto a levava até a carteira. E adivinhem só? Do meu lado.

Não vou mentir, ela parecia meio esquisita. Movia-se de um jeito agitado, como se não conseguisse ficar parada. De vez em quando, encarava a parede como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Quando o sinal para o recreio tocou, ela tapou os ouvidos como se estivesse fugindo de uma sirene ensurdecedora. Estranha, no mínimo.

Mesmo assim, decidi ser educada. Quando a vi meio perdida no pátio, fui até ela.

"Oi, você é a nova aluna, né? Prazer, sou a Lizzy. Precisa de ajuda? A cafeteria é por ali", disse, apontando.

Ela nem me olhou. Nem uma palavra.

"Alô? Terra chamando", tentei de novo.

Ela simplesmente me ignorou. O QUÊ? COMO ESSA LOSER OUSA ME IGNORAR?! Fui embora irritada para a cafeteria, já decidindo que ela seria o alvo do ano. Uzi pode respirar aliviada, vai ganhar uma folga do bullying.

"Nossa, miga, pra quê sentar com essa cara de quem perdeu a paciência antes das oito? O que aconteceu?" - perguntou Rebecca, percebendo minha frustração.

"Aquela aluna nova me ignorou! Acredita nisso?"

Rebecca e Thad caíram na risada.

"Você não sabe? Ela é... meio retardada", disse meu irmão, tentando soar casual.

"Gente, calma lá. Não fala assim. Isso é pesado."

"Não, ela é literalmente retardada", Thad insistiu.

"Tá, mas que tipo de 'retardo' ela tem?", perguntei, ainda sem entender.

"Descobre você mesma", ele respondeu, dando de ombros.

Fiquei confusa. Será que ela realmente tem algum problema ou era só uma mal-educada de primeira? Eu não conseguia tirar aquela garota da cabeça. Parte de mim queria saber mais sobre ela, mas, ao mesmo tempo, a outra parte queria acabar com a vida dela. Era quase um jogo.

Na saída da escola, a vi sentada sozinha em um banco, encarando o relógio no pulso como se esperasse alguma coisa. Não resisti.

Peguei o chiclete que estava mascando e, com um movimento preciso, joguei no cabelo dela. Admito, senti um pequeno peso na consciência, mas me lembrei de que compaixão é para os fracos. Ela tocou o cabelo devagar, fazendo uma careta de nojo, e começou a olhar ao redor, perdida.

Antes que eu pudesse falar algo e começar a humilhação, a Uzi, também conhecida como "uva emo", apareceu do nada e, sem perder tempo, me mostrou o dedo do meio.

"Não mexa com a minha prima, vadia! Sério que você é tão escrota ao ponto de fazer bullying com uma pessoa autista?"

Autista? O que diabos é isso? Por um segundo, me senti desconcertada. Não sabia se respondia ou se ignorava. Mas, para ser sincera, não estava disposta a bater boca com a Uzi ali, na frente de todo mundo. Minha mãe chegou para me buscar, então apenas revirei os olhos, virei as costas e fui direto para o carro.

Claro que o Thad, meu irmão irritante, tinha que começar a me provocar assim que entrei.

"E aí? Descobriu qual 'retardo' ela tem?", disse, com aquele sorriso de deboche.

"Cala a boca, idiota", respondi, irritada, batendo a porta do carro com força. Eu não estava com paciência para lidar com ele naquele momento.

Void - Murder Drones Stories to obsess over. Discover now