Da perfeição à queda

122 10 7
                                        

Notas iniciais: Olá pessoas. Já faz algum tempo que eu queria postar essa fanfic, mas estava sofrendo para conseguir um começo que me agradasse. Aviso que o começo será mais uma introdução na visão superficial de um personagem, antes da história realmente caminhar. Um começo mas dramático, mas prometo que também haverá comédia e romance. Espero que gostem.

OBSERVAÇÃO: fanfic abordará temas pesados como ansiedade, depressão e suicídio.

Boa leitura.


-------------x-------------x-------------x------------x--------------x-------------



ÓDIO

Originalmente, é uma forma de aversão profunda, causada pelo medo ou pela raiva. 

Odiar algo ou alguém é um sinal evidente do quão vulneráveis estamos ao poder que aquela pessoa ou situação exerce sobre nós.



Ok. Talvez ódio fosse uma palavra um pouco exagerada para classificar o que Roronoa Zoro sentia, mas no momento era a que melhor explicava a notável aversão que possuía por tudo que Vinsmoke Sanji fazia.

O loirinho francês, metido a "senhor perfeição", havia sido transferido há apenas 1 mês e meio para o colégio Grand Line, mas já havia dado ao esverdeado motivos o bastante para irrita-lo como se fossem anos de convivência.

Nem mesmo seus melhores amigos entendiam "como?" nem "por que?" tal inimizade havia surgido, mas ela estava lá e a julgar pelo olhar igualmente frio que Sanji costumava direcionar ao jovem de cabelo esverdeado era indiscutível dizer que o sentimento de aversão era recíproco.

Em parte, Zoro assumia parte da culpa por seu forte temperamento, além da paciência quase nula. Defeitos que vinha trabalhando por meio de meditação e muito treino.

Mas toda sua disciplina ia por água abaixo quando o loiro estava envolvido.

O fato era que desde que trocaram o primeiro olhar, no dia em que Sanji se apresentara frente a turma como o aluno novo transferido da Europa, Zoro soube quase que imediatamente que seu inferno astral havia começado.

Seja pelo suspiro emocionado das meninas e... que merda, até de alguns garotos, diante a beleza e o sotaque francês do novato, seguido de seu extravagante vestuário, porque sejamos sinceros, ninguém usava um uniforme tão impecavelmente passado ou sapatos sociais de grifes para ir a escola.

O primeiro pensamento de Zoro era que o loirinho parecia estar indo a uma entrevista de emprego. O segundo era que ele parecia desesperado para agradar o máximo de pessoas possível e olha só, não é que ele estava conseguindo.

— Limpe a baba. — Nami implicou um sorriso, só então fazendo Zoro notar o tempo excessivamente longo que encarava o loiro ainda localizado na frente da sala. — Está sendo óbvio demais.

— Suspirar por princesas é sua área, não a minha. — Zoro revidou, ganhando um soco no ombro, aplicado pela ruiva corada.

— Ele parece legal. — Foi a primeira impressão que Luffy havia tido. — Devíamos chama-lo pra sentar com a gente.

Não era exatamente uma opinião confiável, visto que era assim que Luffy julgava 90% dos colegas da escola.

Seja como fosse, qualquer tipo de interação positiva que pudesse ter tido foi completamente descartada quando Sanji, por ironia do destino ou piada do universo, foi orientado a se sentar na cadeira frente a de Zoro.

Perfeitamente imperfeitoStories to obsess over. Discover now