"Hora de começar mais uma história."
Um corvo voava sob o sol de tonalidade ciana. Suas penas eram azuis escuras e vários olhos verdes adornavam sua cabeça. Ele pousou em um campo, que era a coisa mais normal naquele lugar. Ao longe, uma criança brincava.
Mari, uma garota de 10 anos, tinha cabelos castanhos-avermelhados, olhos azuis e usava uma faixa sobre o olho esquerdo. Seu vestido magenta possuía pequenos detalhes em lilás, um laço da mesma cor amarrava o conjunto. Na cabeça, usava algo que parecia um chapéu de bobo da corte, com três pontas - duas verdes e uma vermelha.
- "Mari, o que você está fazendo tão tarde a essas horas?" - disse o corvo, com um tom preocupado.
- "Oi, Albert! Estava pegando flores para o meu papai!" - respondeu Mari, com um sorriso no rosto.
Mari caminhou em direção a Albert, pulando e cantarolando.
Albert colocou asa na cabeça - "bem, acho que você deveria voltar para casa... seu pai vai ficar preocupado." - Albert olhava para Mari com seus diversos olhos. - "entrou por um ouvido e saiu pelo outro..."
Albert continuava cuidando da Mari de longe enquanto o sol começava a se pôr, Mari continuava colhendo diversas flores de cores vibrantes e diferentes.
Ao longe o som de uma tempestade se aproximando
- "MARI! Devemos ir agora, vai começar a chover em breve" - exclamou Albert preocupado. - "tá bom! tá bom!" - Mari segurava uma grande quantidade de flores enquanto se levantava meio triste por já ter que ir.
Albert continuava voando perto de Mari, ambos indo em direção a enormes peças de xadrez de cor preta.
- "agora nos despedimos Mari, eu vou voltar ao meu ninho agora" - Albert voa para longe entrando na floresta - "tchau Albert!" - Mari acenava enquanto observava Albert ir.
Perto da peça do cavalo havia dois cavaleiros em frente a um grande portão, Mari se aproximando, diz - "oi guardas posso entrar?" - Mari disse sorrindo e pulando alegremente.
Os guardas têm a aparência de cavaleiros de armaduras negras ornamentadas de prata, mas com capacetes de cabeça cavalos. - "olá Mari, claro você pode entrar" -diz o cavaleiro da esquerda, o cavaleiro da direita fica em silêncio e abre o grande portão para Mari entrar - "obrigado!" - diz a Mari entrando pela porta
Dentro da peça do cavalo é um grande amontoados de casas e escadas, como se fosse diversos apartamentos que cresceram dentro do outro. Mari caminhava e subia as diferentes escadas do lugar, as escadas as vezes pareciam alterar a gravidade de certas áreas fazendo com que Mari conseguisse subir a escada de ponta cabeça, em direção a uma casa diferente uma casinha de tijolos.
Mari toca a campainha alegremente segurando as flores, a porta abre revelando um porco humanoide andando em duas patas, com mãos humanas, usando um macacão azul e um capacete de construtor. Esse é Joseph, o pai da Mari
Joseph olha levemente irritado para Mari - "Mari, por onde esteve?!" - Joseph cruza os braços esperando a resposta da Mari
Mari mexe o pé nervosamente - "Eu fiquei colhendo flores para você... Desculpa" - Mari fala olhando para baixo - "você sabe o quanto eu gosto de flores, eu trouxe jasmins, Íris, dália, cravo, peônia, lírio-do-vale, amarílis, camélia, verbena, petúnia e sua favorita gardênia... E eu também tava com o Albert" - enquanto Mari falava o olhar de Joseph suaviza e ele solta um suspiro - "Eu sei... Mas eu me preocupo com você, lá fora, tem coisas perigosas para uma criança como você..." - Joseph fala com um leve tremor na voz.
Mari abraça Joseph - "tá, eu vou tomar mais cuidado" - um pequeno sorriso de canto surge no rosto de Mari.
Joseph abraça Mari de volta e ergue ela em seu braços - "vamos entrando o jantar está quase esfriando." - Ele fala com um grande sorriso no rosto antes de continuar - "e eu não quero ver você perto daquele corvo de novo ele foi expulso da cidade por um motivo"
"Ainda quero saber oque ele..." - Mari fala antes de ser cortada pelo joseph - "Quando você for mais velha vai saber"
Joseph fecha a porta atrás dele com o casco ele leva mari até a sala de jantar e coloca ela sentada na mesa onde tem panelas com um delicioso macarrão com salsicha.
"É meu favorito!!!" - Mari fala alegremente.
"Eu sei pequenina" Joseph fala com um sorriso orgulhoso enquanto enche o prato de macarrão.
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Tempo passa depois da comilança, agora Joseph estava levando a Mari sonolenta para a cama - "eu queira ficar acordada mais tempo..." Mari fala bocejando.
"Não não mocinha, você deve ir dormir amanhã tem escola lembra?" Joseph diz enquanto deita a Mari na cama e coloca a coberta até o queixo nela.
"Odeio a escola" Ela diz enquanto fica com uma cara emburrada
"Tá mas se você for para ela escola eu compro aquele doce que você estava olhando no mercado hoje mais cedo" Joseph da uma piscadela
"SÉRIO?!" Os olhos de Mari brilham como o mar em uma noite estrelada
"Sim pequena, mas para isso você tem que ir na escola amanhã... Ela já dormiu" Joseph sorri enquanto olho para Mari já dormindo "boa noite princesa" Joseph se levanta e fecha a porta.
Joseph caminha até o quarto dele quando derrepende ele vai tossindo sangue e um líquido negro mas brilhante como o universo
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Um tempo depois um estrondo pode ser ouvido da sala Mari acorda assustada e rapidamente começa a caminhar até a sala
A sala de estar parecia ter sido engolida por um pesadelo. As paredes, antes cobertas por retratos e lembranças, agora estavam marcadas por rachaduras e manchas vermelhas que pingavam lentamente sobre o carpete rasgado. O ar cheirava a ferro e podridão uma mistura de sangue fresco e algo mais... algo que pulsava sob o chão.
O buraco na parede era imenso, como se algo tivesse atravessado o concreto com fúria sobrenatural. Do lado de fora, o vento uivava, trazendo consigo o som distante de metal rangendo nas alturas do prédio. As nuvens passavam próximas demais das janelas quebradas, tão densas que pareciam tentar entrar.
No meio do caos, Mari viu o rastro. Começava no sofá virado, um filete de sangue espesso que se misturava com um líquido negro e oleoso, arrastando-se em direção ao abismo aberto na parede como se alguém tivesse sido puxado para fora, deixando apenas a trilha de sua agonia.
Foi então que ela notou o papel, repousando sobre uma mesa trincada. Uma carta escrita à mão, tremida, suja de manchas secas. As palavras pareciam ter sido escritas às pressa.
Vamos brincar de esconde-esconde, Mari.
Você procura...
Vamos brincar.
— Joseph
O vento soprou de novo, e por um instante, ela achou ter ouvido lá fora, entre as correntes de ar e o eco das alturas uma risada infantil.
Baixa. Arrastada.
Vinda de muito, muito perto do buraco.
Continua...
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Belas Maravilhas
Mystery / ThrillerMari vivia uma vida comum na cidade Xadrez... até encontrar uma carta que a leva a uma aventura cheia de mistérios e pistas sobre o paradeiro de seu pai.
