Epílogo

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Uma estrela que raiava no céu estava fervendo, o telhado das casas brilhando, todas as pessoas que passavam ali estavam com a pele quase ou já queimada.
Uma mão alcança uma maçaneta.

- Mãe? - Uma garota abre a porta. Suspura, deixando seus sapatos na porta. - Comida está pronta? Esse sol da fome. - não obteve nem sequer ouviu respostas. — Pai? Mãe? — Gritou, estranhando, alguns "e se"amedrontadores, questionáveis e até irônicos passearam em sua cabeça enquanto a garota andava pela casa. Segundos que se pareciam anos.

A menina andava com destino ao quarto dos seus pais. Repetiu seu último grito abrindo a porta branca devagar. Algum tipo de líquido colorido habitava no chão, sua mãe gostava de pintar, mas normalmente as tintas não saiam da cabeça de seres humanos.

A garota juntou suas sobrancelhas ao meio da testa. A porta ainda estava abrindo. Era uma tortura ter que ver sua mãe daquele estado.

-Lexa? Saia! - O homem, Titus, seu padrasto no qual chamava de pai, não por consideração, mas por obrigação. A menina de cabelos castanhos paralisa naquele momento, aquilo não dura muito, só até o homem gritar seu nome mais uma vez. Ela corre.

A menina mesmo se quisesse não poderia sair do ambiente, então tomou um banho e dormiu, com dificuldade
Uma mão alcançou o queixo de Lexa, puxando seu tronco pra cima logo, acordando-a de imediato. A mão era de sua mãe, Mary. Mas estava estranha, a mão estava enrugada, poderia até ser pela idade, mas sua mãe era jovem, aquilo não era sua característica. A garota deu um chute no estômago da mais velha, fazendo - a perder o equilíbrio. Seus olhos caíram acidentalmente no rosto de sua mãe, ele estava sangrando, a testa minimamente aberta, àquela altura já era para a mesma estar morta. Mas não estava. Estava sedenta por algo, mas a mais nova não estava afim de descobrir o que era. Correu.

Try Not Die - Clexa Where stories live. Discover now