Capítulo 13

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Alice 💖

Acordei sob o edredom num frio imenso com o ar-condicionado marcando 17°C. Tateei a cama vazia. Olhei no visor do celular na mesa de cabeceira e o dele estava ali carregando, liguei a tela vendo uma foto dele no protetor de tela e várias inúmeras mensagens de grupos e mulheres. Olhei as horas, 3h12 da manhã. Antes de tirar conclusões precipitadas, vesti a camisa dele que estava jogada na cadeira e desci as escadas da casa quieta.

A iluminação da sala vinha toda da TV, projetando sombras frias. Alemão estava sentado na ponta do sofá, o corpo jogado pra frente e os ombros travados, segurando o controle do videogame com um foco quase doentio. O som do jogo estava no mudo, mas o estalo seco dos botões ecoava na sala.

Assim que meu pé encostou no último degrau, ele pausou a partida e virou o rosto pra me encarar.

- Que foi, pô? Aconteceu algum bagulho? - perguntou, a voz rouca extremamente sexy.

- Não, só vi que você não estava lá em cima. Não conseguiu dormir? - perguntei, me aproximando e sentando ao lado dele.

- Mente tá fervendo. A cabeça não desliga nem a pau. - respondeu, sem tirar os olhos da tela despausando o jogo de tiro.

- Quer conversar sobre isso?

Ele me encarou por uns segundos. Deu pra ver a barreira subir instantaneamente nos olhos dele.

- Papo de visão tu não precisa saber, não. Negócio da comunidade é fita minha, tu não tem nada a ver com isso.

Fiquei em silêncio entendendo o recado.

Por mais que a gente tivesse tido momentos até que íntimos na varanda, o Alemão chefe do tráfico ainda não confiava em mim a ponto de abrir os bastidores do crime. Ele seria burro se saísse contando a vida do morro pros outros.

- Tá bom. Não precisa falar. - murmurei, me aproximando mais dele no sofá. - Mas eu posso te ajudar a relaxar.

Ele me olhou de canto de olho, com o esboço de um sorriso debochado.

- É mermo? E como tu pretende fazer isso, patricinha?

Sem responder, engatinhei para o colo dele, ficando de frente, com uma perna de cada lado da sua cintura. Passei as mãos pelo seu pescoço quente, subindo os dedos pelos cabelos e comecei a distribuir beijos lentos pelo seu rosto, na testa, na bochecha, na cicatriz do lábio e na curva da mandíbula.

Senti a respiração dele falhar, os ombros cederem e ele largar o controle do videogame no sofá, finalmente fechando os olhos, soltando o ar pesado pela boca enquanto acariciava minhas pernas devagar.

Ao me movimentar devagar sobre ele, senti a rigidez marcando o calção de leve. Deslizei do seu colo para o chão, ficando de joelhos entre as pernas dele.

Encarei seu sorriso cínico enquanto ele segurava meu queixo com a mão, desferindo um tapinha devagar no meu rosto.

- Gostosa do caralho..

Sem dar tempo pra ele protestar, envolvi a base firme dele e coloquei inteiro na boca. O gemido grave e profundo que saiu da garganta dele foi o som mais gratificante da minha vida.

Ele jogou a cabeça pra trás no encosto do sofá, as mãos fortes cravando no meu cabelo, não pra me apressar, mas pra guiar meu ritmo. Trabalhei com calma, usando a língua, sentindo o corpo dele inteiro tencionar até o limite.

Quando ele avisou que ia gozar, eu não parei.

Ele avisou mais uma vez e eu continuei lá, senti o líquido quente na minha boca e engoli, limpando a boca enquanto ele me olhava.

O Dono do Morro | ReescrevendoStories to obsess over. Discover now