Uma péssima ideia ★

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Sinto meu coração acelerar logo que olho pela porta de entrada da festa, não pode ser ele... Mas era, eu sabia que era, desde que o conheci eu podia identificar o seu caminhar de longe, seu cheiro era inconfundível pra mim. Quem é ele? Longa historia. Fiquei com ele algumas vezes antes de começar a namorar, mas desde então não esqueço ele, e isso já faz um ano.
Por um ano inteiro eu pude me imaginar em seus braços, mas nunca tive coragem de mandar uma mensagem sequer, essa noite não seria diferente, a gente não se falava, eu poderia dizer até que ele me odiava (que inocência a minha).

A festa acontece, bebidas e mais bebidas, e logo estou na pista de dança. Eu o observo discretamente flertar com outras garotas, aquilo me dava ciúmes, mas oque eu poderia fazer? Nada. Só olhar.
De repente começa uma música leve, casais se unem e eu me sinto sozinha no meio de tanta melação. Aos poucos vou me afastando, prestes a sair da pista de dança, sinto alguém me puxando pela cintura. Era ele. Seu toque era inesquecível, mesmo depois de um ano, eu jamais esqueceria.

- Oque...? Você... - digo tentando conter um sorriso idiota, pode ter sido um engano, né? Tento me soltar de seu abraço, mas ele me vira lentamente até ficarmos frente a frente.

- Você me olhou a noite inteira... Achou mesmo que eu não iria notar? - ele sussurra perto do meu ouvido, sinto meus pelos da nuca arrepiarem, pensei estar sendo discreta, mas claro que não estava.

- Por favor, me solte, isso é errado... - digo contra minha vontade, meu desejo de me embrenhar em seu corpo era quase irresistível, queria sair dali e ir até um quarto com ele, minhas pernas se encolhem um pouco e sinto minha cabeça girar.

- E mesmo assim você me quer... isso é tão humilhante, não acha? - ele enrola meu cabelo (solto) e coloca alguns fios atrás da orelha, seus dedos tocam levemente minha pele e sinto minha respiração pesar.

- Ah... Não faça isso comigo Lucky... - essa frase sai mais como um gemido do que uma imposição. Estamos tão próximos que posso sentir seu hálito quente batendo contra meu rosto. Todos a nossa volta estão dançando ainda, essa música parece tão longa agora.

- Você não costumava me chamar assim... eu era o seu "vampirinho", não se lembra? Minha pequena. - sinto meu corpo inteiro tremer ao ouvir aquele apelido novamente. Vampirinho é por causa dos piercings que ele possue na boca, dos dois lados.

- Vampirinho... - sussurro essa palavra que parece dançar em meus lábios, então ele se aproxima mais, tão perto que a boca dele toca na minha por milésimos de segundos, e eu me entrego, de corpo e alma novamente.

- Oh... tão humilhante tudo isso, não é minha pequena? Você quer tanto isso? - ele diz segurando meu queixo, me forçando a o encarar nos olhos, então finalmente posso o olhar com mais clareza. Seus olhos brilhavam luxúria, ele me encarava como um predador encara sua presa. E aquilo me enlouquecia.

- Quero... por favor... eu preciso tanto... - aquilo era uma súplica, eu choramingo implorando por migalhas de seu desejo, meu olhar ja entrega o quão submissa eu sou para ele, apenas ele.

Ele se aproxima e sela nossos lábios com um beijo feroz, com uma necessidade que eu senti falta durante todo esse tempo. Ele colou nossos corpos e pude sentir sua ereção por cima da calça, subo minhas mãos até sua nuca, arranhando aquele local levemente, o suficiente para ouvir um breve e baixo gemido vindo dele.
Suas mãos descem até minha bunda, posso sentir ele apertar e cravar suas unhas, me sinto um pedaço de carne sendo entregue para um leão faminto. Mas era disso que eu sentia falta.

A música para, a gente se encara e sabemos exatamente do que precisamos, sabemos exatamente para onde vamos.
Ele segura minha mão e me leva pela multidão, vamos até seu carro parado no estacionamento, ele não se aguenta e eu também não. Sou atirada para a parte de trás do carro, e a parte debaixo da minha roupa é quase rasgada de tão rápido que é retirada. Fecho os olhos e sinto os mesmos se encherem de lágrimas, aquilo era uma péssima ideia, meu namorado era incrível comigo, mas fazia tanto tempo que eu não me sentia desejada assim... (Não me leve a mal, meu namorado faz tudo que pode. Mas prefere ver pornô).
Ainda com os olhos fechados, sinto seu corpo cair em mim, seu membro roçava minha calcinha que naquele instante já estava encharcada. Seus dedos traçam uma reta, desde o meu queixo até a barra da minha calcinha, sinto a lágrima escorrer pelo meu rosto, e imploro internamente para que ele não tenha percebido isso, aquele momento estava sendo incrível demais para tudo acabar tão rápido.
Ele arranca minha calcinha com uma delicadeza repentina, abrindo minhas pernas e beijando a parte interna das minhas coxas, deixando uma trilha de beijos até chegar no meu clitóris, e ao invés de um beijo, sinto sua língua dançar em movimentos lentos e circulares.

- Lucky... eu... ah... - antes mesmo q eu consiga falar algo corretamente, sinto seus dedos escorregarem para dentro de mim, um gemido baixo é solto e eu luto para não fechar as pernas em volta do rosto dele. Sinto seus dedos se ritmarem com a sua língua, numa dança perfeita que me fez gemer várias vezes.

Meu ápice estava chegando, minhas pernas tremiam e tudo que eu podia sentir meu corpo inteiro se derreter em seus dedos. Então ele vem como uma onda forte, parece que não tinha um orgasmo faz anos. Minhas pernas param de tremer e meus peitos sobem e descem com a respiração pesada, abro olhos para tentar enxergar algo naquela escuridão que estava o carro e tudo que vejo é seu rosto acima do meu, me encarando.
Em um movimento rápido, sinto ele me invadir rapidamente, com um ritmo lento e forte, cada estocada parecia me espancar por dentro, ele atingiu tantas vezes o ponto G que outro orgasmo devastador estava por vir, quando meu corpo volta a tremer, ele derrepente para, sai de dentro de mim e fica de pé pra fora do carro.

- Venha cá pequena, vou fazer isso na sua boca. - ele diz e meu corpo simplesmente obedece a ordem, ficando de quarto dentro do carro e ele de pé na rua, meu coração acelerava de adrenalina caso alguém nos pegasse ali.

Eu coloco lentamente a boca próxima a seu membro, dando algumas lambidas em sua glande e me divertindo com aquilo. Eu achava ele tão perfeito, não só o Lucky, mas o pau dele também.
Depois de poucos segundos me divertindo com aquilo como se fosse um pirulito, abocanho rapidamente seu membro, enfiando o máximo que consigo na boca, pois ainda era grande e não ia tudo. Minha língua dançava dentro da minha boca, abraçando seu membro e fazendo movimentos que até eu desconhecia. Sinto suas mãos no meu cabelo e ele empurra rapidamente minha cabeça contra ele, e aquilo era o sinal perfeito que ele estava perto.
Sinto um líquido sair pela garganta e engulo como se fosse o néctar dos deuses, aquilo estava parecendo um sonho e eu não queria acordar numa mais.
Ele se afasta e coloca novamente a calça, e quando eu vou me vestir, sinto um tapa atingir meu rosto, não resisti aquilo e um gemido baixo escapa dos meus lábios, aquela dor era tão prazerosa, principalmente por vir DELE.

- Deite-se com as pernas abertas para mim, quero que se masturbe. - suas palavras ecoam em minha mente, sem questionar eu obedeço e me deito, desço minhas mãos até minha intimidade e começo a fazer movimentos lentos, que logo aceleram.

De repente tudo fica silencioso e eu posso ouvir passos chegando, olho pra ele e... Espera, cadê ele? Me visto rapidamente com vergonha e raiva, saindo do carro e batendo a porta com uma força desnecessária. Procuro ele pela festa inteira e quando estou prestes a sair da festa, meu celular apta, era uma mensagem de um número desconhecido:

-Gostei da noite
{Foto}

Era eu naquela foto. Esse arrombado tirou uma foto minha.

Imagines Where stories live. Discover now