- Já amanhece o dia e você bagunçando minha cozinha! - Grita Marina descendo as escadas.
- Você limpa uai. - Grito de volta, pegando meu ovo que caiu no chão.
Poisé essa vaca só sabe gritar, mais fazer oque mais sabe fazer bem que é limpar não faz!
Isso fez sentido?
Não?
Fodasse.
Ela caminha nervosamente até mim e joga o cesto de roupas sujas no meu pé.
- Aí sua vadia louca tá chapada?
Meu pezinho...
- Olha essa boca, se não quiser levar mais um murro!
- Blá blá blá... Vaca louca. - Falo baixinho, subindo as escadas com o celular debaixo do braço um copo de suco de laranja e um prato com pão com ovos.
Chego no meu quarto, que só meu pai inexistente na misericórdia.. porque caralho tá uma bagunça da desgraçada.
Deixo meu copo e meu prato na escrivaninha e vou para o banheiro (que é dentro do quarto) tirando minha blusa e ficando só de sutiã, fico lá frente do espelho me observando por uns minutos.
- Gostosa pra caralho porém toda fudida. - Falo comigo mesma, passando a mão no queixo com três pontos, porque aquela vadia me deu um murro, e no meu ombro cortado porque eu caí da escada.
Ligo o chuveiro e volto pro quarto, tirando minha calça de pijama.
- Sai seu pinto murcho. - Falo com o musquitu que estava em cima do meu pão.
Pego o telefone e olho as mensagens do Instagram na barra.
FREDDY: quer sair aman..
MAYA: você tá melh..
PAU MOLE: sua vaca p..
FERNAND: tá atrasada d..
MAIS....
- Paus nus cus.
Coloco uma música, tranco a porta do quarto e vou pro banheiro tirando o sutiã.
Entro no chuveiro e deixo a água escorrer pelo meu cabelo e corpo.
Respiro fundo tentando não chorar, meu peito enche de angústia e lembranças inundam meu pensamento como um tsunami.
Começo a lembrar do tempo em que eu brincava na chuva, do tempo em que eu era mesmo feliz, antes de meus pais morrerem e antes do meu ex namorado me trair, e usar minha fraqueza pra me atingir, lembrar de quando eu ainda amava, eu ainda prestava.
"Engole o choro" pensei
Não posso chorar por uma coisa que já foi.
"Quem vive de passado é museu"
Acho que posso me considerar um museu então.
Comercial da shopee começa a passar no meu pocket.
- O merda não pode nem sofrer em paz! - Falo e imediatamente começo a tossir desesperadamente porque a água entrou na minha boca e no meu nariz enquanto eu falava.
Saio do chuveiro pingando e com frio tento pular o anúncio mais meu dedo tá molhado.
- Porra!
Alguém começa a espancar a porta do meu quarto.
- Sua puta desempregada, daí logo desse banheiro que não é você que paga a água!
- Vai a merda! - Me viro pra enxugar minha mão na toalha e escorrego no tapete e caio batendo a cabeça no chão.
Além de eu ser uma puta desempregada, sou uma desastrada também!
...
Já são umas seis da tarde.
Estou em cima do telhado de casa fumando.. único jeito de me aliviar, com um saco de gelo na cabeça e a mão enrolada em um pano.
Vem um muleque super gente boa até a porta da minha casa e bate.
Dou um assovio e ele olha pra cima.
- Clark me empresta seu telefone? - Pergunta.
- Aquele joguinho de novo?
- É.
- Ixi... Não vai dar. - falei.
- Porque?
- Eu quebrei ele com a mão. - Mostro a mão pra ele. - E ele quase arregaça a minha.
Assim que falo ele ri.
- Mais por que?
- Um comercial da shopee. - Falei.
- Cê é doida...
- Mais alguma coisa? - Pergunto.
- Não, não só força.. falou pce. - Fala e acena.
- Falou então! - Aceno de volta.
Assim que ele some de vista, vejo a Marina com três malas e umas sacolas saindo do mercado e vindo em minha direção.
- Alá a veia endoidou de vez!
- Pra onde tu vai? Marina?
- NÓS VAMOS! pra frança!
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Dark Obsession
أدب الهواةClark Parker tem 19 anos, era uma garota feliz que não via maldade em ninguém, um dia ela conhece Ryan, um muleque que não liga com nada e ninguém simplesmente destrói o sentimentos da garota, daí em diante ela se fecha e começa com seus comportamen...
