| Emily |
A luz do dia lá fora já se faz notar ao atravessar as finas cortinas.
Esperguiço-me das minhas poucas horas de sono. As minhas pernas parecem mais dormentes que o costume e gemo de dor. A minha cabeça roda e quero enterra-la de novo na almofada e dormir mais algumas horas.
A verdade é que não dormi nada. A minha mente vagueou toda a noite pelo ser musculado e alto que vive em frente à minha varanda. Mais próximo da minha varanda do que o correto.
Não consigo pensar noutra coisa desde que o observei por entre as cortinas enquanto este me mostrava, mesmo sem saber, parte de si. Nunca lhe vi a cara, nunca o vi em nenhum lado, mas de algum modo o rapaz que as cortinas escondem teve um efeito em mim indesejado.
A minha loucura ontem atacou-me, fazendo-me querer saber mais sobre o novo habitante.
Sei que tem uma estatura alta, um pouco de musculos, cabelo comprido (quase pelos ombros) com alguns caracóis, o resto será uma incógnita para mim durante um tempo considerável.
Levanto-me da cama, parando os meus pensamentos. Remexo no meu guarda-roupa à procura de algo para vestir. Separo umas calças e uma camisola fresca, devido ao calor que já se faz sentir. Los Angeles é mais quente que Londres e agradeço por ter esse contraste na minha vida.
Visto-me e consigo ver uma pequena sombra do outro lado fazer o mesmo. Ele está ali de novo e eu, por incrível que pareça, tenho vontade de saltar a sua varanda e o conhecer. Ele é como um ponto de interrogação colocado de costas para mim, até agora, sem nome.
Talvez seja apenas a ilusão de ter vizinhos novos, eu irei me esquecer da sua existência daqui a uns tempos.
Daqui a uns tempos irei passar por ele e esquecer-me que vive a meu lado.
Desço as escadas e pego numa maçã assim que entro na cozinha. Saio de casa a correr para poder chegar a horas, mesmo parecendo impossível, à apresentação da minha nova turma.
Corro pela longa rua apenas com o meu livro, que adoro ler nas horas vagas e com a minha pequena carteira sobre o meu ombro.
Algo faz virar a minha atenção para trás de mim, assim que a sombra de um rapaz com o cabelo semelhante ao do meu novo visinho passa por mim de cabeça baixa.
Tento sair do mesmo sítio, mas algo me diz para não ir ter com ele. Algo faz-me acreditar que é perigoso, e que se me aproximar posso core e alguns riscos. Ouço esse algo e, olhando para a frente, retomo a minha correria em direção à escola.
Chego ao portão e este está aberto, entro e passo por diversas pessoas. Algumas delas viram a cara, outras por sua vez, acenam alegres. Todos parecem felizes ainda que sinta o aborrecimento no ar.
Entro na sala e sento-me numa cadeira sozinha a ler o meu livro. Consigo ouvir a diversidade de conversas e uma cadeira é arrastada no lado oposto ao meu. Retiro a minha atenção do livro e viro a minha cabeça por curiosidade.
E ali estava ele, eu tinha a certeza que era ele, pela sua postura, pelos seus braços musculados, pelo seu cabelo que o distinguia de todos os outros. Eu podia sabê-lo pela sua altura. Ele estava ali sentado na mesa ao lado da minha e a sua postura dura fez-me analisá-lo.
Ele estava vestido todo de preto, transportava umas botas pretas e uma camizola com um nome de uma banda de rock que eu não conhecia. As suas calças justas pretas assustavam-me e a sua carranca fez-me desviar o olhar.
Ele parecia tão frio. Poderia jurar que se lhe dirigisse a palavra ele iria ser rude. Talvez ele não o fosse, talvez apenas seja uma capa para não mostrar aquilo que não quer que os outros vejam. As suas fraquezas. Todos as temos. Uns mais que outros e posso ter certezas que todas as minhas, foram destruídas quando tinha treze anos.
Observo um pouco o seu rosto e este transporta uns lábios carnudos avermelhados. Os seus olhos estão cobertos de um verde escuro, mas poderia jurar que essa não era a sua cor original. O seu cabelo que caí sobre a sua testa e ele volta a coloca-lo para trás, como se nada tivesse acontecido. Ele era o ser mais fascinante que alguma vez tinha visto.
Ele era bonito. Indiscutivelmente bonito. Conseguia ver a beleza por fora e o quão mau parecia ser por dentro, através da expressão dura que mantinha. Observo a sua mão enquanto este escreve algo sobre o teclado do seu telemóvel. Uma cruz preta está gravada sobre forma de tatuagem nessa mesma e suspiro.
Todos nós temos as nossas muralhas e barreiras para que nos possamos defender dos inimigos. Talvez a sua maneira seja exatamente esta, ser rude, duro, mostrar algo por fora que não é por dentro. Mostrar todo este preto, todo este ar frio que o envolve. Volto o meu olhar até ao capítulo em que estava do meu livro e reparo que me perdi por completo.
Em apenas 5 minutos ele conseguiu entrar na minha mente e por-me a pensar, poderei eu provocar isso nele?
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OLA OLA
POR FAVOR ESPERO NAO VOS ESTAR A DECEPTIONARL ELA ESTA A TER ESTES PENSAMEMTOS COMO QUALQUER UM DE JOS TEM QUANDO CONHECE ALGUEM, E EU QUERO ESTA FIC O MAIS RELAISTA POSSIVEL.
A VERDADE E QUE EU TBM SOU, ASSIM EU QUANDO CONHECO ALGUEM EU PENSO MUITO EM CADA PESSOA E NAQUILO AUE ME DISSE OU FEZ
BEM ESPERO QUE ESTEJAM A GOSTAR
BOA LEITURA E CONTINUEM A SEGUIR A HISTÓRIA
BJS
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DECEPTION ( EM LIVRO FISICO )
FanfictionEM LIVRO FISICO! DISPONIVEL NO SITE DA CHIADO EDITORA! Duas vidas. Duas almas quebradas. Dois seres humanos. Cada um tem os seus problemas. Eles julgam ser o contrário um do outro, quando na realidade são metade de um só. Emily and Harry Será...
