capítulo único ☆

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Essa fic é cheirosinha viu, boa leitura. ^^

Bufei indignado. Faz quase um ano que eu dou mole para o Kim Taehyung, meu colega de trabalho e que ele "anotem" me dá mole também e até hoje não demos um beijinho, um sequer selinho. Como que pode o caro corresponder meus milésimos flertes e não me deixar avançar para o próximo passo? E olha que eu sou uma beleza, me garanto e muito, só dou moral para ele ainda porque ele fisgou meu coração e não devolveu, e agora eu sofro de amor por alguém que não faço ideia do que quer de mim.

Apesar das lamúrias, tiro minha atenção do vulgo kim e volto para o computador a minha frente, pois estou em horário de serviço e não posso me dar o luxo de ser demitido não. Dou uma checada rápida em todo mundo e quando olho para o lado vejo o olhar pidão do Park Jimin, meu parceiro de trabalho, de casa, farra e também de vida, enfim o meu melhor amigo, e já sei que se alguém for se ferrar no final, essa pessoa vai ser eu.

— Mimin? Faz um favorzinho para a sua pessoa preferida, faz? - Ele pergunta como quem não quer nada e eu ergo as sobrancelhas, para saber o que ele quer. — Não é nada muito difícil, é só você levar esses documentos até a bancada do Taehyung, eu não consigo chegar perto dele sem ter um treco, não quero nem saber a vergonha que eu vou passar se eu for lá.

— E por que é que eu tenho que levar? Tá doido é? Bem capaz dele me jogar no chão e me humilhar em 10 línguas diferentes só por estar perto dele.- Dei uma espiada no dito cujo e retornei para o Park. — Aliás, não sou obrigado a nada, vai você.

— Nossa Yoonie, comprei uma sacola cheia de tangerina para você e é assim que eu sou tratado, também não vou mais te dar.

— Jogou baixo seu anão rabudo do inferno, passa esse caralho de documentos para cá.

Com os papéis em mãos fui em direção ao amor da minha vida, cujo ainda não sabe ser o amor da minha vida, fingindo desinteresse, pois não quero ninguém pensando que eu surto e me rebaixo por macho, coisa que faço e muito, mas ninguém precisa saber disso. Aliás, ninguém desse local sabe sobre eu e o possível desenrolar com o Kim, o que torna tudo mais complicado entre nós.

Quando chego a sua mesa, fico esperando ele me cumprimentar ou algo do tipo, mas o infeliz nem se abalou e fingiu que eu, nem estava perto de si, então o cutuquei e o fiz se virar para mim.

— Quer algo Min? — O Kim pergunta.

— Só entregar uns documentos, sem estresse lindo.

— Se for só isso, já pode ir.

— Credo ignorante, 'tô indo já.

Antes de retornar sinto o Kim pegando em meu pulso disfarçadamente fazendo sinal com a cabeça para o encontrar no estacionamento. Estranhei, mas fui alguns minutos depois de si. Assim que eu me aproximei, ele agarrou meu braço e falou:

— Você por acaso perdeu o juízo? Eu já disse que não quero que fique se aproximando de mim no trabalho.

— Mas era questão de trabalho, me pediram para te entregar os documentos, por que o piti?

— E você pensa que eu não sei que em qualquer oportunidade tu vens até mim não? Conta outra, parece que não tem senso, faz o que dá na telha e foda-se os outros né?

-— De onde é que tu tiraste isso cara? E me solta, já 'tá me machucando. — O fiz soltar meu braço e me afastei minimamente. — Quem está parecendo o sem juízo aqui é você, dando piti no trabalho sem motivo algum. Eu realmente não 'tô entendendo.

— Claro que você ia me transformar o errado aqui né? É o que você sempre faz.

— Taehyung eu nem fiz nada porra, você enlouqueceu ou o quê?

Equal Love Where stories live. Discover now