Helena Kamil Mãolee
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Sinto todos os pelos do meu corpo arrepiados quando ecoa por todo o local fechado, o mar de vozes cantando a parte final de "invicto". Meus olhos ardem e minha boca se movimenta já de forma automática conforme a letra.
— "Vivo de depressa, em outro nível. Só o impossível me interessa — Canto com um sorriso no rosto enquanto vejo o Felipe em cima do palco, abrindo os braços enquanto sente no fundo da alma a plateia cantando em coro essa música, que é tão importante pra sua trajetória. — sigo invictooo, meu amoor... invictooo!"
Levanto a câmera em sua direção quando vejo uma lágrima escorrendo em sua bochecha e capturo essa cena tão emocionante. Os cliques não param até ele abrir os olhos novamente e agradecer a todos pelo carinho, logo se despedindo da plateia.
Dou uma olhada nas fotos e troco um papo com a galera na grade antes de me juntar a equipe no camarim.
— Obrigada Sérgio. — Agradeço o segurança que abre a porta para mim, me possibilitando adentrar no camarim e vê-lo composto por meus amigos e parceiros de trabalho.
— Que show foda Felipe. — Digo enquanto vou até a mesa comer.
Ele estava sentado no sofá fumando, com uma toalha no pescoço e sem camisa.
— Muito né. A energia da galera hoje tava incrível. — Ele diz quando me vê. — Nem a Ágatha se aguentou, tava chorando abessa, tu viu?
Rio com ele enquanto faço meu copo. Jack Honey com gelo de coco e energético, o simples que funciona.
— Quem é agora depois de mim? — Ele pergunta e eu dou de ombros sinalizando que eu não sei.
— É o Matuê pô. — Alee fala vindo até a mesa de comida também. Ele me dá um beijo na bochecha em forma de comprimento e pega uma fatia de abacaxi, o levando até a boca. — Quer ir assistir?
Ele olha pro Ret.
— Bora po, daqui a pouco. — Ele responde e me olha. — Bora também?
— Jae — Acendo o baseado que eu acabei de pegar na mesa em frente ao Felipe e me sento na poltrona que tinha em frente o sofá.
Minha história com o Felipe é bem antiga, a gente trabalha juntos desde que ele começou, desde a época da TudoBom. Eu era tatuadora dele e fotografava pra ele também. Na época era muito escasso os interesses de empresários na carreira dele, então era eu e ele pra tudo, a gente se virava com o que dava. Com o tempo eu fui aprendendo a produzir, já que o Felipe tava sendo mais visto nas batalhas, e a sua vontade de gravar cresceu. Então a gente começou ali, sem saber nada do mundo da música, só com um microfone e um notebook. Foi aí que começou tudo, onde o Felipe virou Filipe Ret e eu virei Mãolee.
Fui eu a responsável por criar muito dos beats que fizeram sua carreira, como "neurótico de guerra", "réus", "libertários não morrem" e muitos outros.
Hoje nós somos sócios na NadaMal, mas já fizemos parte da TudoBom juntos e saímos dela juntos também. O Felipe já não concordava mais com as ideias do nosso antigo sócio, e quando ele decidiu que não fazia mais sentido, se desvinculou e me trouxe junto. A TudoBom foi o nosso começo de tudo, ela que nos deu o que somos hoje mas mesmo que a ideia e criação dela fosse totalmente nossa, a parte monetária vinha toda do antigo sócio. Eu e Felipe não tínhamos nada quando começamos na música, então ele se achava mais dono do que a gente, já que foi ele que investiu dinheiro na gravadora, mas ele esqueceu que quem mantinha ela de pé era o sucesso do Felipe.
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TrapStar | Matuê
FanfictionEssa obra conta a história de como o caminho de Matheus cruzou-se com o de Helena, uma jovem livre, feroz e ousada que achou paz e tranquilidade no olhar calmo de Matheus, olhar esse que se contrastava com a turbulência da sua vida de celebridade. H...
