" Ele viveria e teria o prazer e a satisfação de arruinar cada plano de Alicent e Otto Hightower. Ele presentearia sua mãe com a cabeça de todos os seus inimigos e a veria ascender ao trono.
Ele sorriu para si mesmo ao sentir que finalmente aquele t...
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Por todos esses anos de condenação, enquanto chafurdava em seu próprio inferno pessoal, condenado a ver a morte e a destruição de sua própria família, enquanto sentava e assistia completamente atolado em sua própria impotência e tola esperança de um final diferente.
Por que ?
Por que os Deuses ainda estavam o mantendo aqui ? Preso ao mundo dos vivos condenado a ver sua família perecer, um a um. Era um castigo divino ?
Depois de sua morte trágica e fatídica uma das primeiras coisas que ele fez foi ir até sua mãe.
Lucerys se lembra da infrutífera tentativa de tentar a segurar em seus braços ao ve - la desmaiando após o choque de receber a horrível notícia de sua morte. Ele assistiu de perto toda a sua dor, seu luto, a raiva e ódio ardente que prometia vingança e retaliação por seu filho perdido. Ele não pode deixar de pensar que queria ser vingado pelo o que aconteceu.
Olho por olho. Filho por filho.
Ele tinha morrido com honra e coragem, ele lutou como um Targaryen e morreu no mar como um Velaryon. Bom, ele se sentia melhor com esse pensamento.
Mas no fim não valia a pena se ele morreu com honra e coragem ou se sua morte foi vingada.
Enquanto deslizava pela encosta de um penhasco rochoso, admirando a beleza do mar e todo seu esplendor, Luke não pode deixar de pensar a essa etapa do campeonato. Tudo tinha acabado e muitos morreram, os dragões estavam desaparecendo eventualmente junto com a magia da antiga Valyria, e tudo por causa de ambições tolas e egoístas, no processo engasgando - os em suas próprias e insaciáveis sede pelo poder, fazendo pilhas de corpos e várias poças de sangue sobre seus pés.
A ambição movia o mundo, mas também o destruía, ela tinha um forte poder de destruição, ele sabia disso pois foi obrigado a ver de perto.
Ele se perguntou se era apenas sua alma que estava aprisionada, até então ele não tinha trombado com nenhum fantasma por todos esses anos de peregrinação pela terra. Depois que a guerra acabou ele teve a pequena fagulha de esperança que talvez ele pudesse finalmente ir, mas aparentemente as coisas não tomariam o rumo esperado.
Lucerys tinha passado por vários estágios no tempo em que ficou condenado em seu próprio purgatório pessoal, ele tinha passado por um mar de emoções turbulentas. Mas os sentimentos que se solidificaram com o tempo foram opressores, sua raiva, ódio, tristeza e impotência deram lugar ao frio amargo em sua alma, ele podia jurar que sentia o gosto disso em sua língua. Luke aceitou que não tinha o que ele pudesse fazer sobre as coisas por mais que tentasse. A aceitação foi a última etapa desse processo, mas isso não apagava a sua tenra vontade de mudar as coisas se tivesse ao menos uma chance.
Ele aprendeu durante esse tempo que não poderia fazer nada para impedir, ele só poderia sentar e assistir aos eventos e se perguntar quando isso acabaria. Quando os Deuses sentiriam pena da criatura miserável e lhe dariam um pouco de paz para deixar a terra e poder descansar sua alma atormentada. Mas ele sentia no fundo de seu âmago que aquele não era o fim, ele acreditava que estava preso naquele limbo por algum motivo, ele ainda tinha atividades pendentes no mundo dos vivos, por isso ainda não pode descansar, de qualquer forma era esse pensamento que ele se agarrava. Por mais que muitas das vezes ele gritasse para os céus para que os Deuses o deixassem partir, ele sabia que ainda não podia, ele lutava com seus sentimentos e amaldiçoava sua teimosia mesmo sabendo que estava de mãos atadas e completamente impotente, pois ainda sim prevalecia um pouco de esperança tola em sua alma atormentada.