Park Jimin ainda lembrava da infância ter se tornado difícil aos 8 anos de idade, foi quando viu seu pai se desdobrar em mil para que nada lhe faltasse, e ainda assim, o garotinho não podia ter tudo o que desejava.
Jimin também lembrava da época da escola e dos seus amiguinhos, mas, tinha um em especial aquele mesmo não lembrando do seu rosto perfeitamente sua lembrança não o traia no cheiro daquele garotinho, ele era especial com um sorriso lindo mesmo nos lábios finos essa era uma vaga lembrança o sorriso, voltamos ao cheiro único para ele era cítrico casca de carvalho e laranja. Ele também lembrava que aquele menino sempre levava as coisas das quais Jimin queria comer e o protegia dos demais.
E mesmo tendo a lembrança a que mais marcava era a daquela tarde, para aquele garotinho de 8 anos aquela tarde o marcou para sempre ele queria pela primeira vez ser aquele que presenteava, aquele que levava algo do qual seu amigo gostasse, por algum motivo ele também queria agradar e não ser agradado.
- Papai, por favor, só desta vez. - Pediu com a voz chorosa. - É o sabor preferido dele, é morango eu também gosto desse ele gosta mais, mas eu gosto porque ele gosta. - Explicou para o pai seus olhinhos brilhavam na esperança de poder levar.
- Meu amor. - Ele respirou fundo olhando o filho. - O papai queria muito levar este também. - Começou pesaroso. - Mas se levarmos esse, não poderemos levar seu bolinho preferido. - Explicou com a voz sofrida esse é o momento em que uma criança de 8 anos não entende que precisa escolher entre um simples suco ou um bolinho em vez de levar os 2.
- Papai eu posso levar os 2 se eu levar um de cada. - Os olhinhos acinzentados do garoto brilhavam de algo que não era decifrável.
- Filho. - Agora o mais velho ficou na altura do menino para poder olha-lo nos olhos. - Me perdoa o papai promete que semana que vem nós levamos tudo o que você quiser. - Prometeu.
E sim aquela foi a primeira vez que Jimin se viu fazendo birra por alguma coisa em toda sua vida, ele não era mimado e nem podia ser, ele entendia que sua vida era diferente das dos amiguinhos da escola todos ali não precisavam economizar um bolinho para comer no outro dia, ele via que de todos ali ele era o único que não era tão afortunado com seus papais e mamães, e o que ele tinha certeza não era qualquer ómega. Só que ele tinha seu pai ao seu lado outro ómega que o protegia e lhe dava tudo o que precisava na medida que podia.
Então ele lembrava da lágrima única escorrendo por sua bochecha e ele deixar a caixinha de suco no lugar pegar a mão de seu pai e começar a andar, ele secou o olho e limpou o nariz na manga do seu moleton puído e não falar mais nada enquanto faziam uma compra simples.
E naquela mesma tarde foram surpreendidos por um mulher muito linda com um cheiro agradável que o fez sorrir e ver seu pai vermelho, os olhos do mais velho brilhou de algo e logo depois foi a vez dele derramar uma lágrima silenciosa, vendo a mulher fazer o mesmo e ainda assim sorrir dizendo algo que ele não entendeu.
- Oi lindo menino. - Ela estava a altura de Jimin e o mesmo tentou se esconder atrás das pernas de seu pai. - Aqui tem coisas para você e seu amiguinho. - Ela sorriu e Jimin a olhou surpreso. - Eu ouvi sua conversa sem querer e credito que seu amiguinho que gosta de morango vai ficar muito feliz. - Falou sorrindo gentilmente.
- Senhora, muito obrigada. - Ele disse tímido, ele esticou o pescoço um pouco e farejou fechando seus olhos em seguida. - A senhora é alfa. - Ele exclamou surpreso.
- Não há de que. sou sim. - Sorriu olhando o menino ainda nas pernas de seu pai. - Me chamo Yunna. E você como se chama? - Perguntou observando o pequeno.
- Jimin. - Respondeu baixinho fazendo uma curta reverencia. - Papai ela é uma alfa bonita. - Puxou a calça do mais velho que corou violentamente.
-Filho. - Tentou repreender, mas a mulher sorriu de forma gentil.
- Obrigada Jimin. - Ela agradeceu sorrindo sem tirar os olhos de seu pai. - Você esta procurando uma namorada para seu pai? - Perguntou esperando uma resposta positiva e a mesma veio de forma acanhada em um menear de cabeça e o menino estava corado. - Seria um prazer conhecer melhor você e seu pai. - Falou calma.
Jimin sorriu desta vez abertamente e começou a mexer nas sacolas que estavam no carrinho que foi entregue a eles e seus olhos brilharam tinha de tudo ali tudo que ele não comia a três anos por que lhe foi tirado a pensão que ganhava de sua falecida mãe, a única coisa que não tiraram dele foi sua escola e seu pai, eles dividiam uma casa pequena, mas feliz que a fazia enorme.
- Papai aceita conhecer a senhora Yunna. - Pediu sem nem ao menos olhar para o pai, nesse momento ele estava mordendo um pedaço de bolo de chocolate. - Huum é tão gostoso. -
- Jimin. - Seu pai chamou sua atenção. - Filho você não pode mexer nas compras dos outros. - Então o menino corou e seus olhinhos lacrimejaram.
- Eu achei que era nossa esse. - Ele apontou para o carinho tentando guardar o bolinho. - Desculpe senhora Yunna, me desculpa, desculpa o papai nós vamos dar um jeito de pagar eu tenho umas moedinhas em casa, mas se a senhora esperar eu junto mais um pouquinho para te pagar. - Enquanto ele falava seus lábios tremiam de medo.
- Jimin pode comer esse é de vocês. - Ela sorriu e o acalmou exalando um pouco de seu cheiro.
- Obrigada. - Agradeceu. - Mas não Yunna não podemos aceitar, eu não quero arrumar confusão com seu marido. - Foi a vez do pai de Jimin responder.
- Ele não é meu marido. Não mais. - Respondeu parecendo ofendida. - E eu comprei isso para ele então aceite por ele. - Pediu calma e outra vez seu cheiro se fez presente e Jimin parecia hipnotizado. - Isso é pouco perto de tudo, escuta JyHyun eu ainda... Vamos conversar em outro lugar. - Pediu e o ómega mais velho não iria negar aquilo.
Jimin lembrava muito bem de toda aquela tarde de ter saído do mercado e ir a uma lanchonete e comer um delicioso hamburguer e de brincar mesmo sozinho ele teve tudo de volta ainda que por algumas horas, tudo o que foi tirado dele quando tinha 5 anos de idade. Ele lembrava de seu tio ser duro com ele e seu pai, ele lembra que seu tio disse que ele jamais era para ter nascido e que ele foi o maior erro de sua irmã e por isso hoje já não estavam mais com eles. Tão pequeno e carregava uma culpa que não era sua.
O pequeno ómega ficou feliz mesmo sabendo que tudo aquilo acabaria assim que saísse do lugar, ele aproveitou e bebeu muito refrigerante tanto que sua barriga doía e aquela lembrança ele carregaria para sempre porque Yunna naquela tarde se tornou alguém realmente importante em sua vida, e ainda mais importante para seu pai.
Avisos:
Oi pessoal tudo bem com vcs?
Então depois de muito tempo e buscando coragem eu vim postar uma fic.
Espero que gostem.
Recados: Não tenho data certa para postagem
Não sei ainda se será uma história longa ou curta.
Não aceito adaptações.
Votem é importante para minha pessoa, o feedback de vcs tbm é importante.
Bjs lindos.
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Incondicionalmente
FanfictionEle ainda lembrava do cheiro único e aquele sorriso cativante nos lábios finos, lembrava dos olhos e de como o mais velho sempre ia em sua defesa, mas agora tudo mudou, 13 anos pode mudar muitas coisa. Ele viu todas as feridas, ouviu todas as palavr...
