Apenas a música alta e os ruídos das diversas vozes distorcidas adentram meus ouvidos. Uma das minhas mãos, cujo estavam polindo uma taça de vidro da mais alta qualidade, segue até meu ouvido direito e ativa a pequena escuta.
Isabella: Vai demorar muito? - Falo baixo voltando a polir a taça.
Geovana: Um pouco... - A voz da garota invade meu ouvido através da escuta e com a resposta da mesma que estava na van no estacionamento acabo bufando - Sabia que leva tempo para invadir um sistema de segurança? Ainda mais esse de alta qualidade. - ela ri - Brinca com esses chineses.
Isabella: Se não dá conta do serviço pega e sai - olho pra trás por cima do meu ombro e avisto o palco com as dançarinas em cima logo volto a olhar as taças - mas você sabe o preço...
Geovana: Cara, vocês sempre me deixam de fora, literalmente. Não deixaram eu entrar nem dessa vez, poxa, aí tá cheio de asiáticos gostosos. E além do mais, se eu saísse por vocês só me usarem como hacker vocês não iam sobreviver sem mim. - Largo a taça e suspiro.
Isabella: Você tem razão, e não é porque você é minha amiga de infância mas você é a melhor hacker do mundo e pra estar comigo tem que ser apenas os melhores. - Ajeito minha camiseta branca de manga longa, uniforme da casa de show por sinal, dou meu último suspiro em seguida sorrio forçadamente logo me virando para o balcão onde um homem aparentemente americano de mais ou menos um metro e oitenta, cabelos pretos, barba cerrada e em média 30 anos de idade já se aproximava do mesmo.
- Uma dose de Whisky, por favor. - ele pede em inglês e assinto já indo preparar o pedido. Atendi mais umas 15 pessoas, dentre elas homens e mulheres de diversas idades, cores, culturas. Meus olhos, a cada segundo, rodam canto a canto daquela área, foda-se a atuação nesse momento, preciso reparar nos mínimos detalhes, foda-se meus olhos cerrados.
- Que olhar intrigante, um tanto atraente. - nem percebi quando esse velho chegou perto, droga.
Isabella: Pois não, Senhor? - sorrio tentando disfarçar.
- Que sorriso perfeito. Então você trabalha aqui? O cachê é alto? O que acha de fazer alguns favorzinhos para mim?
Isabella: Desculpa, não estou te entendendo, senhor - sabia perfeitamente o que esse velho queria dizer, mas nessa vida eu faço de tudo menos me vender ainda mais pra um velho escroto desse. - Gostaria de pedir uma bebida?
- Que tal tirar essa máscara? - minha sorte era essa máscara que cobria todo meu rosto (estilo a máscara do Bj Alex porém toda preta) cujo todos os funcionários tinham que usar. Ele se aproxima até quase se debruçar sob o balcão que nos separa e dedilha minha máscara, rapidamente meu sorrio se fechou junto com meu punho por de trás do balcão.
Isabella: Se eu fosse você não ia querer saber como eu sou sem minha máscara - pego na sua mão que se encontrava em minha máscara e a aperto a levando o mais longe possível do meu rosto - Posso fazer coisas que você não suportaria. Agora vá encher a paciência de alguém da sua idade e não se esqueça - começo a sussurrar - eu estou de olho. - entrego uma bebida qualquer pra ele e pisco pra não parecer suspeita.
Em menos de cinco minutos pego uma bandeja com bebidas e saio para servi-las. Há muitas pessoas conversando, se esfregando no meio da pista. Levo um pequeno susto ao ouvir a voz da Geovana na escuta.
Geovana: E se eu desligasse as luzes na hora da saída? - provavelmente ela estava falando sozinha como sempre. O que me espanta é o fato dela ter ficado quieta até agora.
Isabella: Não. - respondo severamente enquanto me esquivo tentando prosseguir entre pessoas dançando e pulando.
Geovana: Ah, você está aí? Não devia estar servindo? - percebo deboche na voz da mesma.
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As Mafiosas De Vestido Vermelho
General FictionApenas buscamos ser felizes enquanto punimos os injustos. Falem o que quiserem, não irão nos pegar. E ai vamos nós, as mafiosas de vestido vermelho pra causar o caos. "Peguem nos se for capaz!..."
