Aviso: Se você é sensível a assuntos como suicídio, eu aconselho você não ler este livro.
Eu nunca tive uma família presente. Minha mãe era empresária e nunca parava em casa, e meu pai tinha me abandonado quando eu ainda nem tinha dado meu primeiro passo.
Então eu passava meus tempos livres (que honestamente, eram muitos) na casa da Luna, minha vizinha.
Luna Costello era minha melhor amiga e por muitos anos passamos a maior parte do nosso tempo juntas.
Sua mãe era muito legal, bem diferente da minha. Ela sempre era gentil comigo, e quando Luna precisava, estava lá por ela. Seu pai era mais fechado e eu quase nem o via, porém ele sempre tratou sua filha bem, pelo o que eu observava.
Só existia uma coisa que me perturbava quando eu ia brincar com minha querida amiga.
- Oi? Luna? Você 'tá aqui? Eu trouxe a bola que a mamãe comprou...! - Estava pronta para mais um dia de brincadeiras com minha amiga, mas não a achei na casa dela.
Eu avistei uma menina loura sardenta, com fones vermelhos nos ouvidos, completamente imersa na música. Alguns minutos depois, ela percebeu minha presença tímida, retirou os fones gentilmente e sorriu para mim.
[...]
O celular tocou, me assustando. Logo o atendi quando vi o nome de contato, "Tia Diane". A mãe de Luna.
- Carole, você tem notícias da Luna? Nós não vemos ela desde sexta-feira... - A voz da mãe de Luna parecia trêmula, como se ela quisesse ter chorado mil rios, porém engarrafou tudo em uma só tigela.
- Não, me desculpe, Tia Diane... Eu não a vejo desde quinta. - Ela assentiu e me pediu para avisar se ela falasse comigo ou aparecesse em algum lugar.
Desliguei o telefone e suspirei. Às vezes, a travessa Luna sumia para dar suas aventuras solitárias que dizia ela "eram necessárias para sua sanidade". Porém já fazia uma semana que ninguém sabia dela.
Eu estava mordendo as unhas. Luna ultimamente não parecia bem. Eu via ela engolindo remédios e saindo para suas consultas médicas no meio das aulas.
Cada dia, eu via o vigor do rosto da minha amiga se esgotando.
Mas sempre ela voltava. Eu sabia que ela iria voltar. Ela não iria fazer nada.
Era o que eu pensava.
- Luna. - A cortante voz da minha mãe entrou no meu quarto, interrompendo o silêncio. Ela estava rígida como sempre, porém seu rosto estava conflituoso, quase melancólico.
- Mãe? - Eu estava fazendo meu dever de casa, como fazia todas as tardes. Larguei a caneta e prestei atenção nela.
- Querida. - Ela se aproximou e tocou meu cabelo azul recém pintado e eu me assustei com aquele gesto. Ela geralmente não era tão amorosa comigo.
- Mãe, o que houve? - Eu já estava me assustando.
- Eu não sei como dizer isto a você, eu preciso que você fique calma, tudo bem? - Eu assenti e ela respirou fundo. - A Luna, sua amiga... infelizmente faleceu.
E assim, com aquela frase, meu mundo caiu, e eu entendi o sentido da palavra "desespero."
Olá pessoal! Aqui é a escritora. Obrigada por darem uma chance ao meu livro. A qualquer pessoa que esteja sofrendo e pense em acabar com a própria vida, por favor, não o faça. Nunca é a solução e criará mais dor. Ligue para o CVV, procure ajuda. Você nunca está sozinho(a).
- Gio
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Enquanto As Estrelas Não Caem
Teen FictionCarolina é uma adolescente solitária. Sua única e melhor amiga, Luna, comete suicídio por motivos que ela ainda desconhece e seu mundo começa a desmoronar. Enquanto ela tenta lidar com o luto e com os sentimentos estranhos que ele traz, ela se perm...
