A princesa Annabeth andava pelos corredores do castelo furiosa, ela sentia que podia socar a cara de alguém, mesmo que isso fosse considerado um comportamento inadmissível para uma dama.
Não que ela realmente se importasse muito com o que era considerado a atitude de uma dama ou não, no momento tudo o que a loira queria era gritar.
Ela simplesmente não podia acreditar que tinha um casamento marcado com um príncipe estúpido que ela nunca tinha visto na vida.
Seu pai havia praticamente a vendido em troca de uma aliança com o reino vizinho, e o pior de tudo é que a loira nem mesmo podia fazer nada, o acordo já havia sido firmado, e se não fosse cumprido o monarca de Olympia não ficaria nada feliz e poderia até mesmo declarar guerra contra Atenas.
Annabeth odiava que todos ao seu redor a considerassem tola demais para governar somente porque ela era uma garota, ela odiava que a pessoa que governaria Atenas seria o tal príncipe Jason e não ela.
Era simplesmente ridículo que as pessoas pensassem que um estrangeiro que nunca havia colocado os pés em seu reino seria um monarca melhor do que ela, que havia nascido e crescido em Atenas.
Annabeth seria perfeitamente capaz de governar o reino, ela conhecia a economia, conhecia as rotas comerciais, sabia quem eram os aliados em que Atenas podia confiar e quais inimigos deveriam ser mantidos sob vigilância.
Ela conhecia seu reino, havia estudado durante toda a sua infância e adolescência a história, a geografia e a economia dele, mesmo que seu pai considerasse aquilo como “assunto de homem”, todos os seus anos de estudo e preparação para assumir a coroa e fazer o melhor para seu reino jogados fora, simplesmente porque ela não tinha a porcaria de um pênis.
Se sua mãe ainda estivesse viva às coisas seriam diferentes, Atena nunca abaixava a cabeça para homem algum, se ela queria algo, ela teria aquilo, e nem mesmo o rei Frederick poderia impedi-lá, foi sua mãe quem a ensinou a ser quem ela era e a incentivou a estudar.
“A inteligência é a melhor arma que alguém pode ter Annabeth, melhor que qualquer espada ou lança, porque ninguém pode tirá-la de você, ninguém” era isso que sua mãe sempre dizia.
Atena havia a criado para governar, para ser uma rainha tão boa quanto ela própria fora, mas então ela adoeceu, e nenhum médico do reino pode curá-la, e agora Annabeth vivia a quatro anos nesse pesadelo, sentindo falta da mãe e sendo considerada fraca demais pelo pai para governar.
Frustrada com sua situação, a princesa se jogou em sua enorme cama e bufou irritada, ela precisava se acalmar, e o melhor jeito de se acalmar era ir visitar a cidade.
Annabeth sorriu com a perspectiva de ir até o vilarejo disfarçada e ficar sabendo das fofocas que rolavam soltas na taverna.
Se erguendo da cama a loira caminhou até sua penteadeira e se ajoelhou no chão em frente a ela, de maneira rápida ela levantou uma das tábuas de madeira que formavam o piso, revelando um pequeno compartimento, dentro dele havia uma roupa simples, um vestido branco levemente amarelado, um espartilho de couro marrom, uma capa azul escura e um par de botas gastas.
Annabeth pegou seu disfarce e colocou a tábua no lugar, em seguida retirou o vestido cheio de enfeites e os sapatos delicados e brilhantes, os substituindo pela roupa simples que usava toda a vez que ia ao vilarejo.
Retirou às flores que decoravam seus cabelos loiros e desfez o penteado elaborado, deixando os fios loiros e compridos soltos, amarrou a capa sobre os ombros e cobriu a cabeça com o capuz saindo por uma passagem escondida atrás de seu guarda roupa.
Enquanto Annabeth caminhava pelo corredor estreito dá passagem ela se lembrou do dia que encontrou aquele lugar, ela tinha 12 anos na época e estava brincando de esconde-esconde com algumas crianças filhas de outros nobres, ela foi tentar se esconder atrás de uma cômoda que ficava ali antes, foi quando ela se apoiou contra a parede e acabou abrindo a passagem sem querer.
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Destinos Entrelaçados
FanfictionDurante a idade média, no tempo em que as mulheres eram ainda mais subestimadas do que são hoje, o destino de 7 garotas acaba se cruzando. Todos parecem ter tantas coisas a dizer sobre elas, mas nenhum deles consegue reconhecer sua força. Annabeth é...
