Após anos afastados, Hinata e Naruto se reencontram pelo acaso do destino. Um acontecimento, entretanto, revela uma maneira inusitada do universo em mostrar que ambos pertencem um ao outro, independente do que ocorra.
A fic terá apenas dez capítulos ;) aproveitem! Não se esqueçam de votar e comentarr <3
Capítulo betado por @himevenus ♡ Banner por @nanamx (@wonderfuldesigns)
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5 anos antes.
POV Hinata Hyuuga.
Parecia que o meu coração iria sair pela boca. Eu não conseguia acreditar naquela mensagem que havia recebido de Sakura Haruno — minha melhor amiga médica —, que lutava na linha de frente contra aquela doença abominável.
"Hina, fizemos o possível e não conseguimos... Hiashi foi cedo, e Aiko se foi logo em seguida... Sinto muito... Queria poder te abraçar agora."
Comecei a sentir as lágrimas grossas molharem o meu rosto e encharcar a tela do meu celular. Uma dor lancinante atingiu o meu peito em cheio e, sem que eu pudesse notar, já estava no chão, de joelhos, gritando o mais alto possível.
— O que aconteceu?! — Escutei a voz de Kiba ecoar pela sala do meu apartamento, seguido de passos apressados.
Apenas mostrei a mensagem de Sakura, que ainda estava na tela do meu celular, para ele. Em seguida, ele me abraçou da forma mais acolhedora possível, fazendo-me desabar em seus braços.
— Eu não sei o que fazer sem eles! — Lamentava entre soluços, agarrando-me nas vestes de Kiba, que agora me aninhava e me acariciava como no nosso primeiro ano de namoro.
As coisas estavam um caos ultimamente. Uma doença nova surgiu e, desde então, estávamos vivendo trancados em nossas casas, esperando a criação de um remédio milagroso, ou então de uma vacina. Nenhuma outra doença fora tão contagiosa e letal nos últimos tempos, e o que mais me doía era ver que meus pais negligenciaram as orientações quanto ao isolamento social.
Quando eu soube da internação deles, Sakura tentou me acalmar, dizendo que tudo daria certo no final das contas, mas eu a conhecia bem.
Até por ligação eu saberia dizer que ela estava mentindo; não para me fazer algum mal, mas sim para tentar amenizar o turbilhão de sentimentos que eu estava prestes a sentir. Desde então, por mais que eu tentasse negar para mim mesma, no fundo, eu estava me acostumando com a ideia de que eles não iriam sobreviver; ter a confirmação das minhas suspeitas bem na minha frente, entretanto, era algo que eu não esperava.
Uma das piores partes foi não poder me despedir. Não pude sequer sair de casa para enterrá-los, porque as pessoas que faleceram em decorrência daquela doença iam direto para o necrotério, e do necrotério eram enterradas em um cemitério que já estava preparado para recebê-los.
Sem despedida, sem um último abraço, sem nada. Se ao menos na última vez que os vi, eu soubesse o que aconteceria, teria aproveitado mais os momentos ao lado deles.