•1º desejo: um amor•
Enfim, dia 1° de janeiro, amanheci na praia pra variar, dormir num canto da barraca, apenas catei minhas coisas, me despedi do pessoal, e fui pra casa, afinal são 3 horas de carro pra ir pra "roça".
Não sei se a sorte nunca está ao meu favor, mas literalmente a única área da minha que sempre andou foi a área de estudos, então virei professora, que merda né?
Dar aula pra adulto é melhor do que dar aula pra adolescente, sem dúvidas. Adolescentes são engraçados? Sim. Mas, eles nunca estão interessados no que você fala, já os adultos dão a vida pra ter aula com uma professora que explica bem a matéria.
Por mais que a minha disciplina não seja "importante", minhas turmas vivem cheias lá na facul, digamos que na faculdade seus professores não te ajudem, e quando tem uma professora que te ajuda, é tipo uma salvação.
Agora, minhas turmas vivem lotadas porque: eu sou considerada, segundo a página dos universitários, a professora "mais gostosa e inteligente", tiro dúvidas, e dou comida.
Sempre deixo uma garrafa de café na estrada da sala, isso salva tanto.
Mas o que eu dou aula? Nada demais, dou aula de física avançada, formei no ITA e fiz mestrado na UFES, coisas leves. Agora faz uns 6 meses que comecei a trabalhar, entrei de férias para a minha glória, porque fechar pauta é um inferno, agora só aproveitar os rocks da vida.
Trabalho na UNESC, uma universidade particular lá de Colatina, pagam bem, o problema é: todos os rolês/festas são em Vitória, e são 3 horas de carro, não tenho cu pra isso. Mas é o preço que se paga por morar na roça.
Entrei no meu HB20 e segui rumo à Colatina, lá deve estar um inferno, carnaval chegando e todo mundo migra pra lá, mas só posso sentar e chorar quanto a isso, pelo menos vai ter festa e não vou precisar vir pra Vix todo dia.
[...]
Estacionei o carro em frente a minha casinha nova, a coisa mais linda do mundo. Arquitetura antiga, janelas em formato diferentes, tudo de madeira, decoração rústica e antiga, o sonho de consumo de qualquer um.
Abri a garagem com o controle, entrei com o carro, e antes de fechar o portão vi a minha vizinha.
— Bom dia dona Claudia! – Falei pra senhora que estava varrendo a calçada.
— Bom dia nada, boa tarde filha. Já são mais de meio dia. – Negou com a cabeça. — Foi pra praia passar o ano novo né?
— Sim, precisava pular as 7 ondinhas e aproveitei pra matar a saudade da praia. – Me escorei na divisa dos muros entre a casa dela e da minha.
— Esse é o seu ano, eu estou sentindo. – Falou apontando pro céu. — Vai lá tomar um banho, depois passa aqui em casa, fiz um pão caseiro, que tá uma delícia!
— Deus te ouça dona Claudia, Deus te ouça... – Me virei pra entrar na garagem e fechar o portão. — Passo sim, já já eu tô aí, beijo.
— Outro! – E continuou varrendo a calçada.
Entrei no quintal e já tirei meu chinelo pra lavar, deixei ali perto da área do tanque e do varal.
Peguei a chave dentro da minha bolsa, abri o portão da varanda e em seguida a porta de casa, respirando o cheiro daquele lugar, esse é o meu lar.
Joguei as coisas na mesinha que fica ao lado da porta, passei pelo corredor e fui pro meu quarto, entrando rápido no banheiro, tomando um banho merecido, mas lavei meu cabelo igual a minha cara, já que ele fica lindo quando eu saio da praia.
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A Vida Só Começa Depois Do Carnaval
FanfictionMariah Corrêa passa o ano novo com os amigos e como superstição de todos anos, pulou as 7 ondas fazendo seus desejos para o ano que a espera, mas como sempre o fez, nunca imaginaria que nesse ano que a espera, tudo irá se realizar. A professora da...
