avisos: violência, spoilers, relacionamento abusivo (não romântico, mas fraternal)
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TR trabalha algumas relações fraternais de um jeito muito interessante e eu queria trazer isso aqui também. O relacionamento que existe entre os dois irmãos aqui (me sinto estranha falando isso, soa como se fosse incestuoso, mas não há nada sexual/romântico aqui, calma) é inspirado em praticamente todos os irmãos do anime/mangá, mas principalmente nos Shiba (Yuzuha/Hakkai) e nos Mitsuya (Takashi e as duas pequenininhas);
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traição.
2005, sede da Valhalla
— O que é que está acontecendo? — a garota indagou, com as mãos afundadas nos bolsos do casaco branco, aproximando-se de um dos outros membros da Valhalla, que unia-se ao amontoado de integrantes da gangue do anjo sem cabeça, na ponta dos pés, tentando espiar o que ocorria no centro do grupo.
— Um otário — Com um sorriso largo, que exibia os dentes alvos, e os olhos queimando em excitação, ele voltou a face para a única mulher que fazia parte do conjunto de delinquentes. [nome] franziu o cenho, também pondo-se na ponta dos pés, como o colega de gangue. — Sabe o Baji, da Toman? Que quer entrar na Valhalla? — A garota assentiu, lembrando-se vagamente do rapaz bonito de cabelos castanhos e de caninos quase que vampirescos. — Pra confirmar a entrada dele, o Baji teve que arrastar um cara da Tokyo Manji até aqui e está metendo a porrada nele. Pelo que eu ouvi, é o vice-capitão da divisão dele por lá, subordinado ainda — adicionou, empolgado, e parou de encará-la, tentando se esgueirar, sorrateiramente, entre os outros integrantes da gangue, para aproximar-se do foco do conflito.
[nome] balançou a cabeça negativamente e fez menção de se distanciar, dando um passo para trás. Para seu desprazer, entretanto, as costas esbarraram no que pareceu, para a garota, uma muralha alta e estreita. Ao olhar para cima, desapontou-se ainda mais ao descobrir que o que atingira não tinha sido uma muralha, mas uma pessoa. Soltou um suspiro de decepção, desviando o olhar da face naturalmente insuportável de Hanma, e tentou afastar-se do maior, sendo impedida pelos braços esguios de Shuji, que posicionaram-se sobre seus ombros.
— Aonde ia? — ele questionou, unindo as mãos tatuadas em frente ao pescoço da menor, sem encostar na pele dela.
— Estava indo embora, tenho coisa melhor pra fazer do que ver um idiota sendo espancado de graça — resmungou, respirando fundo para manter a calma, por mais tensos que os ombros já estivessem.
— Por que não? — perguntou, cinicamente, com um sorriso preso nos lábios. — Não quer assistir o espetáculo, meu anjo? — Posicionou o queixo no topo da cabeça da garota.
— Você é surdo, Hanma? — indagou ela, ríspida como de costume. — Eu não sou uma desocupada sádica que tem tempo pra ser a cachorrinha do Kisaki que nem você — repetiu-se, aproveitando para encarar a face de Shuji ao pronunciar a segunda metade da frase, como se buscasse algum resquício de que a ofensa tivesse o incomodado.
Ela sabia — e, para sua infelicidade, Hanma também — que qualquer tentativa de combater as investidas do braço direito de Kisaki com ataques físicos seriam inúteis. Shuji era um dos mais fortes na Valhalla, tendo entrado em conflito até com o conhecido Mikey, da Tokyo Manji, e, por mais que a menina não se visse como fraca, tinha consciência do intenso contraste entre as habilidades deles.
O jeito era ir contra Hanma verbalmente.
Infelizmente, parecia que o desgraçado gostava de ser humilhado, já que simplesmente alargou o sorriso já presente no rosto.
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Stereo Hearts - Chifuyu Matsuno
FanfictionComo irmã mais velha, [Nome] se vê obrigada a entrar na Valhalla para ficar de olho no caçula da família. O problema é que, como se já não fossem suficientes os constantes conflitos ideológicos com os integrantes da gangue, um dia a garota se nota i...
