Viagem no tempo parte 1

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Como todo fim de tarde, Emma organizava sua mesa na delegacia, guardando papeladas e fechando as gavetas, ouvindo o som de arrumação parecido no birô ao seu lado.
David tagarelava sobre o final de semana, os planos para o pequenique na floresta com sua esposa, seus filhos, genro e neta.

— E pode avisar ao Gancho que peixe está fora de cogitação no nosso pequenique. — deu a última dentada no donut, sujando levemente suas bochechas com açúcar. — O máximo de fruto do mar que aceitamos é pasta de atum.

— Pode deixar, pai. Não vou deixá-lo levar o rum também.

— Ótimo!

A delegacia estava quieta fazia um tempo, e David e Emma, ainda xerifes da cidade, resolviam problemas muito pequenos como incidente com bêbados em brigas de bar, discussões de vizinhos por causa de jardim, calçada e lixo, e menores de idade dirigindo pelas ruas, derrubando lixeiras. E isso era um dos ocorridos mais pesados que aconteciam.

Com os anos, acabaram se acostumando com a calmaria na cidade. Sem monstros, sem ameaças e sem mortes. Apenas problemas comuns de pessoas comuns. Foi bem estranho no começo, na verdade, e estavam sempre todos desconfiados, sem dormir, com medo de vacilar e acontecer mais uma outra catástrofe.
Há tempos não aparecia mais nada fora do comum, e eles sequer lembravam da vida conturbada de algum tempo atrás.

— Então, quer carona até em casa? — o pai quis saber, pegando as chaves da caminhonete.

— Killian e Hope vão passar por aqui pra me buscar. — sorriu, ansiosa para vê-los. — Vamos ao parque alimentar os patinhos de Hope e depois para casa de Regina.

— Aulas de magia?

Emma balançou a cabeça.

— Bem...já que não estou com pressa, vou esperar para ver minha garoti...

— Mamãe! Vovô! Chegamos! — a vozinha infantil dominou o ambiente, e a pequenina criança loira surgiu para os dois.

David se agachou para pegar a menininha de quatro anos no colo, rodopiando e a jogando para cima. Emma riu com o pai e seus olhos correram para o marido ao lado deles.

— Minha bonequinha. Como você está linda e cheirosa. — beijou suas bochechas acentuadas, e Hope ficou toda vermelhinha.

— Papai deixou eu escolher meu vestido. — passou suas pequenas mãozinhas no vestido branco e azul que Emma há pouco tinha comprado.

— Uau... Já está uma mocinha. Eu amei, pequena.

— Também amei que você deixou ela vir com o vestido novinho.

Swan estreitou os olhos para Killian, acariciou seus ombros e lhe deu um beijo suave nos lábios.

— O que posso fazer? Nossa filha só quer andar impecável.

— Mãezinha! — Hope a chamou daquele jeitinho doce, derretendo a mulher de amor.

— Vem cá, bebê. — a tomou do colo de David. — Estava com saudades. Você está bem?

— Saudade de você, também. — respondeu, manhosa, recebendo os beijos de Emma. — Eu e o papai trouxemos lanchinhos.

— Humm, que delícia. Para comer no parque, certo?

— Sim! E também lanchinhos para Tito, Dedee, José, Isaac Philip e a Mamãe Cisne.

Killian riu com a fofura da filha.

— Isaac Philip? Esse não é o seu coleguinha da escola? — o homem loiro quis saber.

— Ela batizou o pato em homenagem a ele. — Killian explicou.

Contos Swan-JonesOpowieści tętniące życiem. Odkryj je teraz