Em um lugar misterioso, onde pessoas são enviadas para um labirinto, cujas paredes se movem, e criaturas monstruosas circulam à noite.
Além de não terem nenhuma memória, sem contar com os próprios nomes.
Uma jovem, foi a primeira garota a ser levada...
Abro meus olhos, e vejo a coisa mais assustadora do mundo.
A Caixa.
Eu estava na Caixa...
Ela é como um elevador, com as paredes, o piso e o teto de metal; a diferença é que o metal do piso é totalmente liso, e os outros são grades.
É mais parecido com uma gaiola.
Eu sei o que é a caixa, mas não me lembro quando a vi ou estive nela pela primeira vez.
Tento me mexer no chão, duro e frio. Meu corpo está todo dolorido, mesmo assim, com muita dificuldade consigo ficar de pé.
"Como vim parar aqui?"_ Penso então percebo que não consigo me lembrar de nada.
Antes que eu pudesse entrar em pânico total a caixa para bruscamente, me jogando no chão.
De cima surge uma luz vermelha, ouço um estalo e a luz muda de vermelho para verde.
Então uma "porta" no teto se abre deixando a luz do sol entrar.
Meus olhos doem, tampo a claridade com minha mão direita e quando meus olhos se acostumam observo melhor a caixa.
Ao meu lado direito tinha caixotes de suprimentos escritos: frutas, verduras e grãos.
Do lado esquerdo tinha animais: carneiro, galinha, porco, cabra e um cachorrinho.
No canto direito à minha frente tinha uma caixa de ferramentas. Encima dela algo refletia a luz do sol para meus olhos.
Levantei e fui até lá.
Era um cilindro de metal prateado, um pouco mais grosso que um cabo de vassoura, e do tamanho do meu antebraço.
Este cilindro é como se fosse a caixa. Eu sei o que é, mas não tenho lembranças sobre eles. Esse cilindro é na verdade um bastão, e é meu.
O pego com minha mão direita. E num piscar de olhos ele se estende para ambos os lados, o tamanho dele agora é o mesmo da minha altura.
O uso para sair da caixa.
Do lado de fora tinha um campo, com uma grama completamente verde, em um canto havia um bosque e aos limites têem muros imensos, de cor cinza como pedra.
Esses muros rodeavam o campo onde estou, tomando forma de um quadrado.
A abertura desses muros é um único portão, que está ao leste.
O sol está baixo e fraco, um pouco acima da visão do alto dos muros, provavelmente está de manhã.
Perto do único portão tem uma construção inacabada, parece que foi destruída.
Comecei a ter vários flashes de memória. Vi a mesma construção, mas estava completa. O bosque ficou muito maior do que é agora.
A cada um dos flashes senti muita dor de cabeça, que só foi aumentando.
E vi garotas, todas diferentes, uma ruiva, uma negra, uma loira clara e uma albina (com cabelo totalmente branco).
Me agacho no chão, fecho meus olhos e coloco minhas mãos na cabeça por causa da dor.
Água, muita água. Um quarto todo branco inclusive os objetos. E por último, vi um painel circular, com brilho azul e oito números diferentes no centro dele.
Quando os flashes pararam a dor de cabeça passou. Então abro meus olhos muito devagar... e agora me lembro de uma coisa.
Eu estou no Labirinto...
De novo...
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