I - O reencontro

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31 de janeiro de 2019


POV. Tóquio

11 dias. Onze dias em vários tipos de transportes para me encontrar com o Professor do outro lado do mundo. Barcos, carros, camionetas,...

Deixei-me explicar-vos o que aconteceu. Eu sai uns dias da ilha, em que vivia com o Rio e, através de uns telefones via satélite, a polícia apanhou o Rio.

- Vamos - Diz o meu transportador e saio com ele.

Andamos algum tempo até pararmos à frente de um templo.

- Entra. Vir-te-ão buscar - Diz ele. - Não posso avançar mais.

Assinto e avanço, observando aquele templo maravilhoso.

Entro, ainda olhando em volta, esperando algo.

- Menina Tóquio - Oiço a sua voz.

A voz do meu anjo da guarda. Continua igual, mas com um ar mais leve, pelo tempo e o sítio onde estamos. Leva uma camisa branca fresca de manga curta.

- Bem-vinda à Tailândia - Diz ele, ajeitando os seus óculos.

Seguro as lágrimas de emoção e abraço-o, rindo emocionada.

- Que saudades! Nunca fiquei tão feliz por ver alguém! - Digo, ainda no abraço.

Saímos do templo e ainda o abraço.




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Já estou em casa do Professor com ele e a Inspetora Murillo que parece que agora é das nossas. Lisboa, diz ser o seu nome.

Para evitar mais discussões, aceito isso ainda a contragosto e sentamo-nos.

Conto-lhes sobre o Rio.

- Há quanto tempo foi?

- Há 11 dias.

- Onde arranjaram os telefones? - Pergunta o Professor.

- Quando nos separámos, ficamos 24 horas em Casablanca. Ele comprou-os no mercado negro - Conto. - A um líbio. Não estavam registados.

- Claro que estavam, como vês - Explica o Professor, impaciente.

- Não é só isso... o vendedor denunciou-vos. E deve ter recebido uma recompensa - Explica a Inspetora.

- Professor... De certeza que o Rio foi apanhado? - Pergunto.

- Senão, teria chamado o transportador. Não achas? - Pergunta o Professor.

- Mas não publicaram nada. Foi preso há 11 dias. É a notícia mais importante que poderia dar o governo. Porque o manteriam em segredo? É uma bomba - Seguro umas lágrimas.

Olho para a expressão pensativa do Professor e da Inspetora e sei que se passa algo.

- Quanto tempo pode ficar incomunicável?

- 72 horas - Responde a Inspetora.

- Onde o prenderam?

- Não o estão a torturar, pois não? - Pergunto

- Não sei, Tóquio - Responde o Professor, andando de um lado para o outro.

- Claro que estão - Responde a Raquel.

- Olha, todos os países democráticos sabem sujar sujo se for preciso, quando as coisas ficam feias - Explica a Raquel.

Seguro umas lágrimas.

"Va haber jarana" | TairobiDes histoires addictives. Découvrez maintenant