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Capítulo único.

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— Hyung, a gente precisa ir logo! — Chamo, batendo levemente na porta de seu quarto. Ele resmunga alguma coisa lá de dentro e eu tive que esperar, de todo jeito.

Não muito tempo depois, quando eu estava prestes a me virar para esperar na sala, a porta foi aberta, revelando Minho logo atrás dela. Trajado em suas roupas largas e de cores neutras, o mais velho mexe na franja de seu cabelo tingido de laranja, quase desbotado, tirando os fios, ainda úmidos, de sua testa, me olhando com carinho.

— Você é bem impaciente, né?  — Pergunta retoricamente, beijando a minha bochecha de forma suave. Sorri pelo ato, ignorando o que ele falou e comecei a andar pelo corredor, indo em direção à sala.

— 'Cê ainda vai se atrasar mais, ou podemos ir agora? — O apressei, me jogando de qualquer jeito no sofá. Ele riu sarcasticamente, jogando uma almofada na minha direção, fazendo com que eu me encolhesse pelo reflexo que tive. Gargalhei alto, vendo ele ir à cozinha em passos rápidos.

— Só 'tô procurando a minha carteira, sabe onde ela 'tá? — Grita do cômodo pequeno, que cheirava, sempre, a ovos e bacon, denunciando seu péssimo hábito alimentar.

— 'Tá comigo, bobão... — Me levanto, indo até ele — 'Cê me entregou antes de ir tomar banho! — Rio da cara de confusão que ele faz, parecendo se lembrar do ocorrido. Ele assente com a cabeça e olha nos meus olhos profundamente.

— Acho que os meus neurônios estão morrendo mais a cada dia que passa! — Lamenta-se, me abraçando pela cintura. Estranho seu comportamento, já que ele não é uma pessoa que demonstra afeto muito frequentemente. De qualquer forma, o abraço de volta, sentindo ele relaxar em meus braços.

Depois de um tempo, quietos e abraçados, parados na porta da cozinha, nós decidimos, finalmente, sair de casa. Andando de mãos dadas pelas ruas, iluminadas com o tom alaranjado, presenteadas pelo Sol, que já se escondia de forma tímida, por detrás das casas, prédios e árvores, Minho e eu conversávamos sobre nossas expectativas em relação ao lugar no qual estávamos indo agora.

Quando chegamos ao parque de diversões, a Lua já havia tomado o lugar do Sol, nos abençoando com sua forma cheia, onde exibia, de forma esplêndida, sua circunferência perfeita, devido a sua posição em relação ao Sol e a Terra, esbanjando beleza e deixando a noite ainda mais romântica, a meu ver.

— Aonde vamos primeiro? — O mais velho perguntou, arrumando a carteira em seu bolso de trás da calça jeans preta que usava, segurando os bilhetes com a outra mão. Percorro o lugar com os meus olhos, avistando ao longe uma barraquinha de uma senhora que vendia pipoca, algodão doce e mais algumas outras guloseimas, além de bebidas diversas.

— Vamos comer primeiro, vamos! — Imploro, balançando seu braço de forma animada, olhando para ele com olhos pidões. Ele ri e beija a minha testa, concordando com a cabeça, já me puxando em direção ao lugar.

Após pedirmos um cachorro-quente e um refrigerante para cada, nos despedimos da senhorinha sorridente, que nos elogiou ao ver nossas mãos entrelaçadas, dizendo lembrar-se de seu neto, que havia se casado há pouco tempo, com um rapaz formado em direito. Ela dizia sentir muita falta de ambos os garotos, que se mudaram para um bairro distante, após não receberem o apoio familiar, além do dela. Me senti contente por poder ouvir uma história dessas, pois, apesar de nem toda a família o apoiar, ele ainda tinha o apoio de sua avó, que visivelmente o amava muito e faria de tudo por ele. Muitos veriam o fim de algo nesse relato. Mas eu, via ali, o início de uma história que teria um final feliz.

— Ela parece ser um amor! — Comentei mordendo um pedaço da minha comida, derrubando um pouco de molho no plástico branco que envolvia o pão macio. Minho concorda em um resmungo, me arrastando para sentar em um dos bancos ali perto.

Eclipse • (Minsung)Cerita yang bikin terobses. Temukan sekarang