Um Conto de uma Noite

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                                                                                                                                                             Por Vanessa Corales

               A brisa de outono que soprava na madrugada na casa do vento, já não balançava mais os cabelos de Azriel, que já estavam colados e embaraçados com o suor....depois de horas e horas treinando, combatendo ele mesmo e suas sombras insistentes e seus pensamentos sombrios e cansados, após mais um dia tendo que lidar com Eris e sua vontade crepitante de atravessá-lo de um lado a outro com a reveladora da verdade...mais um dia, tendo que suportar o cheiro de felicidade em Cassian, mesmo o irmão estando tão atordoado e irritado com as intrigas e desventuras com Eris, as rainhas e a maldita tramóia que ainda se escondia quanto a Koschei e seus mistérios....o que fazia com Azriel ficasse ainda mais furioso, pois nem com suas habilidades conseguia alcançar o que estava acontecendo....e como dormir era algo tão raro mesmo, somente treinar poderia ocupar sua cabeça ..até que a exaustão o derrubasse..

- Seu corpo suado brilhando com o luar, a camisa já havia sido dispensada no canto do pátio de treinamento, há algum tempo, e quando sua respiração falhou, foi o momento de sentar e respirar...

- As sombras rodopiaram e se acumularam em seu lado, por segundos Az suspirou, achando que eram suas sombras se recolhendo e deixando ele para seu descanso, mas foi o cheiro....este que o fez ficar imóvel, cheiro de rosas....o cheiro de jardim....cheiro dela.....Elain.

- Não eram suas sombras se recolhendo, e sim Elain que vestida com uma camisola sem mangas e em tons de rosa claro, surgia das sombras ao lado de Az..

- Aconteceu alguma coisa? Perguntou AZ, apertando com firmeza a reveladora da verdade em punho...

- Estou bem, respondeu Elain...com voz suave, mas firmeza nas palavras... – todos estão... – mas você não..não é AZ?

- Az suspirou, e relaxou a mão da faca, o olhar se acalmou, e então encontrou o dela, que estava fixo nele, - Não consigo dormir, então gosto de treinar para me acalmar , pensar e aliviar....respondeu com franqueza... – Elain deu um suspiro, como se entendesse e olhou pra Az com um olhar suave, mas com um brilho diferente, mais sagaz....

- Foi nesse momento que seu auto controle falhou...seus olhos, que ainda estavam espantados com o fato de Elain ter aparecido das sombras...do nada...onde ninguém sabia que ele estava.....agora o levavam a explorar a visão dela....parada em sua frente, o encarando e somente de ...camisola.... – lentamente ele foi baixando o olhar, percorrendo cada canto de seu corpo...pescoço, seios..barriga, e suas pernas totalmente expostas e lindas com aquela camisola curta...nem que quisesse ele teria como disfarçar o zumbido que vinha de seu sangue fervendo... – ele sabia que tinha que se controlar, para não avançar e sentí-la nos braços...

– Vou acompanhar você de volta à casa...disse com a voz tremendo...mas baixa e séria... e virou-se para onde estava sua camisa atirada, afim de abafar o calor, e tentar fazer com que Elain não notasse sua vontade crescente que agora, fazia suas roupas doerem no corpo... – Mas....... não houve tempo...

- Quando piscou de volta e se virou, Az viu e sentiu Elain surgir das sombras, em frente a seu corpo...centímetros...muito...muito perto dele...quando conseguiu soltar a respiração, para perguntar o que ela estava fazendo....a boca dela engoliu suas palavras......sem medo....sem tremer....sem hesitar.....um beijo doce, porém voraz e desejoso...não era como uma permissão, era mais....era súplica...não mais do que isso....era uma ordem....ordem de que avançasse sem piedade, sem reservas...

- Por um segundo Azriel, manteve os olhos abertos e as mãos junto ao corpo, contendo-se..

- Mas Elain não..ela queria....tanto...tanto que levou uma das mãos a nuca de Az e a outra, descansou sobre o peito nu dele, leve, gentil e quente....e desceu, sentindo todos os músculos e perfeições daquele corpo, forte, suado e ardendo...e desceu mais.... chegou na sua cintura, não parou...nem recuou, deixou sentir aquela firmeza e magnificência sob suas mãos pequenas e delicadas....não conteve o gemido, que ecoou na boca de Az....

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